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Doces e sorvetes são enorme risco para animais de estimação que desenvolvem diabetes imagem: Getty Images

Giovanny Gerolla

Colaboração para o UOL, em São Paulo

Embora o mercado ofereça incontáveis opções de alimentos prontos para pets - alguns, inclusive, naturais e selecionados -, é um hábito dos donos de cães e gatos alimentar seus bichos com a mesma comida que comem. 
 
Você pode até dar alguns tipos de comida “de gente” para o animal desde que autorizados pelo veterinário. Por isso, nunca ofereça ao pet restos do almoço ou jantar, sorvetes e salgadinhos (mesmo que ele faça aquela “carinha de pidão”!).
 
Esse costume é um erro grave, principalmente se o animal for cardíaco, hipertenso ou diabético, e a falha pode lhe custar a vida. Neste quesito, até frutas, entendidas como saudáveis, podem fazer muito mal a cachorros e gatos. 
 
Conheça a seguir alimentos proibidos aos animais de estimação. 
 
Fontes: Andrea De Paula, zootecnista e especialista em comportamento animal, do Amigos do Zorikão; Sylvia Angélico, médica veterinária da Cachorro Verde.
 

Nada inofensivos

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    Chocolate, café e chá

    O fígado dos pets não metaboliza a teobromina, o alcaloide do cacau existente também no café e no chá. As substâncias resistem ativas no organismo e os resultados são hipertensão, taquicardia, arritmias, espasmos musculares, convulsões, vômitos e diarreia. E quanto mais puro o chocolate (meio amargo, amargo e chocolate culinário), maior a ameaça ao animal.

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    Abacate

    A polpa da fruta é cheia de gorduras e pode causar pancreatite no bichinho. Melhor nem dar! Além disso, uma substância chamada persin, encontrada na casca e nas folhas do abacate, é fungicida e tóxica para a maioria dos animais e pode fazê-los ter diarreia e vomitar, mesmo se ingerida em pequenas quantidades. Outro risco é o caroço, comumente extraído do estômago dos cães em cirurgias de emergência.

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    Carambola

    A fruta apresenta grandes quantidades de ácido oxálico insolúvel, que pode prejudicar os rins com deposição de cálculos ("pedrinhas") de oxalato de cálcio. Salivação, falta de apetite, vômitos, diarreia, fraqueza, tremores, presença de sangue ou cristais na urina e alterações da sede são indícios associados à toxicidade por ingestão de carambola.

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    Leite, doces e alimentos ácidos

    Ao contrário do que muitos pensam, não é bom dar leite se o cão e o gato são adultos. Eles não possuem mais a enzima que digere a lactose e podem sofrer com diarreias e desidratações. Doces, sorvetes e sobremesas, por sua vez, são enorme risco para bichos que desenvolvem diabetes. Tomate, laranja, limão e outros alimentos muito ácidos causam gastrite e, em casos graves, úlceras.

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    Morango, ameixa e framboesa

    Essas frutas possuem xilitol, substância tóxica para cães e gatos que estimula a síntese e a excreção de insulina, causando hipoglicemia e até a necrose do fígado. Os sintomas são vômitos, diarreia, depressão e fraqueza.

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    Cebola

    Gatos são muito mais sensíveis ao oxidante n-propil dissulfito contido na cebola, mas, de modo geral, nenhum animal deve ingerir esse alimento cru ou como tempero em alguma comida porque provoca um tipo grave de anemia. Os sinais de intoxicação são vômito, diarreia, dor abdominal, perda de apetite e desidratação.

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    Bebidas alcoólicas

    Nem é preciso dizer que faz mal, não é mesmo? Altas doses causam ataxia (perda da coordenação muscular em movimentos voluntários), redução dos reflexos, alterações comportamentais, excitação ou depressão, diminuição da frequência respiratória e parada cardíaca, podendo chegar à morte.

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    Batatas fritas, salgadinhos e biscoitos

    O sódio dos alimentos industrializados muito salgados é um veneno, dá sede excessiva, faz o bicho urinar além do normal, além de provocar vômitos, diarreia, tremores, temperatura corporal elevada e convulsões.

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    Sementes e caroços de caqui, pêssego, ameixa, maçã e pera

    Esses caroços contêm cianeto, uma substância venenosa. No caso da semente do caqui, a ingestão pode acarretar inflamação do intestino delgado dos cães, além da obstrução intestinal. Aliás, essa última possibilidade se estende aos outros caroços de frutas. Cuidado!

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    Ovos crus

    Podem ocasionar intoxicação alimentar bacteriana e, no caso dos gatos e cachorros em particular, uma enzima contida no alimento interfere na absorção da vitamina B, com resultados negativos sobre a pele ou a pelagem do bicho. Se os ovos forem cozidos, os problemas não existirão.

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    Massas cruas de bolo ou pão

    Quando a massa crua é ingerida, o ambiente quente e úmido do estômago oferece condições ideais para a levedura do fermento se multiplicar. Com isso, gases e álcool (tóxico) são produzidos e o efeito é a distensão do estômago e as alças intestinais, gerando imenso desconforto. A expansão do estômago pode até reduzir o fluxo de sangue na parede estomacal, resultando na morte do tecido.

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    Alimentos à base de soja e milho

    Seu bicho pode ser alérgico a alguns alimentos industrializados ou marcas de ração compostos principalmente de farelos e outros derivados de soja ou milho. Os reflexos aparecem, principalmente, na pele, em forma de manchas e irritações.

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    Batata, berinjela, jiló e pimentão

    Vegetais da família das solanáceas contém um glicoalcalóide chamado solanina (ou solamina), capaz de deprimir o sistema nervoso central e provocar transtornos gastrointestinais. A batata inglesa (comum) é a mais rica nesse composto, sua casca concentra até 90% da substância. Para eliminar a ameaça a cães e gatos, é preciso armazenar a batata longe da luz solar, descascar e cozinhar em água fervente.

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    Ossos

    Ao ingerir ossos de aves cozidos, o risco está na perfuração gastrointestinal porque com a cocção, a estrutura molecular do colágeno do osso fica mais rígida e mais difícil de digerir. Se tiver que dar, que seja cru. Por outro lado, os ossinhos de couro branco são totalmente indigestos.

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