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Superficiais, bronzeamentos a jato ou vapor são seguros e garantem tom dourado ao corpo

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Bronzeamentos artificiais superficiais são alternativas seguras para quem quer chegar à praia com a pele já dourada imagem: Thinkstock

Isabela Leal

Do UOL, em São Paulo

O fato de o sol em excesso ser nocivo à saúde não significa que é preciso passar o verão no melhor estilo “branco escritório”. Afinal, uma pele bronzeada valoriza as roupas, traz aquela leveza do verão, aumenta a autoestima e (há quem diga) emagrece e disfarça a celulite. Sendo assim, o caminho é lançar mão dos métodos artificiais de bronzeamento, como os procedimentos feitos em clínicas de estética ou os autobronzeadores cosméticos. Fora isso, nada é seguro. Veja a seguir alguns aspectos que envolvem a conquista de uma pele bronzeada e proteja-se do perigo, literalmente.

Diga não às cabines de luz
Esse é o primeiro passo para quem quer tirar proveito dos métodos artificiais. Neste procedimento proibido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)  desde 2009, há o risco de se contrair um câncer de pele é o mesmo ou até maior do que se expor ao sol. “É como estar sob o sol, porque a exposição à radiação ultravioleta é direta, podendo ser até pior, por estar sem protetor solar”, justifica a dermatologista Daniela Lemes, do Rio de Janeiro. Para a diretora científica da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, Joana D’Arc Diniz, não tem como fugir dos danos causados por esse tipo de bronzeamento. “A concentração dos raios UVA nas câmaras de bronzeamento é duas a três vezes maior que a luz solar, aumentando o risco de envelhecimento precoce e de câncer de pele. Os danos são irreversíveis, em menor ou maior grau, pois as células seguramente serão atingidas”, explica a cirurgiã, especialista em medicina estética. Segundo a Anvisa, este método que favorece a formação de tumores em até 75%, em pessoas que se submetem à técnica até os 35 anos de idade. Um dos estudos que serviu como base para essa decisão foi desenvolvido pela IARC (Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer), ligada à Organização Mundial da Saúde.

ALTERNATIVA CASEIRA

Eduardo Knapp/Folhapress
Parecido com um hidratante, o autobronzeador deve para ser aplicado em casa (longe do sol). Depois de algumas horas transforma a cor da pele, proporcionando um bronzeado parecido com o que a exposição solar produz.

Métodos seguros
Com as cabines de luz proibidas, os métodos seguros ficaram restritos aos bronzeamentos superficiais. O mecanismo de ação é o mesmo dos autobronzeadores cosméticos. “O produto aplicado sobre a cútis, contém o ativo DHA (dihidroxiacetona), que quando em contato com a pele provoca uma reação das células responsáveis pela produção de melanina, resultando na pigmentação da pele”, explica Joana D’Arc Diniz. O diferencial dos bronzeamentos imediatos, feitos em clínicas de estética, é o uso de equipamentos próprios para aplicar o autobronzeador, de maneira que o resultado fique uniforme e, por consequência, mais natural. Veja, abaixo, os detalhes de cada um deles.

Bronzeamento a jato (conhecido como Jet Bronze)
Como é feito: O produto autobronzeador é aplicado em todo o rosto e corpo com uma pistola de ar comprido (aerógrafo), como se fosse uma pintura de carro, que ao pulverizar o produto favorece que ele se espalhe de forma homogênea sobre a pele. Apesar do efeito imediato, a cor só atinge sua tonalidade máxima cerca de seis horas depois.
Quanto tempo dura: de sete a 15 dias, vai depender dos cuidados com a pele no dia a dia.
Detalhes: A esteticista que fizer a aplicação deve ter muito domínio da técnica (uso do aparelho e distribuição do jato), para evitar concentrar o produto em uma determinada região, o que pode causar manchas.

