Esmalte e unha

Além de bonitas, unhas precisam ser saudáveis e resistentes; veja como deixá-las mais fortes

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Lixar corretamente, dar adeus à acetona, evitar tirar as cutículas e usar produtos específicos são algumas das dicas para exibir unhas sempre fortes e saudáveis imagem: Thinkstock

Isabela Leal

Do UOL, em São Paulo

Nunca foi tão importante exibir unhas bonitas como hoje. O boom da indústria de esmaltes, as tendências de fora que chegam por aqui em um pulo e todo esse movimento de que as unhas pintadas (seja como for) são quase como um acessório na hora de compor o look, são fatores que tornaram o “passe” dessa região das mãos altíssimo. Mas para que estejam bonitas, antes de tudo precisam estar saudáveis, fortes. O primeiro passo é muito simples, basta deixá-las sem esmalte por um período. “O ideal é pelo menos 24 horas a cada sete dias. Se a lâmina de queratina, isto é, a superfície da unha, estiver sempre recoberta por esmaltes formulados com solventes orgânicos, ocorre a desestruturação dos aminoácidos de sua composição natural, deixando-a frágil, quebradiça e ressecada”, justifica a engenheira química Sonia Corazza, especialista em cosméticos.


A polêmica do removedor
O produto certo para retirar o esmalte também influi na integridade e saúde das unhas. Aqueles que contêm acetona devem ser evitados. “A indicação é não usar acetona nem removedor que contenha essa substância na fórmula, pois ela destrói as pontes de enxofre que compõem a unha tornado-a muito frágil. Isso também causa ressecamento e alteração na superfície da unha podendo provocar ainda manchas esbranquiçadas”, explica a dermatologista Andreia Leverone, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Para a engenheira química Sonia Corazza, o grande problema do removedor  com acetona é que ele retira também alguns componentes vitais para a saúde das unhas, por isso é importante hidratá-las no intervalo entre um esmalte e outro. “a hidratação minimiza esses danos, por isso é bom massagear a unha e a cutícula com cremes que contêm d-pantenol, que evita a perda da umidade natural”, esclarece a especialista. “O removedor sem acetona é mais suave e resseca menos. Os lenços removedores são muito bons porque já contêm substâncias hidratantes”, recomenda a dermatologista Carla Góes, de São Paulo.

Cuidados

A higiene e a forma de cortar e lixar têm influência direta sobre a saúde e resistência das unhas. Veja a seguir algumas dicas para não errar nos hábitos cotidianos.

Limpeza: é na parte de baixo das unhas que se acumulam impurezas e até microorganismos, por isso é importante usar uma escovinha nessa região. “As de cerdas macias são úteis para limpar essa área e evitar contaminações. Como isso não faz parte da rotina da maioria das pessoas, uma boa dica é deixar a escovinha no box e usá-la na hora do banho”, sugere Sonia Corazza. “Manter a higiene evita fungos e outras doenças de pele e unhas, além de ativar a circulação sanguínea, outro fator que favorece a saúde das unhas”, explica a diretora da Escola Internacional de Manicures Mavala, em Londres, Jennifer Wiles.  Mas atenção: é bom evitar os exageros. “O cuidado é importante, mas o excesso de cuidado pode ser prejudicial. Usar a escova diariamente e com muita força fragiliza as unhas”, alerta a médica Andreia Leverone. Concorda com ela, a colega Carla Góes. “A falta de higiene pode gerar verminoses e doenças intestinais, mas de fato, o excesso de cuidado para limpar, além de fragilizar, favorece pequenas fissuras por onde fungos e bactérias podem penetrar”, conclui a médica, que indica o uso da escova três vezes por semana.

Como cortar: o formato correto deve ser reto e com as extremidades levemente arredondadas para evitar a quebra. Os desenhos redondos e pontudos tendem a quebrar com facilidade e podem encravar. “Aqui em Londres, nós recomendamos nos cursos nunca cortar as unhas, para evitar divisão e descamação das camadas. O ideal é lixar. Se for necessário cortar é indicado utilizar tesoura ou alicate muito bem afiados, limpos e desinfetados, sem fazer cortes profundos nos cantos e sempre lixar para concluir”, esclarece Jennifer Wiles.

Como lixar: o ideal é lixar devagar, sem pressionar demais, com movimentos das extremidades para o centro e mantendo a lixa sempre na horizontal, nunca na vertical. As lixas flexíveis, como as de plástico e papel, são mais indicadas por não dobrar muito a unha causando desgaste, já as metálicas têm menos flexibilidade, embora tenham as ranhuras suaves para lixar.

Adote estas dicas para preservar suas unhas de situações arriscadas

A umidade é prejudicial porque favorece a formação de micoses e unhas frágeis, além de remover a gordura natural das unhas, que tem função protetora. Portanto, é melhor evitar o contato excessivo com a água, mesmo que seja sem sabonete.
Produtos químicos – devem ser evitados porque agridem e enfraquecem as unhas. A saída é lavar a louça e limpar a casa com luvas de borracha.
Problemas passageiros – manchas, descoloração, fraqueza ou secura súbitas e descamação têm a ver com alterações ou distúrbios físicos ou hormonais. Podem ser decorrentes de mudança de dieta, consumo de medicação esporádica, desgaste/ estresse físico ou algum tipo de cirurgia. Tudo isso pode se refletir nas unhas.
Utilizar produtos fortalecedores e hidratantes é muito útil como tratamento e prevenção.
Evite retirar as cutículas, elas têm função protetora contra fungos e bactérias e deixam as unhas menos vulneráveis.
Use sempre ferramentas esterilizadas, como alicates, pinças e tesouras.
Sempre que fizer o intervalo entre um esmalte e outro aplique hidratante sobre as unhas e cutículas. Os que contêm uréia e lactato de amônio são os mais recomendados.
Se sentir as unhas fracas ou quebradiças, aumente o intervalo entre uma ida e outra à manicure; se possível alterne as semanas em que você pinta as unhas, pelo menos até o problema ser resolvido.

 

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