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Efeito que imita quadrinhos dos pixels é a nova aposta em coloração

Danielle Cerati

Do Uol, em São Paulo

Depois da "splashlight" e do ombré hair, uma nova técnica de coloração promete fazer, literalmente, a cabeça das fashionistas mais moderninhas: reproduzir o efeito de uma imagem de computador que “estoura” quando ampliada demais, formando quadradinhos que ficam com um aspecto sombreado. A tendência apareceu em Madri (Espanha) pelas mãos da equipe de profissionais do salão X-Presion.

Em homenagem ao visual criado, que mais se parece com um “defeito” de tela de computador, a técnica foi batizada de "pixelated hair" (cabelo pixelado, em português), já que imita os pixels das artes gráfica e digital. “O procedimento ganhou fama nas redes sociais e virou moda em várias cidades europeias”, conta o cabeleireiro Paulo Oliveira, do salão Jacques Janine, em São Paulo.

O processo consiste em tingir partes do cabelo com várias cores, em diferentes matizes e localizações, criando desenhos geométricos. O efeito se dá graças a uma combinação de habilidades técnicas e pode ser feita em qualquer parte dos fios. Tudo depende da criatividade do profissional e do cliente. “É possível trabalhar apenas com diferentes intensidades ou mesmo misturar cores. Por se tratar de uma técnica vanguardista e inspiracional, cores naturais podem ser utilizada para um resultado convencional ou cores vibrantes para um look moderno”, detalha Eric Maekawa, membro do Matrix Global Design Team. “São necessárias, no mínimo, três cores: o tom natural do cabelo como base e mais duas para criar os contrastes”, diz Wilson Eliodorio, cabeleireiro de São Paulo, que aponta os tons claros sobre fundos escuros como os mais requisitados.

Parece fácil, mas não é
Não se engane: é imprescindível conhecimento para realizar o procedimento com precisão. “O cabelo precisa ser dividido estrategicamente para que, com o caimento natural das madeixas, o efeito pixelado seja visto. Caso contrário vai parecer que os fios estão manchados. Daí a importância de buscar profissionais que estejam familiarizados com a técnica”, recomenda Jéssica Dannemann, especialista do salão carioca TP Beauty Lounge.

O primeiro passo é a preparação dos cabelos, que devem estar lisos, uma vez que as linhas são precisas para evidenciar o trabalho. Em seguida, os fios são descoloridos utilizando a técnica de aplicação à mão livre ou com estêncil em camadas diferentes --em outras palavras, utiliza-se ou não um molde de cartolina ou papel alumínio, que servirá de referência para o desenho feito em mechas finas. O comprimento dos fios é indiferente para o produto final. “O visual pode ser reproduzido em cabelos de qualquer tamanho. Porém, caso tenham sido submetidos a processos químicos, como relaxamento e progressiva, é necessária maior atenção do cabeleireiro para saber qual produto usar na hora de tingir os fios”, relembra Elias Lázaro, cabeleireiro do Studio W do Shopping JK Iguatemi, em São Paulo.

Quero me arriscar, mas...
Para quem não está 100% certo de que deseja mergulhar de cabeça na tendência pode lançar mão de colorações que saem com a água. “Você pode optar por algumas colorações com aspecto de giz, como a HairChalk da L'Oréal Professionnel, e tonalizantes que saem na primeira ou segunda lavagem, e deixar de lado as versões profissionais com alta pigmentação”, indica Silene Olmo, educadora da marca Matrix. Outra alternativa sugerida por Oliveira é utilizar spray de colorir com efeito provisório para testar o visual. Se realmente gostar do resultado, vale investir em uma proposta duradora.

Para durar mais
A fim de garantir que o resultado dure, é necessário realizar retoques regularmente para deixar as cores vibrantes e visíveis, já que os tons fantasia têm pouca durabilidade. “É um processo relativamente simples, já que a base pixel está pronta”, conta Eliodorio. “Também é essencial usar uma linha específica para cabelos coloridos para manutenção dos novos tons e fazer hidratações pelo menos uma vez por semana para manter a integridade dos fios”, completa Oliveira.

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