Decoração de ambientes

'Stranger Things' provocou saudade dos anos 80; relembre as casas da década

Karine Serezuella

Colaboração para o UOL, em São Paulo

A comentada série de ficção científica "Stranger Things", do Netflix, é ambientada no final de 1983. Se você assistiu à produção, talvez tenha identificado alguns elementos que aparecem nas residências das famílias Byers e Wheeler e que se repetiam na sua casa ou nos lares de parentes e amigos.

Com a ajuda dos arquitetos Cris Paola, Leo Romano, Ricardo Caminada e Porfírio Valladares, o UOL selecionou itens de decoração e utensílios dos anos 80 que deixaram saudades. Volte no tempo com a gente e responda nos comentários: bateu uma saudade da década dos "excessos"? O que você mais gostava na decoração da sua casa na década de 80?

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    Telefone colorido

    É provável que na sua casa, na da sua avó ou de algum conhecido "rico" um desses telefones coloridos de disco estivesse presente. Este modelo de parede, bem norte-americano, era um luxo e mais raro. O mais comum era ver a versão de mesa, também com disco e cores variadas: do bege ao vermelhão. Se sua família fosse muito moderna, o aparelho com teclas poderia ser o escolhido, pois foi nos anos 80 que ele começou a "pipocar". Para esses aparelhos de "última geração", nada de branco, preto ou cinza, os matizes alegres, como o amarelo, se mantinham em alta.

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    Sofá estampadíssimo

    Os excessos de cores, formas e volumes vistos nos anos 70 se exacerbaram na década de 80. Quase toda sala de TV desta época tinha um sofá bem estampado, muitas vezes combinado com um tapete florido ou geométrico e uma cortina extravagante. Parece um tantinho cafona? Pois acredite: naquele tempo, essa composição era tendência.

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    TV grande na sala

    Os programas populares, a indústria de vídeo games e a transmissão das Copas do Mundo de 1982 e de 86 impulsionaram as vendas dos televisores. Toda família queria uma TV "bem grande" na sala. Era um verdadeiro luxo, por exemplo, ter um modelo de 22 polegadas e com caixa de madeira. Os moradores até ostentavam essa "conquista" e contavam vantagem para amigos e familiares, porque ter uma boa televisão era sinônimo de status.

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    Móveis escuros e trabalhados

    A madeira escura estava na moda nos anos 80 e o mogno era muito utilizado na fabricação do mobiliário, por sua resistência e beleza. Esse material foi usado na estrutura dos sofás, nas mesas de jantar com pés torneados, nas estantes, nos bufês e nas mesinhas de centro entalhadas. E quem não podia pagar pelos móveis maciços, comprava peças no "padrão" mogno (marrom escuro ou avermelhado), também super trabalhadas, mas muito pouco duráveis. Como consequência da extração em massa, na década de 90, a madeira estava quase extinta.

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    Aparelho de som "hi-tech"

    Para substituir as vitrolas e rádios de antigamente, todo mundo queria um aparelho de som multifuncional capaz de tocar os discos de vinil e as fitas-cassete da família, além de sintonizar rádios nas ondas AM e FM. Quanto mais botões, luzinhas e alavancas, mais moderno e caro era o equipamento. Na sala, o "som" disputava atenção com a TV, mas os jovens que tinham o luxo de ter um desses no quarto podiam curtir e gravar as paradas de sucesso num K-7. A única tristeza era quando a fita acabava bem naquela música...

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    Flores nas paredes e copos pintados

    Nas casas norte-americanas, os papéis de parede estavam por todos os lados, nas cozinhas, nas salas, nos quartos e banheiros. Aqui no Brasil, o revestimento era importado e, por isso, caro e menos popular. Seu uso se manteve restrito às casas mais abastadas e os padrões preferidos eram os floridos e os listrados. Além do papel de parede, as flores também estavam em outro item "queridinho" da década de 80: o copo de vidro pintado (na foto, à frente do personagem Mike, vivido pelo ator Finn Wolfhard). O utensílio podia ser comprado em jogos com seis unidades e contava, geralmente, com motivos florais e padrões geométricos.

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    Abajures e carpete nas salas e nos quartos

    Casas com salas, escadas e quartos acarpetados em marrom, verde e, em menor escala, cinza eram muito comuns na década de 80. O revestimento era confortável e barato, mas tinha o inconveniente de ser difícil de limpar. Nas salas de estar e nos dormitórios, também era fácil observar o uso dos abajures com cúpula de tecido e corpo bojudo de cerâmica. As peças, geralmente, vinham em dupla e eram colocadas nas laterais das camas, sofás e em aparadores.

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