Jardinagem e paisagismo

Videiras rendem efeito ornamental e frutos em pouco espaço; saiba como cultivar

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A videira da espécie Vitis labrusca presta para uso ornamental e também produz frutos. A doçura da uva está diretamente relacionada com a insolação: quanto mais sol, mais doce imagem: Getty Images

Juliana Nakamura

Do UOL, em São Paulo

Muito valorizadas por seus frutos que há milênios oferecem alimento e vinho ao homem, as videiras também podem ter uso ornamental e serem bem aproveitadas em jardins domésticos. Ao serem mantidas sobre caramanchões ou pergolados, essas trepadeiras podem adicionar altura em projetos de paisagismo e ainda prover sombra no verão. Além disso, dependendo da espécie escolhida e das condições de plantio, as parreiras de uvas podem gerar deliciosos frutos, ainda que não sejam em quantidade ou qualidade suficientes para produzir vinhos finos.

A seleção da espécie a ser cultivada e a análise das condições locais são os primeiros passos para quem quer ter uma videira bonita no jardim. O engenheiro agrônomo Jair Costa Nachtigal, pesquisador da Embrapa Clima Temperado, conta que se o objetivo é somente produzir sombra, o melhor é preferir plantas que comercialmente são utilizadas como porta enxertos. Entre as variedades indicadas para regiões tropicais estão a IAC 572 Jales, a IAC 313 Tropical e a IAC 766 Campinas. Para regiões mais frias, as variedades mais apropriadas são a Paulsen 1103, a SO4, Solferino e a Kober 5BB.

Mas se a intenção é produzir também frutos, deve-se privilegiar as americanas da espécie Vitis labrusca, também chamadas de uvas comuns ou uvas rústicas. De maneira geral, estas videiras caracterizam-se por apresentar elevada produtividade e alta resistência às doenças. Nesse grupo se enquadram a Niágara Rosada, a Niágara Branca, a Bordô, a Concord e a Concord Clone 30, entre outras.

 

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