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Casa pré-fabricada ganha personalidade com acabamento feito pelos proprietários

Tony Cenicola/The New York Times
Implantada à direita de um celeiro de 1956 e de dois silos do século 18, a casa em Lakeville, estado de Connecticut, EUA, chegou em caixas e foi "montada" no terreno. Seus proprietários
a enriqueceram com acabamento e projeto de interiores feitos por eles mesmos imagem: Tony Cenicola/The New York Times

ELAINE LOUIE

Do New York Times

Pillar Proffitt e Robert Bristow são sócios na Poesis, uma empresa de Connecticut conhecida por seu design residencial, de interiores e de móveis. Há dois anos, quando o casal decidiu que queria uma casa com jeito de loft para eles e seus três filhos, Proffitt e Bristow desenharam o projeto e o enviaram a construtores para orçar a obra. Mas eles não esperavam que as propostas atingissem quase um milhão de dólares. Assim eles partiram para a próxima melhor opção: uma casa pré-fabricada.

Eles compraram a casa, "um esqueleto que tinha todo cabeamento, tomadas, encanamento, dutos de hidráulica e de elétrica", da Segalla’s TurnKey Housing, empresa dedicada à construção modular de casas da cidade de Canaan, também em Connecticut. "Então nós construímos o restante da casa, ou seja, janelas, portas, luminárias, banheiros, cozinha, piso, acabamentos, cobertura, abrigo de carro e paisagismo", diz Bristow, 49.

O custo total da obra foi de exatos US$ 493.422,00, incluindo os US$ 250.625,00 pela casca modular. (O preço por pé quadrado é de aproximadamente US$ 137,00, valor que não incluía cozinha, executada por Bristow, nem o mobiliário, um misto de peças desenhadas pelo casal, usadas e vintage garimpadas em lojas.)

Casa é montada em um dia

Como Proffitt, 44, observa, "o sistema modular tem vantagens: 120 trabalhadores vão construir sua casa em 5 dias na fábrica", e ela é entregue “na hora marcada, ou haverá multas”.

Às 9h30 do dia 15 de janeiro de 2010, quatro trailers chegaram no lote, cada um carregando uma caixa de 3,66 m de largura por 18,3 m de comprimento. Às 5 da tarde, a casa estava montada, e os trabalhadores já tinha ido embora.

Deixando as vantagens de lado, o casal não queria que a casa tivesse aparência de pré-fabricada. Eles queriam que ela ficasse confortavelmente assentada ao lado do celeiro e dos dois silos que já ocupavam a propriedade, comprada em 2005.

Dessa forma, eles trataram de apagar os sinais, começando pelas fundações. Uma casa comum pode se acomodar ao terreno, enquanto a maioria das casas modulares parece ter sido jogada por um guindaste (o que acontece, de fato). Bristow e Proffitt criaram um embasamento de granito envelhecido que faz com que a casa pareça fazer parte da paisagem.

Em sintonia com a paisagem

Também rejeitaram acabamentos externos como vinil ou "siding" (placas horizontais e sobrepostas de madeira, um acabamento bem típico das construções norte-americanas) de cedro, preferindo o "siding" de pinus, "para uma aparência mais próxima da das casas antigas", diz Proffitt, referindo-se às casas vizinhas, construídas no século 19.

Para a cobertura, foi usado sistema de perfis metálicos que combina com o telhado dos silos e do celeiro. E, no lugar de janelas de guilhotina, o casal preferiu usar esquadrias de abrir, que podem ser "totalmente abertas para uma vista sem obstruções", diz Proffitt.

Bristow, que se auto-intitula responsável por "processos e materiais", construiu uma cozinha no piso térreo e instalou as tábuas de carvalho branco no piso, enquanto Proffitt, mais interessada em cor e iluminação, colocou os spots no forro das salas.

Cores para as crianças

No quarto de cada criança, uma parede foi pintada com tinta para lousa;  as meninas escolheram a cor das outras paredes em conjunto com a mãe. Grace, com 11 anos, escolheu "chartreuse" (cor da bebida de mesmo nome, um tom de amarelo-limão). Ellis, de 8 anos, preferiu lavanda, mas recentemente pediu para a mãe acrescentar bolinhas vermelhas na decoração das paredes. ("Que tal fazer as bolinhas no forro descendo pela parede?", Proffitt sugeriu à filha, numa tentativa de confinar as bolinhas em um canto do quarto.)

Sam, que tem 5 anos, tem as paredes do quarto azuis, cor que foi escolhida para ele. Como seus pais explicam, eles não compartilham decisões de projeto com clientes menores de 7 anos.

Tradutor: Simone Capozzi

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