Casa e decoração

Muito além da pia e do fogão, as cozinhas tornaram-se locais de convivência

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Cozinha com ilha de Marmoglass (Lesec) projetada pela arquiteta Letícia Ruivo imagem: Divulgação

SILVANA MARIA ROSSO

Colaboração para o UOL

Uma coisa é certa: as cozinhas não são mais as mesmas. Perderam o ranço de quarto dos fundos e agora ficam na frente da casa junto com os ambientes sociais. Chega de comer na sala e esconder a panela suja atrás da porta.

A integração com o living é quase unânime nos projetos. Se confinadas, elas são tratadas como sala gourmet. E quando as dimensões da planta permitem, a ilha é a campeã - e centro de convivência.

As cozinhas mudaram porque a sociedade e as relações mudaram. Hoje, o homem também vai para a cozinha. "Há maior necessidade de socialização dentro de casa, além da presença da empregada doméstica ser cada vez menor", diz a arquiteta Anna Maria Rezende, coordenadora do curso de design de interiores da Faculdade Anhembi Morumbi, explicando porque as cozinhas mudaram e ficam à mostra o tempo inteiro.

Por isso, além de acomodarem eletrodomésticos, panelas, louças e utensílios com racionalidade e requintes de ergonomia, os armários equipados com acessórios de ultima geração mais se parecem com o bufê da sala de jantar. Os acabamentos estão cada vez mais sofisticados e acompanham o projeto de interiores, levando para a cozinha o capricho das salas de visitas.

Mesmo com a democracia das cores, esta seleção mostra que o branco impera como base para os novos revestimentos, e o preto e os cinzas deixam o ambiente mais chique.

A madeira está em alta, aparecendo em quase todos os projetos, seja como padrão de acabamentos, seja bruta. E a televisão entrou de vez na cozinha, convivendo lado a lado com os eletrodomésticos, e afirmando que ali também é lugar de diversão. Bon apetit!

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