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Ovos de Fabergé são peças fundamentais de livro sobre joalheria e design

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O "Ovo da Galinha", de 1885, foi ofertado pelo czar Alexandre 3º a czarina Maria Fedorovna imagem: Divulgação

Daiana Dalfito

Do UOL, em São Paulo

"Um cabo de guarda-chuva decorado com exuberância ou caixas de fósforo em formato de rinoceronte podem provocar graça, o que não explica o respeito ou até o semiendeusamento do qual hoje goza seu fabricante". A frase faz parte da introdução do livro "Os Ovos de Fabergé - A história das obras-primas que sobreviveram ao fim de um império", assinado por Toby Faber e publicado no Brasil pela Editora Record. 

Com o mote das peças clássicas do joalheiro Carl Gustavovitch Fabergé - os ovos ricamente decorados e usados pelos czares da família Romanov para presentear suas czarinas - o livro acaba por tratar da história da família Fabergé, que, no final do século 17, fugiu da perseguição huguenote na França e se estabeleceu em São Petersburgo, prestando serviços de joalheria à família imperial russa.

Bem como, a trajetória dos ovos - sua produção, desaparecimento e ressurgimento - servem como fio condutor do desenrolar de uma fração conturbada da história da Rússia, com a queda da monarquia, a ascensão comunista/ socialista e posterior abertura econômica e política.

De outro modo, o livro imprime as prerrogativas que garantem aos "Ovos Fabergé" seu atestado artístico e de "objeto de desejo" em um jogo permanente sobre a delicadeza da "expertise" do fazer manual, a inovação artística e o "kitsch", ao passo que desmitificam o trabalho - como um todo - do joalheiro e da oficina Fabergé nos idos do século 19.    

Serviço - "Os Ovos de Fabergé - A história das obras-primas que sobreviveram ao fim de um império"
Autor: Toby Faber
Tradução: Heloísa Mourão
Editora Record | Grupo Editorial Record
378 páginas
Preço: R$ 49,90
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