Jardinagem e paisagismo

Oásis particular: fontes e cascatas garantem ambiente relaxante e fresco

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Jardim japonês, desenvolvido por Eduardo Luppi, tem lago com carpas e a fonte feita com pedras naturais imagem: Divulgação

Juliana Nakamura

Do UOL, em São Paulo

Sinônimo de vitalidade e relaxamento, a água sempre foi um elemento importante para o paisagismo, presente em fontes, cascatas, chafarizes e espelhos d’ água, tanto em jardins orientais, quanto nos europeus tradicionais.

Atualmente, apesar da redução no tamanho e no número das áreas verdes e do menor tempo disponível para a jardinagem, esses pequenos oásis continuam sendo bastante aproveitados para valorizar áreas internas ou externas, refrescar o entorno, criar espaços de contemplação e ainda produzir som e movimento confortáveis aos sentidos.

“Além de aprimorar o jardim, as fontes proporcionam uma sensação térmica agradável ao ambiente, sobretudo em locais mais secos”, ressalta a paisagista Gigi Botelho. Ela conta que elementos que contenham água, preferencialmente corrente, podem deixar ainda mais especial qualquer tipo de ambientação. Mas é preciso ter cuidado para combinar o estilo da fonte -seja ele moderno, neoclássico, oriental, europeu, “clean” ou barroco- com o restante do paisagismo ou ambiente.

 “Não importa se o espaço é pequeno ou amplo, sempre é possível pensar na adoção de uma fonte”, acrescenta o paisagista Eduardo Luppi. Ele alerta, porém, que as cascatas costumam demandar um espaço maior e são mais indicadas para ambientes externos, para que os eventuais respingos não representem um problema.

Como escolher?

Para quem está interessado em ter uma fonte ornamental em casa, no quintal, no jardim ou mesmo na sala de estar, o mercado disponibiliza múltiplas opções. Há, por exemplo, peças bem pequenas, que utilizam bombas de aquário para movimentação da água, podem ser apoiadas sobre algum móvel e funcionam como um objeto de decoração em ambientes internos.

Também há as fontes montadas com pedras naturais, em diferentes estilos, e as produzidas a partir de materiais alternativos, como resina e fibra, vendidas já prontas para instalação. Uma tendência mais atual, em consonância com jardins contemporâneos mais compactos, é a das fontes montadas em vasos altos de diferentes materiais (cerâmica e aço inox, entre outros). A água, nesses casos, sai de bicas metálicas, geralmente de aço inoxidável, e escorre pelo vaso, sendo absorvida pelo piso drenante.

“Para completar e facilitar o cotidiano de quem pretende ter uma fonte ou cascata, há um amplo leque de acessórios, como iluminação com LEDs, filtros para água ou acionamento automatizado dos equipamentos”, comenta Luppi. “Mesmo os espelhos d’água, com instalação mais complexa, não demandam mais a estrutura em concreto armado. É possível encontrar lonas especiais que são colocadas sobre o terreno escavado e depois cobertas de areias e pedrisco, ganhando assim um ar bastante natural”, acrescenta o arquiteto Aquiles Kílaris.

Uma recomendação importante na hora de escolher uma fonte é buscar um modelo de tamanho proporcional ao espaço disponível. Além das dimensões, os revestimentos e a iluminação também precisam estar em harmonia com o paisagismo e a arquitetura existentes. “Independente da escolha que se faça, é muito importante não esquecer o projeto luminotécnico. No caso de fontes externas, a iluminação noturna valoriza as linhas arquitetônicas e dá um toque de elegância ao local”, destaca Kílaris.

Como instalar e manter?

Antes de investir em uma fonte ou cascata é fundamental avaliar as questões relacionadas à execução e manutenção. Deve-se verificar, por exemplo se há próximos ao local de instalação pontos de conexão com a rede elétrica e, obviamente, de água. Também é necessário identificar previamente de quanto tempo você dispõe para cuidar de jardim ou, dependendo do caso, se haverá algum profissional designado para executar a manutenção.

Vale lembrar que não é aconselhável deixar a água parada e que uma fonte mal cuidada pode virar foco de proliferação de algas, insetos e mau cheiro. “Se o espaço disponível tem dimensões reduzidas, prefira utilizar fontes com volume de água pequeno que possa ser substituído semanalmente sem dificuldades”, sugere Eduardo Luppi. Para facilitar a manutenção, uma dica é prever a instalação de filtros biológicos que garantem água cristalina constantemente.

Uma vez instalada a fonte ou a cascata, é hora de pensar na ambientação do entorno, criando um espaço aconchegante para desfrutar o barulhinho revigorante que a água proporciona. “Boa pedida é a colocação de poltronas e espreguiçadeiras perto da água. Também pode ser interessante utilizar em torno da fonte ou da cascata pisos atérmicos (que não absorvem calor) e decks de madeira para adicionar mais com conforto à ambientação”, finaliza o arquiteto.

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