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Saiba como evitar a queda dos cílios e preservá-los saudáveis e bonitos

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Nunca dormir maquiada e evitar o uso de máscaras à prova d'água são algumas das dicas dos especialistas para evitar o enfraquecimento dos cílios imagem: Thinkstock

Isabela Leal

Do UOL, em São Paulo

Além de terem a função de proteger os olhos das impurezas do ambiente, os cílios têm um forte apelo visual -  são um símbolo de feminilidade e sedução, fazem toda a diferença no rosto e um elemento importante para realçar a maquiagem. Basta reparar, um make up poderoso tem sempre muitas camadas de máscara nos cílios, praticamente uma unanimidade entre as mulheres e maquiadores.

Porém, na contramão dessa vantagem há um grupo de mulheres que sofre com falhas e ausência desses fiozinhos, por tê-los fracos e quebradiços, o que, em muitos casos, acaba comprometendo a estética e a beleza do olhar.

Por que os cílios caem
Assim como os fios de cabelo, os cílios também passam por ciclos: crescimento, transição, enfraquecimento e queda. “É um processo natural, mas quando em exagero é preciso entender o que está por trás do problema. A causa mais básica de perda excessiva de cílios está ligada à maquiagem. Há pessoas que são incompatíveis com alguns produtos”, explica a dermatologista Inaê Cavalcanti Marcondes Machado, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologista e da Associação Internacional de Tricologistas.

A médica enfatiza que ao menor sinal de perda dos cílios, sem nenhum problema de saúde agregado, vale mudar a máscara de cílios. Além desse fator que atinge a maioria dos casos, alergias e efeitos colaterais de alguns tratamentos de saúde também podem levar à queda dos fios, sendo necessário uma anamnese investigação médica mais profunda para identificar a causa.


Máscara: vilã e aliada
Apesar de não ter confirmação científica, e justamente por isso divide a opinião dos médicos, alguns ativos químicos das máscaras podem ser a causa do enfraquecimento e, até mesmo, queda dos cílios. Na dúvida, o ideal é que sejam hipoalergênicas e fáceis de remover. “As versões à prova d’água são muito resistentes e difíceis de tirar, essa dificuldade pode favorecer a perda de muitos fios durante a remoção da máscara”, acredita Inaê Machado.

Mesmo aquelas que não são à prova d’água devem ser retiradas com cuidado, a fim de preservar os cílios. Os médicos concordam que o demaquilante mais indicado deve ser hipoalergênico e específico para a área dos olhos, por não danificar os fios e ser eficaz para remover as máscaras. “Outra opção é usar um xampu para blefarite, que não precisa de receita, e tem base não iônica, para não arder, aplicado com algodão. Ele é específico para limpeza dos olhos”, afirma o dermatologista e tricologista Valcinir Bedin, presidente da Sociedade Brasileira do Cabelo.

E atenção: dormir com os olhos pintados, nem pensar. “A maquiagem acaba bloqueando a raiz dos cílios, onde estão as células-tronco que fazem novos fios nascerem, dificultando o bom funcionamento das mesmas”, declara a dermatologista e cirurgiã plástica Alessandra Haddad, de São Paulo, que ressalta ainda que o uso de cílios postiços também deve ser evitado no dia a dia, pois a cola, assim como a aplicação e remoção, fragiliza os fios naturais – portanto reserve-os para ocasiões mais especiais.

No entanto, apesar de representarem um certo risco e aumentarem as chances de fragilizar os fios, ao mesmo tempo as máscaras são grandes aliadas para disfarçar falhas ou cílios muito finos e curtos. Com elas, os cílios podem parecer mais alongados, volumosos e com uma curvatura perfeita. O segredo é usar sem exageros, nunca dormir com o produto nos olhos e retirar com calma e cuidado para evitar o atrito que enfraquece os fios.

