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Adiar a plástica com tratamentos estéticos menos invasivos é tendência

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Tratamentos podem substituir ou adiar a necessidade de uma intervenção cirúrgica imagem: Getty Images

Carol Salles

Do UOL, em São Paulo

Embora o Brasil seja um país em que se realizam muitas cirurgias plásticas --foram quase 1,5 milhão só em 2013--, um novo paradigma começa a rondar os consultórios médicos. Graças à evolução de aparelhos e tratamentos com fins estéticos, o que antes só era resolvido com plástica hoje encontra alternativas menos invasivas que, se não substituem totalmente a cirurgia, promovem resultados que podem adiá-la.

Estamos falando em preenchimentos, lasers e radiofrequências, além de substâncias como a toxina botulínica. “Como a maioria desses tratamentos não exige afastamento das atividades, são muito procurados”, confirma a cirurgiã plástica Roseli Cardinalli, de São Paulo. Outro ponto a favor é que tais procedimentos não envolvem os mesmos riscos de uma cirurgia. No entanto, é claro, não fazem milagres e, por isso, a cirurgia plástica tradicional não perdeu totalmente seu posto. “Existe um momento em que ela é necessária se a mulher quiser, e levará a um resultado mais natural do que apenas os tratamentos não-cirúrgicos”, acredita a médica. Conheça, a seguir, alguns deles.

Laser de diodo ou criolipólise para adiar a lipoaspiração
A lipo, que remove gordura corporal, é a segunda cirurgia plástica mais realizada no Brasil --perde apenas para a de aumento das mamas com silicone. O laser de diodo presente no aparelho Delight, tem função parecida: ele é levado até a camada de gordura através de uma fibra óptica fina e destrói as células adiposas, que armazenam gordura. Para isso, é preciso fazer uma microincisão na pele.

O equipamento possui dois comprimentos de onda. O mais curto chega até as células de gordura e, pelo calor, as destrói, fazendo com que elas sejam eliminadas naturalmente pelo organismo. “O mais longo, atua sobre as fibras de colágeno e elastina, provocando sua retração. Ou seja, também combatendo a flacidez na área tratada”, explica o cirurgião plástico Rodrigo Motta, de São José do Rio Preto (SP). A sessão pode ser repetida após três meses. O preço médio de cada uma é de R$ 5.000 a R$ 7.000* por área tratada.

Já a criolipólise, técnica presente em aparelhos como Cool Sculpting e Cool Shaping, tem o frio como aliado. “O aparelho possui uma ponteira que resfria a gordura da área tratada”, explica a dermatologista Solange Pistori Teixeira, de São Paulo. O resfriamento leva a um processo chamado apoptose --morte das células. O sistema linfático, então, se encarrega de absorver essas células mortas, que são eliminadas pelo organismo. Os resultados são visíveis cerca de três meses depois. Geralmente, uma sessão é suficiente, e ela pode custar entre R$ 1.500 a R$ 3.000*.

Toxina botulínica ou laser de CO2 fracionado
A blefaroplastia é uma cirurgia feita na pálpebra para “levantar” a região, além de acabar com bolsas abaixo dos olhos. A toxina botulínica, conhecida como botox, é indicada como opção menos invasiva. “Trata-se de uma substância que, ao ser injetada na pele, paralisa os músculos”, explica Marcelo Moreira, cirurgião plástico do Rio de Janeiro. Ao impedir a contração muscular, a pálpebra se eleva e as rugas são atenuadas. Os resultados duram até seis meses e o tratamento pode ser repetido a cada cinco ou seis meses. O preço médio oscila entre R$ 1.000 e R$ 1.500.

Outra opção é o laser de CO2 fracionado, como o encontrado no aparelho Pixel CO2. Sua ação promove microperfurações na pele, que causam pequenos danos e, assim, forçam sua regeneração. Como consequência, ocorre a produção de novas fibras de colágeno e elastina, estruturas que sustentam e firmam a pele. O tratamento pode ser feito tanto na pálpebra superior quanto na inferior, e o resultado dura dois anos, em média. São necessárias cerca de quatro sessões, que, normalmente, saem a partir de R$ 500* cada.

Preenchimento ou radiofrequência
Em linhas gerais, a ritidoplastia (popularmente conhecida como lifting facial) é a cirurgia que “levanta” a pele e, assim, corrige flacidez, vincos, perda de tônus muscular e excessos de depósitos de gordura no rosto. Porém, um preenchimento feito com ácido hialurônico sintético --sob o nome comercial de Juvederm Voluma, Restylane SubQ, entre outros-- é capaz de repor a perda do volume da face.

Apenas uma aplicação, feita com uma agulha fina, é suficiente. “Alguns pacientes relatam sentir uma leve pressão com a entrada do material, mas, no geral, a aplicação não é dolorida”, diz a dermatologista Patricia Rittes, de São Paulo. O resultado pode durar até dois anos. O valor do tratamento varia de R$ 5.000 a R$ 10 mil.

Já a radiofrequência não requer agulhas. É uma tecnologia presente em aparelhos como o Exilis e o Freeze que, por meio da emissão de calor, estimulam a produção de colágeno e elastina. O tratamento pede de seis a dez sessões, a R$ 360*, por área tratada. Os resultados duram de um a quatro anos.

*Os preços, pesquisados em janeiro de 2015, são uma média de mercado e podem variar de acordo com o local. Os valores também não estão vinculados aos profissionais citados na reportagem. Todos os procedimentos abordados são autorizados pelos membros brasileiros de saúde.

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