Casa e decoração

Sistema fracionado barateia o acesso a imóvel de veraneio de alto padrão

Nilton Souza/ Divulgação
Casa do condomínio Quintas Private, da Odebrecht; o valor de uma fração do imóvel varia de acordo com o número de semanas que o comprador deseja utilizá-lo imagem: Nilton Souza/ Divulgação

DULCE ROSELL

Da Redação

Comprar um segundo imóvel para passar as férias com a família e amigos pode virar um mico -- com o tempo, os filhos crescem e não querem mais viajar para a casa da praia ou o sítio no interior, e o investimento acaba se tornando uma fonte de despesa com os gastos para a manutenção. Partindo desta premissa, algumas empresas imobiliárias brasileiras estão adaptando aqui o sistema fracionado de comercialização de residências, já utilizados no mercado internacional. A Odebrecht  lançou nesta quarta-feira (5) o Quintas Private Residences, na Costa dos Coqueiros (BA), enquanto a Aguativa Golf Resort, em parceria com o Consórcio União, lançou em 2008 o Aguativa Privilège, em Cornélio Procópio (PR). Quem trouxe o sistema para o país foi a RCI (The Registry Collection), empresa especializada em intercâmbio de férias e aluguel de propriedades de férias na Europa.

O produto é direcionado para classe A+, com renda familiar superior a R$ 20 mil mensais, e funciona da seguinte maneira: um grupo de pessoas torna-se proprietário da casa, com escritura compartilhada, e cada dono usa a casa por um período do ano, previamente acordado, que geralmente varia de uma a a seis semanas. Isso significa que cada casa terá possivelmente 10 famílias fazendo esse rodízio. Se quiser, o proprietário também pode alugar o período a que tem direito para turistas interessados por meio da administradora do empreendimento, localizada no próprio condomínio, que cobra uma comissão de 10% sobre o serviço.

As construções do Quintas foram projetadas por arquitetos como André Sá, Francisco Mota, David Bastos e Henri-Michel de Fournier.  A estrutura de cada unidade é composta por quatro suítes, deck, piscina e espaço gourmet, em um espaço de aproximadamente 300m². Há atendimento personalizado e pay-per-use (supermercado delivery, garçom, buffets em casa, copeira, entre outros), administrados pela empresa Nobile Hotéis, que também se encarrega da manutenção, gestão e segurança do local.

No Aguativa Privilège os proprietários têm à sua disposição serviços personalizados e infraestrutura de conforto e lazer do Aguativa Golf Resort, uma estação de turismo de campo paranaense com mais de 120 atividades, entre aquáticas, de lazer, esporte e ecoturismo. Ca­da re­si­dên­cia com 230 m² pos­sui ­três suí­tes, sa­las de es­tar e jan­tar, ­deck co­ber­to com hi­dro, co­zi­nha in­te­gra­da e mi­ran­te, todas projetadas e decoradas pela arquiteta Ma­ri­ze Ce­ca­to.

O valor de cada casa no Quintas é de R$ 2 milhões, enquanto a fração por quatro semanas de uso é R$ 160 mil e o condomínio mensal custa cerca de R$ 600. Já no Aguativa Privilège cada casa tem o valor de R$ 1 milhão, a fração custa R$ 115 mil (sendo dez proprietários por imóvel) e a manutenção sai por cerca de R$ 500 mensais.

De acordo com Gilberto Neszlinger, superintendente do Aguativa Golf Resort, o sistema fracionado existe há mais de 20 anos no mundo. No entanto, este formato para residências em resorts, como são os modelos lançados na Bahia e no Paraná , iniciou-se há sete anos nos Estados Unios e Canadá. "No Brasil temos o Aguativa Privilège, o Itacaré Paradise, na Bahia, e agora a Odebrecht lançou o Quintas também na Bahia. No mundo todo, segundo a RCI, são 180 empreendimentos, entre prontos e em fase final de conclusão, e 130 estão já em operação", diz.

Franklin Mira, diretor da Odebrecht, afirma que uma das vantagens de adquirir um imóvel a partir desse sistema não é só a econômica. "O proprietário terá um estilo de vida único, com consumo consciente de recursos. E estará pagando apenas por aquilo que consumir. Todo condomínio foi concebido e elaborado observando-se princípios de sustentabilidade, tais como tratamento de água e esgoto”, diz.

Apesar de novo no Brasil, o sistema de propriedade fracionada já é bastante utilizado em outros países, e funciona legalmente também para a aquisição de outros bens, como helicópteros, iates e carros. Outro atrativo, segundo Alejandro Moreno, diretor da RCI para o Brasil, é a possibilidade de afiliação do proprietário a TRC (The Registry Collection), marca de luxo da empresa. Neste caso, o dono do imóvel fracionado poderá trocar seus períodos de utilização anual pela estadia em uma das mais de 180 propriedades de padrão internacional do TRC, ou nos 5.840 resorts do mundo, viagens internacionais, entre outras opções. "Por exemplo: é possível se hospedar em uma residência com o mesmo padrão, na costa do Caribe ou em um castelo na Toscana. Há ainda a possibilidade de se desfrutar de hotéis cinco estrelas em diversos destinos no mundo",  afirma Moreno.

Serviço
Aguativa Privilège
tel: (43) 3377-7550
www.aguativaprivilege.com.br

Quintas Private Residence
tel: (71) 3172-5555
www.orealizacoes.com.br

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