Bronzeamento a vapor (conhecido como Spa Versa ou Magic Tan)
Como é feito: Esse método não é feito com um aparelho manual. A cliente entra em uma cabine computadorizada que emite o autobronzeador por meio de dois jatos que deslizam pela parede pulverizando todo o corpo com uma bruma do produto. O sistema de pulverização é muito suave, cada bico emite um “leque” de névoa de 180 graus, que garante que o produto seja transferido para a pele de maneira suave e uniforme, reduzindo o risco de manchas. Para se ter uma ideia, em apenas 30 segundos é possível trabalhar as laterais, parte da frente e parte de trás do corpo. Em seguida, o corpo recebe um jato de ar que permite secagem instantânea. Se a cliente quiser bronzear o rosto também, basta programar a altura dos jatos a partir da raiz do cabelo (testa); se preferir bronzear apenas o corpo, os jatos começam a deslizar a partir da altura do pescoço e por aí vai, se a ideia for bronzear as pernas programa-se o jato para a altura da virilha. É possível bronzear apenas o rosto também. O método permite três níveis de bronzeamento: nível 1 (pele negra), nível 2 (pele morena) e nível 3 (pele clara), de acordo com a intensidade de bronzeamento que se deseja.
Quanto tempo dura: Em média dez dias. Esse período vai depender dos cuidados com a pele nos dias após a aplicação.
Detalhes: Se a cliente desejar é possível receber um “banho de hidratação”, após a sessão, com o mesmo mecanismo de pulverização.

Nada de pele alaranjada
Hoje em dia está cada vez mais raro esse tipo de frustração para quem faz os bronzeamentos artificiais. “A cor alaranjada era proveniente de alguns tonalizantes de determinados fabricantes. Mas atualmente, de um modo geral, a quantidade de DHA é mais baixa nos produtos, o que diminui o efeito de pele alaranjada e as novas fórmulas são mais fáceis de espalhar”, justifica Joana D’Arc Diniz. “Hoje em dia os produtos contêm substâncias que reagem com a queratina e desenvolvem uma coloração bronzeada natural na camada superficial da pele. Não existe mais aquele efeito alaranjado, muito comum há algum tempo atrás”, completa as fisioterapeuta dermato funcional Marcela Rodrigues, de São Paulo.

Dicas para prolongar o bronzeado

Cápsulas de betacaroteno

Essas cápsulas ativam e prolongam o bronzeado, assim como os alimentos que contêm essa substância. O consumo de um ou outro divide a opinião dos médicos. “Tanto as cápsulas quanto os alimentos são eficazes para este fim, mas creio que as cápsulas sejam mais eficientes por terem uma concentração maior de substâncias que ativam o bronzeado”, defende a dermatologista Daniela Lemes. “O mais indicado é a ingestão de alimentos ricos em betacaroteno, como frutas e legumes de coloração amarela ou laranja e folhas verde escuras, como cenoura, beterraba, abóbora, pêssego, chicória, agrião e espinafre. Por exemplo, vale comer meia fatia de mamão no café da manhã; uma salada com cenoura e beterraba e um suco de manga, no almoço; um prato de creme de abóbora no jantar, ou algo equivalente, de três a quatro vezes por semana. Lembrando que a ingestão regular desses alimentos não vai oferecer um bronzeado a pele, mas ajudar a manter o bronzeado conquistado”, justifica Joana D’Arc. Em tempo: apesar das cápsulas serem vendidas sem receita, e não representarem nenhum risco de toxidade ao organismo, é importante ter uma prescrição médica.

A seguir, a médica Joana D’Arc e a fisioterapeuta dermato funcional Marcela Rodrigues dão dicas para prolongar o bronzeado no dia a dia.

- É indicado fazer uma esfoliação corporal pelo menos 6 horas antes da aplicação do bronzeador a jato ou a vapor. “A remoção de células mortas uniformiza a pele e garante um bronzeado uniforme”, explica Marcela.
- Clareadores de pelo e depilação com cera devem ser feitos 48 horas antes da aplicação, pois podem remover o bronzeado.
- No dia da aplicação, a pele precisar estar livre de óleos, cremes, desodorante, maquiagens e perfume. O ideal é tomar um banho antes da sessão.
- Após o procedimento, é importante usar roupas soltas, escuras e de fácil colocação – roupas claras podem manchar até que o produto seque completamente.
- Após a sessão de bronzeamento é preciso aguardar 8 horas para tomar banho ou fazer qualquer atividade física para que o produto permaneça por mais tempo na pele.
- Após o primeiro banho, é necessário usar um bom hidratante, procedimento que deve ser repetido todo dia. A pele hidratada segura por mais tempo o bronzeado e evita o ressecamento. “Pode até ser um hidratante pós-sol com vitamina E, para atingir o efeito prolongado, porque além de hidratar a pele, a vitamina E tem betacaroteno”, sugere a médica Joana D’Arc Diniz.
- Nos dias após a aplicação, é melhor evitar banhos demorados, muito quentes, a fricção da toalha, sauna, esfoliação e atividades que gerem suor excessivo e fricção da pele.
- Ir à praia ou piscina nos dias após a sessão é permitido, mas o fato da pele estar artificialmente bronzeada não dispensa a necessidade do protetor solar.

 

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