Beleza

Beleza negra: saiba como escolher a base para uma pele perfeita

Patrícia Araújo/UOL
Beleza negra: Saber o tom de fundo da pele - frio (esverdeado) ou quente (avermelhado) - é fundamental para escolher a base ideal imagem: Patrícia Araújo/UOL

ISABELA LEAL

Do UOL, em São Paulo

Encontrar o tom de base perfeito é um dilema para qualquer mulher, mas esse drama pode ser ainda maior para as negras. “O contraste natural de luz e sombra é maior, por conta da estrutura óssea, que deixa as reentrâncias mais evidentes como, por exemplo, o canto interno dos olhos e a lateral do nariz, que costumam ser mais fundos”, justifica o maquiador Wilson Eliodorio, especialista em evidenciar a beleza negra.

Assim como nas peles mais claras, as variações de cor entre as mulheres de pele negra geralmente têm três tons: claro, médio e escuro. As de pele clara são como as atrizes Sheron Menezes e Camila Pitanga; as de pele média têm o tom semelhante ao da atriz Taís Araújo e de pele escura são como a dançarina e apresentadora Adriana Bombom e a atriz Adriana Alves. Mas independentemente dessa variação é importante saber se o tom da pele é frio (esverdeado) ou quente (avermelhado). “Isso é fundamental para acertar a cor da base, assim como a do corretivo e do pó facial”, diz Wilson. Para saber se é frio ou quente, é simples, basta aplicar um hidratante no rosto e ficar embaixo da luz de um elevador. A iluminação, que combina lâmpadas fluorescentes com incandescentes, tem o mesmo efeito da luz do sol, o que assegura uma visão real. “Sob essa luz é só observar se os reflexos da pele são dourados ou avermelhados, que significa quente; ou prateados com uma nuance esverdeada, que é a pele fria”, explica o maquiador.

A base perfeita
Seguindo o princípio de pele quente ou fria é fácil chegar à cor de base ideal. Na hora de experimentar na pele antes de comprar, os reflexos do produto devem ser os mesmos identificados no elevador. Segundo o maquiador, a região certa para testar a base é aquela linha que vai do canto externo da unha do polegar em direção ao pulso passando por cima daquele ossinho. “Nessa linha é onde está a diferença de cor da pele que toma sol com a que não toma sol, é só aplicar a base nesse limite, espalhar e esperar secar. Feito isso, ela tem que ficar quase invisível para ser o tom ideal, depois é só ver se os reflexos são dourados ou prateados”, explica ressaltando que é melhor testar a base em luz natural, nunca nos espelhos com luzes de camarim que existem em lojas, já que estes podem distorcer o tom  real da pele.  
Para saber a textura certa (se líquida, cremosa ou compacta) é preciso sentir conforto na pele, aquela sensação de cútis saudável, hidratada. A base certa traz sedosidade, brilho e maciez, se a que experimentar trouxer incômodo é melhor testar outra consistência até achar a agradável. “A base ideal deve proporcionar conforto, além de proteção solar, hidratação e boa cobertura”, resume Wilson.

Para trabalhar os volumes do rosto (contorno e o jogo de luz e sombra) é preciso um tom mais escuro e outro mais claro que o natural da pele, o que fica fácil depois de definir o tom principal. “Se der para investir em apenas dois tons, que seja o neutro e o mais escuro”, avisa Eliodorio.

Nada de efeito acinzentado
Ao passar a base, é comum mulheres negras terem a sensação de que a pele fica com um aspecto acinzentado. “Isso acontece provavelmente porque ela usa uma base fria na pele quente ou vice-versa”, opina Eliodorio. No entanto outros dois fatores contribuem para essa sensação de pele com cor de cimento: a aplicação direta na pele, sem antes passar um hidratante ou primer e usar base mate na pele seca ou base acetinada na pele oleosa. “O certo é fazer o contrário, usar uma base mate nas oleosas, para amenizar a oleosidade natural; e usar uma base mais acetinada, com micropolímeros refletores de luz, nas peles secas, para não craquelar e ainda trazer um brilho natural que elas não têm”, justifica.

Veja a seguir dicas importantes para fazer uma maquiagem impecável

Primer – Uniformiza a pele para garantir naturalidade ao efeito de coloração que da base – pode ser substituído por algum produto de tratamento como hidratante, creme anti-sinais, clareador ou protetor solar, principalmente se a base também já tiver algum desses benefícios, de acordo com a necessidade de cada um.
Corretivo – serve para cobrir imperfeições pontuais e de momento, como espinhas, manchinhas e olheiras muito evidentes. O tom certo do corretivo precisa ser bem próximo à cor natural da pele – é bom evitar um tom mais claro.
– deve seguir um princípio básico: ser do tom mais próximo da cor da base, nada de usar um mais claro.
Depois que acertar cor e textura de base, prefira comprar o pó da mesma marca. Esses produtos são compatíveis e complementares, o que favorece o efeito visual e a conforto da pele.
Marcas que têm produtos de tratamento têm bases de excelente qualidade, com cobertura e acabamento perfeitos.
Não queira sair da loja com um kit de produtos do tipo “resolvi minha vida”. Compre primeiro a base, depois o tom mais escuro da base e só depois pense no pó facial, assim você consegue ter uma ideia melhor do que realmente é importante para seu nécessaire.
Topo