Beleza

Perfumaria se renova com tendências que vão além do básico

Carol Salles

Do UOL, em São Paulo

Em um mercado que cresce a cada dia, inovar é preciso. E, se a fragrância que escolhemos reflete nossa personalidade – ou parte dela –, um número crescente de mulheres vem abraçando tais novidades com bastante vontade. Da volta dos perfumes unissex até fragrâncias feitas especialmente para o cabelo, conheça o que é moda no universo da perfumaria.

1) Perfumes masculinos ou unissex
A moda começou nos anos 90, quando o chique era mulher usar perfumes masculinos. Na esteira da tendência, surgiram os perfumes unissex, tendo no famoso CK One, de Calvin Klein, seu maior e mais famoso expoente. Pois não é que a moda voltou? “Os perfumes masculinos e unissex agradam às mulheres porque têm notas herbais, cítricas e secas, que resultam em essências menos adocicadas e mais leves que as femininas”, explica Beatriz Campos, diretora da marca Roger&Gallet, especialista em perfumes. Renata Ashcar, autora do livro "Brasilessencia: A Cultura do Perfume", completa: “Um bom perfume unissex tem que agradar a ambos os sexos. Nesse caso, os cítricos aromáticos se encaixam muito bem.” Segundo a autora, esse tipo de perfume é o preferido de mulheres descontraídas, modernas, que gostam de ter contato com a natureza, curtem passeios ao ar livre e são cheias de energia.

2) Assinatura olfativa
Trata-se de criar um aroma só seu, que avise aos outros, com sutileza, que você está na área. Uma das maneiras de se conseguir esse efeito é fazendo um mix de duas ou mais fragrâncias, direto na pele. A brincadeira, no entanto, requer alguns critérios para dar certo. Primeiro de tudo, é preciso sensibilidade para chegar a uma mistura agradável. “Uma fragrância fresca e ligeiramente floral pode ser customizada com toques de outra floral frutada ou floral amadeirado, por exemplo. Usar dois perfumes marcantes juntos pode ser um desastre!”, ensina a perfumista e farmacêutica bioquímica Mônica Rossetto. O segredo é, então, manter-se na mesma família olfativa e procurar a harmonia entre os aromas. Messias Shimizu, gerente técnico de desenvolvimento de perfumaria fina da Firmenich, diz: “Acredito que não haja regras para se misturar fragrâncias, o importante é não exagerar na mistura e se sentir bem com ela.”

3) Perfume de bolsa
Além das tradicionais embalagens em miniatura ou reduzidas, existem novidades que facilitam o transporte e aplicação da fragrância sem derramamentos, quebras e outros pequenos desastres. Uma delas é a embalagem do tipo roll on. Pequenas – possuem mais ou menos o tamanho de uma caneta -  são práticas e superfáceis de usar. Uma bolinha na ponta facilita a aplicação. Outro formato celebrado, principalmente em fragrâncias estrangeiras, é o chamado perfume sólido. O aroma é inserido em uma base feita a partir de cera de abelha ou parafina, geralmente em charmosas latinhas. Stella McCartney, Marc Jacobs e Gwen Stefani já lançaram suas versões de perfume sólido – que não estão à venda no Brasil. Para usar, basta aplicar um pouco com o dedo. “A performance de um perfume sólido é praticamente a mesma de um tradicional. E as notas de saída podem ser consideradas até melhores, pelo fato de não existir interferência do cheiro do álcool”, diz Messias Shimizu.

4) Perfume para cabelo
Dior e Thierry Mugler foram as marcas pioneiras nesse tipo de produto, com versões para cabelo de seus best-sellers J’Adore e Angel, respectivamente. E deu tão certo que o perfume para cabelo virou um nicho importante na perfumaria, com muitos lançamentos na área. A função do produto é, inicialmente, a de mascarar odores como de cigarro e fritura. No entanto, os novos perfumes para cabelo são tão elaborados que se sobressaem como fragrâncias legítimas. Além de perfumarem, vários também dão brilho aos fios. “Muitos contêm silicone, que oferece esse efeito imediatamente após a aplicação”, diz Dayane Ronchi, perfumista da marca Tania Bulhões. Outra diferença de um perfume para o cabelo de um comum é que ele possui menos ou nenhum álcool.
 

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