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Em Nova York, reforma de apê de 195 m² custou US$ 800 mil; veja o resultado

Marco Ricca/The New York Times
Sala de estar do apartamento reformado por Thaddeus Briner, em Nova York. O living tem luzes fluorescentes reguladas por dimmer instaladas no forro; o sofá é um modelo Solo, da B&B Italia imagem: Marco Ricca/The New York Times

CRAIG KELLOGG

New York Times

Nova York – Mark Crumpacker, um especialista em “branding” que criou o logo original do restaurante Chipotle Mexican Grill nos anos de 1990, assumiu o marketing da empresa há três anos. Seu companheiro, Tim Wildin, é o diretor de desenvolvimento na mesma companhia, posição que Crumpacker o ajudou a conseguir. “Eu estava louco para trabalhar com eles”, Wildin diz.

Assim, não é surpresa que o loft do casal tenha sido desenhado por Thaddeus Briner, do escritório nova-iorquino Architecture Outfit, arquiteto responsável por vários dos novos e minimalistas restaurantes da rede Chipotle, assim como da ShopHouse, tentativa da empresa em entrar no segmento de fast-food.

O casal comprou o apartamento de 195 m² em Nova York do ator Benjamin Bratt (que atuou no seriado “Law and Order” e, mais recentemente, em “Private Practice”) por US$ 2.500.000 há dois anos.

Chumpacker, 48, formado pela Escola de Design Centro de Arte, na Califórnia, planejou a reforma do apartamento. “Sou o cara do conceito”, diz.

"Simples é melhor"

Wildin, 31, é o executor. Neste caso, isso significou tratar com os empreiteiros e com o arquiteto, o que não foi nada complicado visto que ele já tinha bastante experiência de trabalhar com Briner na ShopHouse. “Eu falo ‘Thaddeus’ fluentemente”, brinca Wildin.

Para quem não conhece a filosofia de Briner a respeito de design, uma única frase no site da Architecture Outfit diz tudo: “Simples é quase sempre melhor”.

Como acontece em muitas reformas feitas hoje em dia no Brasil, um dos quartos do apartamento foi eliminado para aumentar o espaço do living e da sala de jantar (o imóvel ficou com dois quartos). Foi instalado isolamento acústico nas paredes junto ao hall de distribuição do andar, e no forro, onde uma série de placas retangulares de drywall ocultam a iluminação embutida e também as lâmpadas fluorescentes dispostas em torno das paredes.

Uma fileira de colunas de aço que se destacavam na antiga conformação do apartamento desapareceram, incorporadas em novos banheiros e closets, mas o projeto preservou as paredes de tijolos com pintura branca. “Para mim, lembra bastante o lobby do Mercer Hotel”, diz Wildin.

iPad conectado na pia

Crumpacker assegura que sua intenção não foi criar um “Chipotle luxuoso”, mas os amigos notaram as conexões, especialmente o volume revestido de madeira colocado no centro do apartamento. Ele faz uma direta referência às caixas de compensado que Briner criou para os banheiros e bares dos restaurantes.

No caso do apartamento, o volume abriga a lavanderia, um banheiro de hóspedes, o home office, a despensa e armários. De fato, o projeto devota tanto espaço para armários que os closets estão quase vazios. “Nós planejamos a organização até o nível da caminha do cachorro”, conta Wildin.

Mas o centro de comando do apartamento é a ilha da cozinha. “Eu vivo no balção”, diz Wildin, “cozinhando e respondendo e-mails”. Um pequeno orifício no mármore que reveste o tampo do balcão permite que Wildin conecte um iPad, a partir do qual ele pode acender e apagar as luzes e acionar as persianas. As refeições são servidas sobre uma enorme mesa Saarinen na sala de jantar. “Com sabor da ShopHouse”, conclui o cozinheiro.

Tradutor: Simone Capozzi

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