Construção e reforma

Banho dos deuses: escolha a banheira ideal e relaxe em sua casa

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A banheira de imersão Cheshire, da Doka Bath Works, é uma réplica dos modelos vitorianos do século 19 imagem: Divulgação

Juliana Nakamura

Do UOL, em São Paulo

Há muitos, muitos anos, as banheiras perderam a característica simplesmente funcional para se transformarem em ícones de luxo, bem estar e relaxamento. Equipadas com os recursos tecnológicos mais modernos, de hidromassagem a MP3, essas peças tornaram-se ainda mais sofisticados e passaram a permitir que ao menos um pouco da atmosfera dos spas pudesse ser transportada para dentro do banheiro de nossas casas. 

Atualmente a oferta de produtos em formatos, tamanhos e matérias-primas variados, além das soluções que possibilitam formas de instalação mais simples, ajudou a democratizar o acesso a esse sonho de consumo. Porém, o espaço livre continua sendo um pré-requisito fundamental para instalar uma banheira, mesmo que não necessariamente tão amplo quanto o exigido no passado. Há, por exemplo, modelos com menos de um metro de largura e comprimento inferior a dois metros.
As banheiras disponíveis no mercado podem se distinguir de acordo com o estilo, o material que as compõem, a forma de instalação e os acessórios disponíveis, que aliás são cada vez mais numerosos. Em relação aos estilos, os mais adotados são o contemporâneo, com peças de linhas retas e formas limpas sem rebuscamentos, e as vitorianas, apoiadas sobre pés estilizados. Há também as versões tecnológicas, que incluem sistemas de hidromassagem e iluminação específica, com cromoterapia, por exemplo.
 
Há também diferenças em relação ao material de acabamento das peças. Antigamente as opções se limitavam à porcelana ou à madeira, ao ferro ou cobre, ao mármore e ao aço esmaltado. Hoje, além desses, existem compostos mais leves e com superfícies mais lisas (o que significa maior facilidade de limpeza): é o caso do acrílico, da fibra de vidro, das rochas vulcânicas e dos compostos que aliam minerais e acrílicos como o Corian® (70% mineral natural e 30% acrílico).
 
A atenção na escolha do material tem relevância não apenas por motivos estéticos, mas também pela funcionalidade e capacidade de manter o calor do banho. “As banheiras de rocha vulcânica misturada à resina (Quarrycast®), mantêm a temperatura da água (quente) por mais tempo do que as tradicionais banheiras de fibra”, compara a arquiteta Renata Marques.
 
No que se refere à forma de instalação, há principalmente duas tipologias mais usuais: as banheiras de embutir, mais tradicionais, e as do tipo “freestanding” (também chamadas de banheiras de apoio), que ocupam menor área e são mais simples de instalar. O mercado, aliás, tem investido bastante no fabrico de modelos de apoio, mais aproveitados em apartamentos ou quando se quer evitar quebra-quebra. Isso porque as “freestandings” não demandam a base ou o acabamento em alvenaria, basta conectá-las a um ponto de entrada e outro de saída de água. Nesse tipo de banheira, a água quente pode ser proveniente do aquecedor central que abastece toda residência ou ser aquecida por um equipamento acessório.
Como escolher?
 
A arquiteta Renata Marques destaca alguns aspectos a serem considerados na hora de selecionar banheiras. O primeiro deles é a dimensão do espaço, que precisa ser compatível com o aparelho a ser instalado. “Antes de efetuar a compra, deve-se avaliar o tamanho do ambiente, sua funcionalidade e a circulação, verificando os vãos para acesso de entrada e saída da banheira, por exemplo”, destaca Marques, lembrando que, às vezes, o espaço é grande para a instalação da banheira, mas a porta por onde a peça precisa passar é incompatível. “É importante avaliar a possibilidade de içamento pela fachada, o que certamente irá um custo adicional", ressalta a arquiteta. 
 
Quando se fala em banheiras de apoio, o espaço ocupado pelo equipamento é exatamente o mesmo das dimensões do produto. “Já no caso das banheiras de embutir, o dimensionamento deve levar em conta não apenas o tamanho da peça, mas também o acabamento que ficará em volta”, explica o arquiteto Arnaldo Ribeiro. A área disponível impacta na definição do melhor formato de banheira, por exemplo, as versões de canto tendem a se adaptar melhor a banheiros menores.
 
Todas as banheiras, independente do modelo, demandam, no mínimo, um ponto de entrada e um ponto para o escoamento de água. Daí a importância de compatibilizar a peça com a infraestrutura hidráulica disponível. “É sempre recomendável consultar o fornecedor pretendido e solicitar o manual para avaliar previamente a viabilidade de instalação. Inclusive, há fabricantes que oferecem o serviço de técnicos para fazer visitas de avaliação”, informa a arquiteta. 
 
Da mesma forma, a parte elétrica precisa ser analisada, especialmente quando se trata do uso de hidromassagem, que demanda o uso específico da seção do fio e disjuntores, bem como rede elétrica independente desde o quadro de energia, aterramento, entre outras normas regulamentadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). No caso de banheiras com hidromassagem com fechamento feito em alvenaria é importante ainda prever, no projeto, acesso para manutenção de aproximadamente 50 cm por 40 cm. “Não facilitar o acesso para vistorias e reparos é um erro que precisa ser evitado”, finaliza Marques. 
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