Design

Lápis, "macarrão" e materiais tecnológicos estruturam luminárias

Divulgação
As luminárias da Bocci são feitas com vidro, artesanalmente, em Vancouver (Canadá). A 38, do designer Omer Arbel, combina a aplicação de pontos de vidro leitoso com nichos para o cultivo de plantas imagem: Divulgação

Daiana Dalfito

Do UOL, em Milão

Tem de tudo na Euroluce, evento bienal e integrante do Salão do Móvel de Milão em 2013: “macarrão”, lâminas de madeira ou tecnopolímero, tecido, cristais, livro, lápis. Opções para decorar as casas de pessoas com gostos diversos, do clássico absoluto ao, digamos, excêntrico.

Dois grandes nomes, em particular, têm chamado a atenção dos visitantes da feira: Ingo Maurer e Zaha Hadid. O primeiro vê o estande cheio especialmente pelas chamativas velas eletrônicas que parecem flutuar pelo espaço, como se no salão comunal da série de filmes “Harry Potter”.

Além das “Flying Flames” (desenhadas por Maurer em parceria com Moritz Waldemeyer em 2012 e incrementadas em 2013) com chamas LED tremulantes, a luminária de mesa “Veramente al Dente” (2010/2013), em porcelana e de edição limitada, consegue desviar o olhar dos que passam por entre uma saraivada de criações com apelo pop ou elementos de alta tecnologia.

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Por sua vez, a arquiteta Zaha Hadid optou por criar duas versões próximas de uma única proposta. Chamadas Aria (em preto) e Avia (branca), as peças são estruturadas em tecnopolímeros desenvolvidos pela fabricante Slamp. Da mesma marca e com apelo próximo, a peça Flora, do designer brasileiro Zanine de Zanine é elegante e nada deixa a dever aos projetos com os quais divide a atenção no estande.

Pequeninos?

Designers menos conhecidos do grande público, porém, mostram trabalhos com características interessantíssimas na Euroluce. O veterano Matteo Ugolini – pela Karman – oferece aos visitantes uma experiência pautada em um realismo fantástico ao transformar figuras lúdicas em arandelas e pendentes.

Luminárias "Yawanawá" em Milão:

  • Thiago Calazans/ Divulgação

O dinamarquês Tom Rossau brincou com lápis e, com eles, montou cúpulas de atratividade estética. Madeira, mas em lâminas, também é o elemento base das luminárias da LZF,  empresa espanhola que investiu na maleabilidade do material para criar objetos de apuro visual e beleza manufaturada. Feitas artesanalmente, mas em vidro, são as luminárias da canadense Bocci que podem, inclusive, trazer plantas em suas composições.

No que tange às lâmpadas, o destaque vai para as OLED (Organic Light Emitting Diode), tecnologia na qual nanomoléculas de um material orgânico produzem luz branca ou monocromática ao ser ativada pela corrente elétrica, da francesa Black Body. Além das luzes ecoeficientes, a empresa ainda se propõe a desenhar estruturas com temas naturais como chuva ou árvores para ambiente internos e externos.

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