Animais

A raiva do seu cão pode significar muitas coisas; saiba decifrar e lidar

Leo Gibran/ Arte UOL

Juliana Nakamura

Colaboração para o UOL, em São Paulo

Assim como acontece com as pessoas, os cães têm sentimentos variados e alguns são manifestados por meio do comportamento agressivo. A agressividade também pode decorrer de outros fatores como uma doença. Aos donos e cuidadores, mais importante do que repreender ou castigar o animal, é buscar entender o motivo de tanta cólera.

Fontes: Débora Scantamburlo, zootecnista e adestradora da equipe Cão Cidadão; Renato Zanetti, zootecnista e especialista em comportamento animal; Ricardo Tamborini, adestrador e especialista em comportamento canino.

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    Sinais clássicos

    É muito fácil perceber quando um cão está bravo: olhar fixo, boca fechada, corpo rígido e, às vezes, em posição de ataque são alguns sinais clássicos. Além de rosnar, os animais em fúria tendem a manter as orelhas para cima e a cauda erguida e rígida, todos indícios de que o bicho está alerta. Leia mais

    Imagem: Leo Gibran/ Arte UOL

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    Causas comuns

    A agressividade canina é motivada por diferentes fatores, mas alguns são mais recorrentes. Um exemplo é o territorial, quando o cão domina o ambiente e ameaça atacar quem invadir seu espaço. Há, também, a ira possessiva, que ocorre quando alguém se aproxima de um objeto, animal ou pessoa de quem o cachorro tem "ciúmes". Outro tipo é a agressividade por dominância, que aparece quando a liderança do indivíduo é questionada. Em todos os casos, o ideal é que o dono procure se antecipar à reação do animal ou crie distrações para que ele fique mais tranquilo. Para que o comportamento não se torne recorrente, a correção deve ser a mais ágil possível e pode ser alcançada através de técnicas de adestramento, como o reforço positivo. Leia mais

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    É "coisa da idade"

    A agressividade também tende a estar relacionada ao estágio de vida do animal. É comum que cães machos na puberdade criem confusão com outros cachorros jovens e, com o tempo, essa reação tende a se tornar mais amena. Da mesma forma, as cadelas - mesmo as mais dóceis - podem ficar extremamente agressivas ao darem proteção a suas crias.

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    Como lidar?

    A melhor maneira de evitar a agressividade canina é a prevenção. Investir na socialização do animal, especialmente nos quatro primeiros meses de vida, ajuda na redução dos episódios agressivos, independentemente dos fatores citados nos tópicos acima. Você não precisa ter mais de um bicho em casa, basta levar o pet a pracinhas onde ele possa brincar com seus pares, permitir o contato com outros cães (e até gatos) em passeios ou matriculá-lo em uma creche que promova a interação da matilha. Associada à vida em comunidade com outros bichos, a boa educação é capaz de controlar a hostilidade exacerbada de um cão, por isso, eduque-o mostrando quais os limites, mas sem agredi-lo. A má educação, por outro lado, pode tornar perigoso até o cãozinho mais pacífico: "Brincadeiras de morder ou que incitem o cão a rosnar fazem com que ele aprenda a se tornar agressivo", alerta o especialista em comportamento canino Ricardo Tamborini. Leia mais

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    Doença

    Se seu cão é tranquilão a maior parte do tempo, fique atento à fúria repentina e sem qualquer explicação. Este é um indicador para algumas doenças como as relacionadas ao mau funcionamento da tireoide. Nesses casos, o melhor é levar o animal a um veterinário que pedirá exames e indicará um tratamento adequado.

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    Traumas e medo

    O medo também induz à agressividade. Um cão acuado ou com dor pode ser violento por receio de que um outro animal ou uma pessoa se aproveite dessa vulnerabilidade. Alguns sinais de que o bicho está amedrontado são: orelhas baixas, cauda entre as patas traseiras, desvio de olhar, corpo arqueado e/ou prostrado. Normalmente, indivíduos medrosos evitam o contato com humanos, portanto, ao abordar um, respeite o espaço do bicho. Nem sempre o temor têm relação com traumas sofridos. "Muitas vezes é fruto de um pobre período de socialização até a 13ª semana de vida", diz o zootecnista Renato Zanetti, lembrando que um cachorro que foge de uma mangueira de jardim ou uma vassoura não necessariamente apanhou com estes utensílios. O medo pode ser derivado, simplesmente, de desconhecimento. Seja paciente e busque familiarizar o animal com os objetos e indivíduos que despertam o sentimento.

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    Depressão

    Como os humanos, os cães também sofrem com tristeza e depressão. Solidão, falta de passeios ao ar livre, mudança na rotina e até a morte de algum membro da família muitas vezes desencadeiam quadros depressivos. Tremor, agitação, coceira, diarreia, vômito, sono excessivo, lambeduras compulsivas, taquicardia e respiração ofegante são alguns sintomas de alterações emocionais. Para ajudar seu amigão a sair da crise, vale redobrar a atenção dada a ele: brinque mais, passeie mais, trate o bicho como bicho, dê mais carinho e, se necessário, busque a orientação de um veterinário. Leia mais

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