Casa e decoração

Livro analisa evolução do paisagismo no Brasil

Divulgação/Editora Senac São Paulo
A Fazenda Marambaia, projeto do paisagista Burle Marx, em Petrópolis (RJ) (1947) imagem: Divulgação/Editora Senac São Paulo

Da Redação

O livro “Arquitetura Paisagística Contemporânea no Brasil”, recém-lançado pela Editora Senac São Paulo, mostra como o paisagismo se desenvolveu no país, acompanhando, entre outros fatores, as mudanças socioculturais.

Dividida em cinco capítulos, que se distribuem em duas partes, a obra investiga o papel dos profissionais diante da melhoria da qualidade de vida nas cidades. A primeira parte trata dos caminhos precursores da arquitetura paisagística no Brasil até 1976, oferecendo um panorama da produção nacional nos três primeiros séculos após a colonização portuguesa. Assinado por Hugo Segawa, o texto delineia os costumes da sociedade brasileira, relacionando-os com a trama das nossas cidades, tendo como recorte os espaços públicos ajardinados. Em seguida, Ana Sá Carneiro, estudiosa da obra de Burle Marx, debate o ofício entre os anos de 1930 e 1970, enfatizando a busca pelas raízes brasileiras.

O segundo bloco analisa a contribuição de diversos arquitetos na criação de espaços e na busca pela qualidade de vida nas cidades brasileiras. São comentados e analisados projetos residenciais e públicos, como o Parque Estadual do Jaraguá (São Paulo), a reurbanização do Vale do Anhangabaú (São Paulo) e o Aeroporto Internacional do Galeão (Rio de Janeiro), entre outros. No capítulo final, os profissionais Lucia Costa e Paulo Pellegrino ponderam sobre o futuro do paisagismo no país, discutindo a complexidade das paisagens urbanas e o caráter multidisciplinar do profissional contemporâneo.

Serviço:
Arquitetura Paisagística Contemporânea no Brasil
Organização: Ivete Farah, Mônica Bahia Schlee e Raquel Tardin
Editora: Senac São Paulo
Páginas: 232
Preço: R$ 75

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