Curvador de cílios, perigo à vista
O acessório, indispensável para muitas mulheres que buscam pestanas impecáveis, exige cautela. “A orientação é não aplicar esses aparelhos nos cílios depois de aplicar a máscara, pois alguns componentes químicos podem deixar os fios mais fracos”, declara Valcinir Bedin. “Outro motivo é o movimento de compressão do fio duro, por conta da máscara, em contato com o curvador, que favorece a quebra do cílio”, diz Alessandra Haddad, que também destaca a importância de se usar um aparelho novo, de boa qualidade e de preferência com borracha siliconada para evitar danos aos pelos.

Como tratar o problema
O processo de recuperação, para repor os cílios perdidos, é relativamente simples. Além do implante – que é mais caro e complicado – e da aplicação de fios artificiais temporários, há tratamentos tópicos feitos com aplicação de ativos que estimulam o crescimento dos fios. O mais comum, e com eficácia comprovada, é o Bimatropost, uma substância usada para tratar o glaucoma, que quando aplicada na raiz dos cílios (jamais dentro dos olhos) estimula as células produtoras dos fios e atua na quantidade (mais cílios), espessura (mais grossos), comprimento (mais longos) e pigmentação (mais escuros).

Os resultados aparecem, em média, três meses após o início do tratamento, mas com quatro semanas de uso já é possível perceber alguma diferença. “Estou usando há dois meses e a diferença é enorme, em quantidade e, principalmente, no tamanho dos cílios. Em todo lugar me perguntam o que eu fiz, se estou com cílios postiços. No começo fiquei preocupada com a aplicação, mas é fácil de aplicar”, conta a engenheira civil Fabiana Castro, 36 anos, de Itajaí (SC).

O acompanhamento médico é indispensável para o sucesso do tratamento. Inclusive, para comprar o ativo é preciso receita. Isso porque podem ocorrer efeitos colaterais como, por exemplo, escurecimento da pálpebra rente aos cílios (dando a impressão de olheiras) e, nos casos mais graves, escurecimento da íris (cor do olho) – fato raro mas que pode acontecer quando o ativo tem contato com o globo ocular, daí vem o motivo que torna o tratamento de pessoas com olhos claros um pouco mais delicado.

Técnicas temporárias
Existem alguns procedimentos, oferecidos em salões de beleza e clínicas de estética, que não duram muito tempo, mas disfarçam o problema com sucesso. A seguir, a esteticista Alinne Setoguchi, da rede Siluets, de São Paulo – cujo diferencial é o embelezamento do olhar e tem lojas em diversas cidades brasileiras – explica a aplicação e efeito de cada um deles.

Fio a fio
Indicado para correções de pequenas falhas, pouco volume e pelos muitos finos. Com uma cola especial para área dos olhos, a aplicação é feita fio a fio dando mais volume de forma natural. Dura de 15 a 20 dias. Preço: R$ 99, a sessão.

Cílios em tufos
O método é parecido com o fio a fio, porém a aplicação é feita em tufos de cílios. Indicado também para quem tem falhas, pouco volume ou fios finos, trazendo muito mais volume aos cílios. Ressalta os olhos mesmo sem máscara. Dura em média de 15 a 20 dias. Preço: R$ 89, a sessão.

Permanente de cílios
Indicada para realçar cílios retos, achatados e curtos, promove um efeito de curvatura natural. É feita uma aplicação de produtos específicos para área dos olhos e os cílios são modelados e curvados com pequenos bobes. Dura, em média, 8 semanas. Preço: R$ 95, a sessão.

Coloração de cílios
O objetivo é ressaltar os fios e dispensar o uso diário de máscara. Através do escurecimento dos fios claros e da coloração dos fios brancos, é feita uma pigmentação com produtos especiais para a área sensível dos olhos, e o resultado é realçar o olhar, como se estivesse com máscara. Dura, em média, 8 semanas. Preço: R$ 35, a sessão.

 

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