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Plantas carnívoras: conheça mais sobre essas espécies de beleza singular e fáceis de cuidar

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As carnívoras, em sua maioria, são apreciadoras de sol direto e de substrato úmido, pobre em nutrientes; não podem ser cultivadas em terra comum e a água de rega deve ser isenta de cloro imagem: Divulgação

JULIANA NAKAMURA

Colaboração para o UOL

As carnívoras são um grupo de plantas muitas vezes injustiçado. É verdade que a natureza exótica dessas espécies vegetais sempre despertou a curiosidade das pessoas. Mas embora tenham uma beleza única, as carnívoras raramente são aproveitadas em projetos de paisagismo. Isso se deve muito mais ao desconhecimento sobre o funcionamento dessas espécies do que a eventual dificuldade de cultivo ou à possível ameaça que elas possam representar às pessoas.

Na verdade, a não ser eu você seja um inseto, um molusco ou um animal microscópico, as plantas carnívoras são inofensivas. “Seguras para cultivo doméstico, as carnívoras não oferecem risco para crianças, adultos ou animais domésticos”, garante a engenheira agrônoma do Instituto Biológico de São Paulo, Teresa Jocys.

O receio das pessoas quanto ao uso de carnívoras vem da habilidade dessas plantas de capturar insetos e outros pequenos animais. Essa característica nada mais é do que o resultado da evoluçãode algumas espécies que precisaram encontrar uma forma de sobreviver diante de solos carentes em nutrientes orgânicos.

Hoje, há mais de 600 espécies de carnívoras em todo o mundo. “De forma geral, uma vez adaptada ao clima, qualquer espécie pode ser cultivada”, diz Laudio Martins Simões, responsável pela Carnívora Shopping, loja de comércio eletrônico especializada nesse tipo de planta.

No Brasil, entre os gêneros mais cultivados estão Droseras e Sarracenias. As primeiras se caracterizam por folhas dispostas em roseta e cobertas de pelos que segregam uma substância viscosa muito útil na captura e atração das presas. Nesse grupo é possível encontrar plantas de tamanhos e formatos dos mais distintos.

Já as Sarracenias são facilmente reconhecíveis por causa de suas folhas em forma de jarras afuniladas e com uma espécie de tampa. Também se adaptam bem ao clima brasileiro as carnívoras Nepenthes, que também têm folhas em formato de taça, e as Dionéias, com plantas de pequeno porte e que respondem a estímulos mecânicos para a captura da presa e posterior digestão.

Como cultivar?

Laudio Simões conta que as carnívoras, em sua maioria, são apreciadoras de sol direto e de substrato úmido, pobre em nutrientes. “Normalmente utilizamos uma mistura de musgo sphagnum com areia de construção ou com fibra de coco”, explica Simões, que ressalta outros cuidados.

As plantas carnívoras não podem ser cultivadas em terra comum, nem adubada e a água utilizada na rega deve ser isenta de cloro. No mais, essas espécies não precisam de muito espaço para se desenvolver e normalmente podem ser cultivadas em vasos de plástico pequenos. Uma particularidade das plantas carnívoras é não exigir poda. “O que deve ser feito é apenas cortar as folhas mortas”, ensina Simões.

Diferente do que muitos pensam, as carnívoras podem, como qualquer outra planta, sofrer ataque de insetos sugadores (pulgões) e mastigadores (lagartas e besouros). “Também são suscetíveis a doenças provocadas por fungos, portanto devem ser constantemente monitoradas”, lembra Teresa Jocys.

Uma dica para quem quer manter carnívoras bonitas e saudáveis em casa é evitar tocar nas armadilhas da planta, especialmente se a espécie em questão for uma Dionaea muscipula. Isso porque toda vez que a folha é tocada, seja com o dedo ou qualquer objeto, a planta tende a se fechar, gastando energia. “Se for contínuo, esse desperdício energético pode enfraquecer a planta tornando-a mais lenta e ineficiente na hora de capturar algum inseto”, explica Simões.

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