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Conheça três tratamentos que prometem secar e endurecer o abdômen até o verão

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Novos tratamentos estéticos prometem reduzir a circunferência abdominal com poucas sessões e mínimo esforço; a manutenção, porém, depende de alimentação saudável e prática regular de exercícios físicos imagem: Thinkstock

Shâmia Salem

Do UOL, em São Paulo

Quem é fã de tratamento estético já deve ter notado que os aparelhos estão cada vez mais seguros e potentes, tanto que alguns deles prometem resultados com uma única sessão. Excelente notícia, especialmente quando se está a poucos dias de vestir o biquíni e a barriga ainda incomoda. Para esses casos, os especialistas estão recomendando três técnicas: o VelaShape II, o Liposonix e o CoolSculpting.

Criado especialmente para quem tem excesso de gordura e flacidez de pele no abdômen, o VelaShape II é aguardado para novembro e vem três vezes mais poderoso do que sua versão anterior. “Daí a explicação para a melhora de até 60% da textura da pele e redução média de 7,3 centímetros de circunferência abdominal após cinco sessões de 20 minutos cada uma. Porém, o tratamento completo inclui seis sessões, sendo uma por semana, mais uma de manutenção a cada 30 ou 60 dias”, diz Fernando Emiliozzi, diretor responsável da importadora Skintec, em São Paulo. Segundo ele, o equipamento continua indolor e combinando quatro técnicas. “A luz infravermelha e a radiofrequência aquecem profundamente a pele para acelerar o metabolismo da gordura e aumentar a produção de colágeno e a contração das fibras de sustentação. Tem ainda a sucção, que estimula a circulação, e a massagem mecânica, para drenar os líquidos e as toxinas retidas”, explica Fernando, que adianta que o preço médio por sessão deve ser por volta de R$ 250. Em tempo: o VelaShape II já tem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e é contra-indicado para grávidas.

Pneuzinho no alvo

A gordurinha na lateral do abdômen é a principal mira do Liposonix, que promete reduzir entre 2,5 e 4 cm de cintura em uma única sessão. Para chegar lá, a novidade, que foi apresentada no Congresso Americano de Dermatologia, que aconteceu em março, nos Estados Unidos, emite um ultrassom concentrado de alta intensidade capaz de aquecer profundamente a área tratada. Esse calor não só destrói os nódulos de gordura, que são absorvidos pelo sistema linfático, como favorece a produção de colágeno, dando mais firmeza à pele e combatendo a flacidez que pode aparecer com a redução dos excessos. “Tem gente que sente ardor durante e depois do tratamento e nas mais sensíveis esse desconforto pode se prolongar por algumas semanas”, conta a dermatologista Marcela Studart, do Rio de Janeiro. Cada sessão do Liposonix dura cerca de uma hora e, geralmente, uma resolve o problema. Já o resultado aparece cerca de duas semanas depois do tratamento. Como a previsão é de que a novidade chegue por aqui até dezembro, ainda não há um consenso sobre o custo, mas é esperado que ele seja salgado – algumas clínicas falam em R$ 2,5 mil e outras em R$ 3 mil. Vale lembrar que a técnica não pode ser feita por quem está grávida, usa marca-passo, tem problemas de coagulação ou fez uma cirurgia na região abdominal recentemente.

Aquele barrigão

Para quem está até 15 quilos acima do peso ideal, o CoolSculpting consegue remover de forma permanente até 25% da gordura da área tratada com uma única sessão. “Tudo graças à criolipólise, que resfria a uma temperatura negativa as células de gordura e provoca uma inflamação local que causa a morte gradual delas sem prejudicar o funcionamento do organismo”, explica o médico Fred Aslan, presidente da Advance Medical, companhia responsável pela distribuição e comercialização da máquina no Brasil. Ele avisa: “A pessoa pode voltar a acumular gordura na área tratada se não comer de forma equilibrada nem se exercitar regularmente”. Geralmente, uma sessão de uma hora é suficiente para alisar a barriga, mas quem quiser repetir a dose deve esperar entre seis e oito semanas – período que o resultado demora a aparecer. Vale lembrar que o CoolSculpting está sendo usado no país há um ano, é liberado pela Anvisa e contra-indicado para quem tem hérnia umbilical, marca-passo, hepatite C, alta sensibilidade e reações ao frio, está grávida ou passou recentemente por uma operação na região que vai ser tratada. Mais: o tratamento causa um desconforto de leve a moderado nos minutos iniciais, depois, por uma hora, a sensação é de um beliscão e, nos dias seguintes, é possível ter dormência no local, sensibilidade e algumas manchinhas vermelhas. O preço da beleza varia de R$ 1,5 mil a R$ 2,5 mil.

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