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Veja quais tecnologias podem fazer a casa mais inteligente

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Sistemas de automação globais ou dispositivos reguladores específicos deixam a casa mais inteligente imagem: Getty Images

Nick Wingfield

THe New York Times, em Nova York (EUA)

Há alguns anos, eu comprei um interruptor que, por US$ 25, automaticamente ligava a luz da minha varanda ao anoitecer e a desligava ao nascer do sol, esperando tornar a minha casa - construída na década de 1920 - um pouco mais “inteligente”.

Ajustar o temporizador no interruptor era tão desconcertante – os botões eram do tamanho de uma semente pequena – que acabei fazendo isso uma única vez e nunca mais. Agora a luz da varanda da minha casa em Seattle acende todas as noites antes das cinco da tarde – ótimo quando escurece cedo durante os meses de inverno rigoroso da região, mas bastante inútil durante o verão, quando a luz natural se propaga até bem depois das nove da noite. Enfim, este interruptor inteligente deixou minha casa mais “burra”.
 
Felizmente, as tecnologias de automação domésticas, como controles de iluminação e climatização, evoluíram nos últimos anos para se tornar mais eficazes e mais utilizáveis, em parte por permitir programações a partir de smartphones e tablets. A maioria dos dispositivos agora utiliza tecnologia sem fio, então não requer buracos nas paredes. Aqui está uma amostra das opções de sistemas disponíveis para a realização de apenas uma tarefa ou soluções mais radicais capazes de controlar todos os sistemas eletroeletrônicos da casa.
 
Aquecendo
 
Enquanto um projeto de automação pode rapidamente deixar o orçamento da casa mais extravagante, muita gente tem metas mais objetivas, como economizar dinheiro com suas contas de calefação.
 
Uma maneira de fazer isso é através de termostatos programáveis, que vêm, há muito tempo, permitindo que pessoas criem horários de ajuste automático da temperatura nas suas casas. Eu tenho um na minha casa há anos, mas criar programas para isso é tão tedioso que minha família acaba aumentando ou diminuindo a intensidade do aquecimento manualmente. 
 
Há, porém, versões de termostato como o da Nest – uma companhia nova fundada por Tony Fadell, um dos criadores do iPod e do iPhone na Apple – que é projetado para aprender as preferências de aquecimento automaticamente. Depois de alguns dias notando quando os moradores diminuem ou aumentam a intensidade do calor manualmente, o aparelho passa a fazer tais ajustes por conta própria. Um sensor de movimento no termostato também diz se alguém está em casa (assumindo que esteja instalado em uma área de grande tráfego), então o sistema regula o clima da morada com mais eficiência.
 
O termostato fica conectado à rede Wi-Fi da casa, então pode ser ajustado através de um aplicativo no iPhone de qualquer lugar, quer o usuário esteja deitado na cama ou sentado num táxi a caminho de casa, vindo do aeroporto. 
 
Ideias brilhantes
 
Controles de iluminação também podem passar a sensação de conforto e segurança em uma casa. Em 2012, a Belkin começou a vender WeMo (assim como o Nest, apenas possível de ser comprado pela internet, através de sites internacionais que entregam produtos no Brasil), uma linha de produtos que utiliza Wi-Fi para permitir o controle de dispositivos domésticos a partir de aplicativos em qualquer produto Apple iOS. Lâmpadas, aquecedores e afins podem ser plugados no Interruptor WeMo, que custa US$ 50, e, que por sua vez, pode ser plugado em qualquer tomada comum.
 
Do iPhone, o usuário é capaz de acender e apagar remotamente uma lâmpada e criar uma programação para iluminar a casa mais facilmente do que com os temporizadores convencionais. Uma versão de US$100 do interruptor vem com um sensor de movimento que pode acender as luzes ao detectar a presença de alguém no cômodo. É até mesmo possível usar o sensor de movimento juntamente com um serviço de internet para montar regras que desencadeiam uma ação – como enviar uma mensagem de texto quando uma porta é aberta. Neste ano, a Belkin planeja lançar um interruptor de parede que amplie as mesmas capacidades para as luzes fixas nas casas. 
 
Um produto mais extravagante é o Hue, da Philips – ainda não disponível no site brasileiro da empresa -, uma luminária LED com controles sem fio embutidos. As lâmpadas podem ser programadas para acender, apagar e escurecer a partir de um iPhone ou iPad, e até mesmo mudar de cor.
 
A Hue emite 600 lúmens, o mesmo que uma lâmpada incandescente de aproximadamente 50 watts, que não será clara o suficiente para muitos usos. Um kit inicial da Hue, com três lâmpadas e uma base sem fio para controlá-las é vendida por salgados US$ 200, nos EUA.
 
A casa toda
 
Alguns proprietários têm ambições bem maiores de criar sistemas para a casa toda, onde automação, segurança e entretenimento estejam totalmente integrados e controláveis por uma única interface. Estes sistemas, de empresas como Creston e Control 4, são para típicas casas de grande porte, exigem instalação feita por profissionais e podem custar bem caro. 
 
Os serviços oferecidos agregam segurança, que inclui monitoramento contínuo contra assaltos, fogo e outras emergências. Engenhocas adicionais podem ser instaladas, como sensores de água para detectar vazamentos ou detectores de monóxido de carbono, mas têm custo extra.
 
As empresas, sejam no Brasil ou no exterior, oferecem serviços que permitem aos proprietários controlar seus sistemas a partir de aplicativos de smartphones e tablets. Uma vantagem destes sistemas é que a capacidade de serem programados para trabalhos concomitantes, ou seja, o usuário pode ajustar sincronizar a abertura da porta e o acendimento das luzes da casa.
 
Mitch Bowling, vice-presidente sênior da norte-americana Comcast, resalva que dispositivos autônomos como o Nest e o WeMo não são tão flexíveis quanto um abrangente serviço de segurança e automação doméstica. “Eles não trabalham juntos, seus sistemas não conversam”.

Tradutor: Erika Brandão (tradução) e Daiana Dalfito (edição)

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