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Casa de veraneio na Costa Rica abusa de elementos típicos da América Central

Tito Herrera/The New York Times
A piscina da casa da família Ewing na Costa Rica usa ladrilhos verdes como revestimento e está ao lado da sala de estar da residência, formando uma grande e agradável área de lazer imagem: Tito Herrera/The New York Times

LIZA FOREMAN

The New York Times

Islita, Costa Rica – Em 2004, Beth Ewing e sua família deixaram sua casa em Dallas para fazer uma excursão à Costa Guanacaste, uma remota região no noroeste da Costa Rica que abriga zonas rurais verdejantes e um enorme parque nacional. Rapidamente, os norte-americanos se apaixonaram pelo lugar que encontraram. 

“Meu marido não queria muito fazer esta viagem”, conta Beth. “Mas, de repente, todos nós estávamos cruzando o oceano para aterrissar nesta terra diante e, ao chegar, nossa única reação foi exclamar ‘meu Deus!’”.

Um mês depois, a família Ewing comprou uma propriedade de cerca de 4 mil m² em Guanacaste. Eles, então, contrataram o arquiteto Ronald Zuercher para lhes projetar uma casa de veraneio. O custo total do terreno e da construção: US$ 1.2 milhão. 

Do plano à obra

A realização do projeto não foi fácil. “Começamos equivocadamente a construção em maio de 2005, mês que marca o começo da temporada das chuvas”, conta Beth. “As estradas ficaram enlameadas e esburacadas e impediram a chegada dos caminhões ao nosso terreno”.   

Beth havia feito um curso de design de interiores antes de comprar o lote e, agora, era responsável por um projeto de verdade. “Nesta primeira etapa da construção, eu cheguei a trazer um dos meus professores para a Costa Rica”, conta ela.

A obra durou pouco mais de um ano e deu origem a uma casa de quatro quartos dividida em três prédios principais, todos dispostos ao longo de uma alameda central. A família incluía Beth (51 anos), Fin (51, seu marido) e os filhos Finley (22), Charlie (20) e Gail (16). 

A fachada da casa, na cor terracota, é decorada com folhas de palmeiras secas e cortadas, na altura do beiral, dispostas logo abaixo do telhado, como as saias das dançarinas de hula-hula.

O teto de palha da residência exibe folhas de palmeiras enredadas ao estilo nicaraguense, coroando a parte superior da casa como uma vasta cabeleira rebelde.  “Queríamos dar a nossa casa dois aspectos: um neutro e outro que chamasse a atenção”, diz Beth. “De longe, você não nota a construção, mas, ao se aproximar, sente o poder dela”.  

Elementos locais

Beth buscou dotar toda a sua propriedade com elementos típicos da região. Grande parte do piso da casa está recoberto com ladrilhos da Nicarágua, país vizinho de Guanacaste. E a maior parte da estrutura do telhado é feita com hastes de cana brava.     

  • Tito Herrera/The New York Times

    O banheiro da casa conta com banheira de cerâmica e belas vistas das paisagens naturais

O quarto principal, contíguo ao banheiro principal, em um edifício anexo, exibe uma fascinante pintura colorida feita pelo artista local Luis Chacon. A obra mostra um céu amarelo, nuvens azuis e montanhas róseas e alaranjadas. No banheiro, a banheira de cerâmica branca está disposta sobre um chão de azulejos turquesa da Costa Rica e um galho parecido com um chifre de cervo serve de suporte para toalhas.  

“Nós usamos muita madeira local reciclada aqui e o Walter nos trouxe alguns troncos fantásticos”, diz Beth, referindo-se a Walter Ugalde, o artesão local que fez os móveis da casa.   

A alameda, que também tem uma cobertura feita com hastes de cana brava, conecta o quarto principal a uma construção que abriga três quartos e a um terceiro edifício, onde há uma cozinha com balcões decorados por mosaicos locais e armários equipados com portas de cana negra.

Nesta parte da casa, ocupam o mesmo espaço as salas de estar e de jantar, que detêm um pé direito alto, e a varanda, todas repletas de sofás de madeira cobertos com almofadas de algodão.    

Estes espaços também estão decorados com grandes conchas e abajures feitos de objetos encontrados na praia. No local, o visitante pode ainda admirar uma das poucas coisas da casa dos Ewing que não é originária da região de Guanacaste: um tapete trazido do Marrocos.   

Tradutor: Marcel Vincenti

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