Beleza

Associação preserva tatuagens de pessoas mortas em quadros para decoração

Reprodução/NAPSA
A NAPSA transforma tatuagens de pessoas mortas em quadros de parede imagem: Reprodução/NAPSA

Do UOL, em São Paulo

Antes de fazer uma tatuagem, a gente sempre ouve das pessoas mais "caretas" que o desenho vai estar na nossa pele por toda a vida. Mas e se a arte sobreviver até à nossa morte? Uma associação norte-americana tem como missão transformar tatuagens em item que possa ser passado para outras gerações. Como? Preservando a pele da pessoa morta em um quadro. As informações são do site "Vice". 

"Após você gastar incontáveis horas e grandes somas de dinheiros em suas tatuagens ou ter desenhos que são especialmente significativos para você, o trabalho e as histórias por trás dos desenhos agora podem ter um futuro", diz o texto de apresentação do site da NAPSA (Associação Nacional pela Preservação de Arte em Pele, em tradução literal), que mostrou seu trabalho pela primeira vez em uma das maiores feiras de tatuagem do mundo, em Las Vegas, nos EUA, no último dia 18. 

Para você entrar na associação, basta pagar uma taxa "de matrícula" de US$ 115 (cerca de R$ 457) e anuidade de US$ 60 (R$ 238). O plano cobre uma tatuagem do tamanho de um desenho no peito. Artes adicionais custam US$ 100 (R$ 398) cada uma, dependendo do tamanho. 

Claro que todo o processo de preservação é feito apenas depois da pessoa já estar morta. Ele envolve o trabalho de funerárias credenciadas. Caso a empresa da sua escolha não queira fazer o procedimento, a NAPSA tem um embalsamador disponível para garantir a preservação da tatuagem. O quadro com o desenho fica pronto em três a seis meses após a morte da pessoa. 

Você até pode achar esta ideia meio sombria e até nojenta, mas há algum tempo tatuadores estão se perguntando como preservar trabalhos marcantes mesmo após a morte da pessoa tatuada. Tanto que o tatuador e empreendedor holandês Peter van der Helm anunciou há algum tempo um negócio com o mesmo objetivo. 

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