Casa e decoração

Abadia de Westminster, uma igreja gótica intimamente ligada à monarquia

AFP
Abadia de Westminster, em Londres, palco de casamentos e coroações da monarquia imagem: AFP

LONDRES, 27 Abr 2011 (AFP) -A Abadia de Westminster, onde o príncipe William e a noiva Kate Middleton se casarão nesta sexta-feira, é uma igreja gótica anglicana intimamente ligada há alguns séculos à monarquia britânica, tanto nos momentos alegres como nos tristes.

Para William, o templo londrino que recebeu casamentos, coroações e funerais reais, é sobretudo o local do funeral solene de sua mãe, a princesa Diana, em 6 de setembro de 1997, poucos dias depois de sua morte em um acidente de trânsito em Paris.

Do tamanho de uma catedral, a igreja também foi o cenário escolhido para, em 20 de novembro de 1947, para o casamento de sua avó, a então princesa Elizabeth com Philip Mountbatten. Seis anos mais tarde, após a morte do pai, ela foi coroada Elizabeth II no mesmo lugar.

Dois dos quatro filhos da rainha também casaram na igreja: a princesa Anne com Mark Phillips em 1973 e o príncipe Andrew com Sarah Ferguson em 1986.

Os dois casamentos terminaram em divórcio, assim como o de Charles, que como herdeiro do trono optou pela mais ampla e luxuosa catedral de São Paulo para o casamento com Diana em julho de 1981.

O templo, inicialmente romanista e católico fundado no século XI ao lado de um mosteiro beneditino por Eduardo o Confessor, é igreja das coroações de reis e rainhas desde William o Conquistador em 1066.

A imponente igreja gótica atual, cujo nome formal é Igreja do Colegiado de São Pedro de Westminster, começou a ser construída durante o reinado de Henry III em 1245. O sepultamento do monarca, em 1272, transformou o local no principal local para os enterros reais durante 500 anos.

No total, 17 monarcas estão sepultados nesta necrópole real convertida em mausoléu nacional com mais de 3.000 túmulos de algumas das figuras britânicas mais famosas em todos os âmbitos, de Isaac Newton a Lawrence Olivier, passando por Charles Dickens e Charles Darwin.

Outras personalidades são celebradas no templo, como Winston Churchill ou William Shakespeare.

A Abadia de Westminster também foi ao longo da história testemunha de 38 coroações, a última a de Elizabeth II em 1953, a primeira transmitida pela televisão.

A igreja, um dos edifícios góticos mais importantes do Reino Unido, é "royal peculiar", ou seja, está diretamente sob a jurisdição do monarca, que na Inglaterra também é o Governador Supremo da Igreja Anglicana, e não de uma diocese. No entanto, se autofinancia com a venda de entradas e com os donativos.

Mesmo sendo uma das principais atrações turísticas da capital, a igreja, situada ao lado do Parlamento de Westminster, ainda é um local de culto e nela são celebrados vários serviços religiosos diários.

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