Beleza

Caspa não tem cura, mas pode ser controlada com os produtos certos

Thinkstock
A caspa é mais comum em homens entre 20 e 50 anos de idade; as mulheres, entretanto, ficam mais vulneráveis por conta de aplicar condicionadores e máscaras muito próximo ao couro cabeludo imagem: Thinkstock

Marina Oliveira e Thaís Macena

do UOL, São Paulo

Irritação no couro cabeludo, coceira e descamação são os sintomas mais comuns do problema que, graças aos fragmentos que se soltam dos fios e caem nas roupas, é capaz de deixar qualquer um inseguro. Infelizmente, a caspa ainda não tem cura. Porém, com a adoção de hábitos saudáveis e o uso de produtos específicos, pode ser muito bem controlada e passar despercebida. 

Entenda o problema
Caspa é o nome popular para dermatite seborreica, uma descamação excessiva do couro cabeludo causada por predisposição genética. Para se manifestar, essa predisposição depende da existência de outros fatores, como estresse, desequilíbrio hormonal ou uso de produtos e tratamentos capilares que deixam o couro cabeludo extremamente oleoso. 
 
 
"A caspa é mais comum em pessoas entre 20 e 50 anos de idade, quando há um pico na produção de hormônios androgênicos, que aumentam a atividade das glândulas sebáceas", explica a dermatologista e tricologista Angélica Pimenta. A incidência é maior durante o inverno, quando aumenta a frequência dos banhos quentes, que irritam o couro cabeludo e aceleram a produção de óleo das glândulas sebáceas. A dermatite seborreica pode ser seca ou úmida e ataca com diferentes intensidades: leve, média ou avançada, situação em que formam-se crostas grossas no couro cabeludo e a coceira é quase insuportável.
 
Os homens seriam mais propensos à caspa, já que os hormônios masculinos deixam a pele e os cabelos mais oleosos e propensos à descamação. "Em contraponto, as mulheres ficam mais vulneráveis por conta de alguns maus hábitos, como aplicar condicionadores e máscaras muito próximo ao couro cabeludo", compara o dermatologista Marcelo Bellini. 
 
Como combater
A caspa não é contagiosa e também não tem cura, mas pode ser controlada. O primeiro passo do tratamento é corrigir os maus hábitos, como tomar banhos muito quentes e aplicar produtos hidratantes no couro cabeludo. A higienização também deve ser reforçada. "Lavar os cabelos todos os dias com produtos adequados ajuda a remover a oleosidade excessiva, além de diminuir a inflamação do couro cabeludo", aconselha a dermatologista Silvia Zimbres. 
 
Em quadros iniciais, o uso de xampus anticaspa pode ser suficiente para controlar a dermatite. "Estes produtos devem ter pH 5, igual ao do couro cabeludo. Na fórmula, o ideal é que contenham ácido salicílico ou octopirox", recomenda Bellini. Se não houver melhora, é preciso procurar um dermatologista para diagnosticar o grau da dermatite seborreica e definir o melhor tratamento, que poderá ser feito com medicamentos tópicos ou por via oral.
Topo