Quarto

Saiba tudo sobre colchões antes de escolher o seu e garanta uma boa noite

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Não tenha pressa na hora de comprar o colchão. Deixe a timidez de lado e deite-se por pelo menos cinco minutos imagem: Getty Images

DANIELA VENERANDO

Colaboração para o UOL

Passamos um terço de nossa vida dormindo. Então nada mais justo do que descansar num colchão de qualidade. Uma escolha errada pode acarretar noites mal dormidas, causar um sono fragmentado, além de dores na coluna vertebral e torcicolos.

Segundo o médico Fábio Ravaglia, presidente do Instituto Ortopedia e Saúde, o bom colchão deve manter a coluna alinhada e exercer uma função ortopédica, o que significa ceder na medida exata da curvatura do corpo. Para isso, não pode ser nem muito duro, nem muito mole, e dar total apoio à coluna, sem forçá-la.

Na prática, uma superfície muito dura não traz conforto e deixa a coluna torta ao flexionar para cima as articulações mais pesadas, como quadris, ombros e coxas. Se for muito mole, elas afundam, deixando também a coluna torta. "O colchão deve ser mais para o rígido do que para o mole e os músculos devem estar relaxados. Deve-se observar a resiliência, ou seja, a capacidade do colchão de voltar ao normal quando pressionado por uma pessoa sentada ou deitada sobre ele. Se houver conforto, as chances de acordar ao virar na cama diminuem", explica Ravaglia.

Entre tantas opções no mercado, o consenso entre os especialistas é que o colchão ideal é aquele em que a pessoa se sente mais confortável. "O brasileiro prefere o colchão de espuma, mais firme e mais barato de que o de molas", diz José Roberto Hackme, diretor da Americanflex, fabricante de colchões. Hackme diz que o colchão de espuma responde por cerca de 70% do mercado. No entanto, a participação do de mola vem crescendo nos últimos anos. Já na Europa e Estados Unidos, o de mola e o viscoelástico são os mais vendidos. "Não tem melhor, nem pior, é uma questão de gosto", avalia.

Dicas na hora da compra

Na hora H, não tenha pressa. Dê preferência às chamadas "sleep stores" que são lojas com vendedores especializados que podem dar mais informações sobre os produtos. "O maior erro é colocar a mão ou sentar num colchão para testá-lo. É preciso deitar e permanecer por cerca de cinco minutos no mínimo na mesma posição que está acostumado a dormir. Antes de deitar, escolha um travesseiro, sem ele não há conforto. Perceba se o corpo está todo acomodado, principalmente no quadril e ombros", ensina Ricardo Vogler, tecnólogo do sono.
Se o colchão for de casal, os dois devem provar o colchão juntos. A adaptação ao novo colchão e travesseiro pode levar até 30 dias e estudos mostram que a média de é de três semanas para se acostumar. 

Preocupação com o meio ambiente

Os grandes fabricantes estão investindo em matérias-primas renováveis e substâncias naturais para contribuir com a preservação do meio ambiente. Na fabricação dos colchões ecologicamente corretos são utilizados elementos como polióis vegetais derivados da soja, que reduzem a utilização do petróleo na fabricação das espumas.

Da mesma forma, já estão sendo utilizados tecidos de fibras naturais e biodegradáveis para revestir os colchões. Fibras de bambu, eucalipto e algodão 100% orgânico, além de elementos extraídos do aloé vera, camomila e jojoba são as principais opções. Segundo a indústria, esses tecidos são termoreguladores, ou seja, proporcionam frescor na medida certa.

Muitos também têm revestimento de tecido antimicrobiano com íons de prata que matam fungos e bactérias e ajudam a melhorar o sono de quem sofre com alergias respiratórias.

Cama box

As camas do tipo box têm uma superfície inferior de madeira revestida de tecido. São produzidas em quatro medidas: solteiro (0,88 m por 1,88 m), casal (1,38 m por 1,88 m), "queen" (1,58 m por 1,98 m) e "king" (1,93 m por 2,03 m). Porém, na falta de uma regulamentação precisa, tamanhos e modelos podem variar. Por isso os especialistas recomendam que o colchão seja comprado primeiro para garantir o conforto, seja na cama "box" ou na convencional.

No caso da box, é possível adquirir base e colchão separadamente. Se seu colchão estiver em bom uso, é só comprar a parte de baixo. Existe também a cama box conjugada: um colchão fixado na base, formando uma peça única. Custa menos que as tradicionais, mas tem a desvantagem de não permitir a troca do colchão quando ele se desgasta. Além disso, não se adapta a protetores e roupas de cama comuns, é preciso comprá-los sob medida.

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