Casa e decoração

O Vitra Campus, na Alemanha, é referencia turística e da história do design

DAIANA DALFITO

Colaboração para o UOL

O campus da Vitra em Weil am Rhein, região da Alemanha que faz fronteira com a Suíça e está próxima à Basiléia, é mais do que um complexo de fábricas de objetos e móveis de design. Suas fábricas e demais instalações – que vão de um posto de gasolina a um museu – são atrações arquitetônicas. Não bastasse, a Vitra possui uma das maiores coleções de objetos de design do mundo, reunidos no Vitra Design Museum.

As construções que abrigavam as fábricas começaram a ser erguidas em 1955, mas no início dos anos 1980 um incêndio destruiu grande parte do complexo da Vitra. Longe de tentar uma recuperação de emergência, os executivos da empresa optaram pela reconstrução funcional e estética que gerou em 1981 e 1986 as duas primeiras fábricas do novo Vitra Campus, ambas assinadas pelo arquiteto inglês Nicholas Grimshaw.

Em 1984, com a comemoração do septuagésimo aniversário do fundador da empresa, Willi Fehlbaum, é encomendada a escultura “Balancing Tools” executada pelos holandeses Claes Oldenburg e Coosje van Bruggen – conhecidos por seus trabalhos baseados em objetos cotidianos recriados em grandes proporções.

É de uma das visitas ao escritório de Oldenburg e van Bruggen que nasce o primeiro contato dos empresários da Vitra com Frank Gehry, o arquiteto canadense que vai executar o desenho do Vitra Design Museum em 1989.

Em 1993, o japonês Tadao Ando é mais um grande nome a figurar entre os projetistas do Vitra Campus. O arquiteto desenvolveu seu primeiro projeto fora do Japão, o Pavilhão de Conferências, uma construção com pouco volume aparente sobre a superfície.

Na mesma época, a iraquiana Zaha Hadid, identificada com a corrente desconstrutivista da arquitetura, assina uma estação de combate a incêndios no Campus. Em 1994, é a vez do português Álvaro Siza, ganhador do Pritzker em 1992, projetar mais uma fábrica do complexo.

Nos anos 2000, o Vitra Campus ganha dois elementos “importados”. O primeiro, um domo geodésico que serve como espaço para eventos, deixou Detroit, no EUA, onde havia sido criado por Richard Buckminster Fuller, em 1978. Em 2003, um pequeno posto de combustíveis desenhado por Jean Prouvé, em 1954, é incorporado às outras construções. Em 2006, voltando a concepção exclusiva”, Jasper Morrison pensa uma parada de ônibus para entrada do campus.

Por fim, em 2010 os dois últimos prédios do Vitra Campus serão finalizados. A VitraHaus, em funcionamento desde março, serve como showroom das coleções voltadas ao ambiente doméstico. E o ainda não acabado projeto do japonês Kazuyo Sejima, do escritório SANAA, prevê mais uma fábrica para o complexo arquitetônico.

As construções e espaços de exposição e venda do Vitra Campus podem ser visitados.

A Empresa

De caráter familiar, a Vitra nasceu em 1950 e produz objetos e móveis de design. Radicada na Basiléia, Suíça, a empresa possui centros de produção em Weil am Rhein e Neuenburg (Alemanha), Allentown (Estados Unidos) e Zhuhai (China). Com uma linha de móveis para a casa, as fábricas também produzem mobiliário para espaços públicos e ambientes corporativos.

Além de contar com designers contemporâneos como Maarten Van Severen e Jasper Morrison, a Vitra tem os direitos de fabricação de peças assinadas por ícones como Charles y Ray Eames, George Nelson, Jean Prouvé, Verner Panton e Isamu Noguchi.

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