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Peeling superficial, médio ou profundo? Veja qual é adequado para cada pele

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Peelings podem ser superficiais, médios ou profundos. Como a escala sugere, eles agem em diferentes camadas da pele imagem: Thinkstock

Isabela Leal

Do UOL, em São Paulo

Imagine um tratamento versátil que pode resolver desde problemas simples, como linhas finas e pele cansada, até sintomas difíceis de tratar, como rugas profundas, marcas de acne, manchas e flacidez? Este coringa é o peeling; palavra que vem do inglês e, em português, significa descascar. Feito com esfoliações mecânicas ou aplicação de substâncias químicas no rosto, suas diversas variações prometem restaurar a pele da região.

“A pele fica renovada quando as células velhas dão lugar a novas. Além de clarear manchas, fechar os poros e promover uma limpeza profunda, o peeling deixa a cor e o aspecto melhores e é possível sentir a diferença já na primeira vez que se lava o rosto [ao retirar o produto]”, afirma a dermatologista Patricia Rittes, de São Paulo.

Justamente por deixar a cútis fina e sensível, a melhor época para fazer o procedimento é no outono e no inverno, como explica a dermatologista Silvia de Mello, do Núcleo de Saúde e Beleza da Clínica Ivo Pitanguy, do Rio de Janeiro: “Com o sol mais ameno, o risco proveniente da descamação é menor. Mas, mesmo assim, fica proibido se expor para evitar manchas e pele queimada”. “A falta de proteção solar pode levar à hiperpigmentação pós-inflamatória, que é muito difícil de tratar, assim como as manchas, por isso todo cuidado é pouco”, completa Patricia.

Muitas possibilidades
Os peelings podem ser superficiais, médios ou profundos. Como a escala sugere, eles agem em diferentes camadas da pele. “A diferença é a substância aplicada, quantas camadas serão trabalhadas e a associação que se faz com os ativos”, afirma Silvia. A indicação de um ou outro tipo de peeling vai depender de uma criteriosa análise médica e do sintoma a ser tratado. “O princípio de todos os peelings é o mesmo: há uma destruição programada de partes da epiderme e/ou derme, seguida da regeneração dos tecidos. Ao ser agredida, a pele busca se defender produzindo colágeno e esse mecanismo trata o sintoma em questão”, explica Silvia.

Ainda é possível potencializar essa base de tratamento. “Quando a paciente tem manchas e rugas, por exemplo, é usado um ativo para a mancha e outro para a ruga. Se o pigmento está na superfície, ele sai com um peeling superficial. Mas, se estiver na camada média, é indicado um peeling médio”, conta Patricia Rittes. Em tempo: a combinação de peelings e laseres, no mesmo procedimento, é tiro e queda, segundo Patricia. “Pode-se usar o laser para rugas profundas e flacidez, e o peeling em regiões menos marcadas, como linhas finas e manchas. A associação é eficaz, com uma cicatrização fácil e rápida.” Abaixo, conheça diferentes tipos de peeling:

Superficiais
É um tratamento leve e sua vantagem é a recuperação da pele, que não fica tão vermelha e sofre descamação suave por, no máximo, dois dias. É indicado para peles oleosas, com acne, com manchas claras ou poros dilatados, deixando-as uniformes e luminosas. O tratamento pode ser repetido a cada 20 dias. Outro bom exemplo de peeling superficial é o físico, de cristal e diamante, aplicado com as mãos de feito com microcristais de hidróxido de alumínio e diamante uma ponteira diamantada que, respectivamente, lixa a pele e esfolia.

Médios
Os peelings médios são um pouco mais agressivos, pois atingem camadas mais profundas que os superficiais. Dependendo da tolerância à dor, alguns pacientes podem necessitar de anestesia. Geralmente, cicatrizam depois de quatro dias, mas a derme tende a ficar vermelha e com cascas grossas, de tom amarronzado. É preciso, no mínimo, um mês para voltar ao seu estado natural. É indicado para quem tem manchas superficiais, médias ou profundas e sardas. Melhora a textura e o viço da pele, fecha os poros e ameniza rugas finas.

Após o tratamento, é necessário ficar em casa até terminar a descamação, o que pode demorar até sete dias. Nas semanas seguintes (até completar um mês), é possível camuflar a vermelhidão com maquiagem e voltar ao trabalho. Em média, esse peeling deve ser feito a cada seis meses. 

Profundos
São mais agressivos, pois as concentrações das substâncias atingem os tecidos cutâneos, requer anestesia e, em alguns casos, sedação. Precisam de 15 a 20 dias para cicatrizar. Em compensação, o estímulo de colágeno é enorme, o que favorece ainda mais rejuvenescimento. É indicado para quem deseja tratar rugas profundas, cicatrizes de acne, manchas resistentes e flacidez média.

No peeling profundo, as concentrações dos ativos são mais altas. Potentes na produção de colágeno, esses ativos favorecem o rejuvenescimento do rosto, combatendo as rugas e atenuando manchas, além de suavizar as cicatrizes de acne.  

Após o tratamento, a pele fica vermelha, formam-se cascas e crostas que vão cair em até 15 dias, mas a vermelhidão pode chegar a até 30. Quanto ao sol, fica proibido se expor por pelo menos dois meses, além de ser obrigatório o uso de protetor solar com FPS alto durante esse período. Pela intensidade de seu efeito, esse peeling requer um intervalo de, no mínimo, seis a oito meses.

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