Casa e decoração

Saiba como preparar seu bicho de estimação para o frio

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Filhotes e animais idosos adoecem com facilidade nos dias frios, por isso, pedem mais atenção dos donos imagem: Getty Images

Marina Oliveira e Thaís Macena

Do UOL, em São Paulo

A temperatura cai e você corre para se agasalhar e aquecer a casa, na tentativa de aumentar o conforto e evitar doenças respiratórias como gripes e resfriados. No entanto, se você tem animais de estimação, saiba que os cães e gatos também precisam de uma atenção especial nessa época do ano. Para ajudar você com esses cuidados específicos, o UOL Casa e Decoração dá dicas de como manter seu bichinho aquecido e saudável durante os meses mais frios do ano.

Bem quentinho

- Para saber se o animal está com frio, basta observá-lo. Muitos tremem, enquanto outros se escondem em cantinhos ou se encolhem para dormir, protegendo o focinho entre as patas e o rabo. 

- Cães de pelo curto e mais magros tendem a sentir mais frio. Por sua vez, as raças que são naturais de locais onde a temperatura é mais baixa, como o São Bernardo e o Husky Siberiano, são mais tolerantes. Os gatos, por outro lado, gostam de ambientes aconchegantes e quentes em qualquer época do ano.

-  Se você tem um pet mais novo ou já velhinho,  fique bem atento ao seu conforto e bem-estar nos dias de baixas temperaturas. Filhotes ainda estão em processo de desenvolvimento do sistema imunológico, enquanto nos bichos idosos, as defesas do organismo estão se tornando mais fracas. Então, nesses casos, as doenças respiratórias que seriam facilmente combatidas pelo organismo de animais adultos podem evoluir, por exemplo, para broncopneumonia, um quadro de saúde que pode ser bastante grave. 

- É indicado que o animal durma em um local fechado durante todo o ano para que ele não fique exposto às correntes de ar. Mas é importante seguir à risca essa recomendação no outono e no inverno, quando os termômetros despencam durante a madrugada.

- Nesses meses mais frios, recorra a cobertores e mantas para os bichinhos. Porém, evite produtos feitos de lã, porque o tecido favorece o acúmulo de ácaros, o que pode desencadear alergias em animais que já tenham predisposição ao problema. Dê preferência aos confeccionados em tecidos como algodão. 

- Aos cães que sofrem com as baixas temperaturas, o uso de roupinhas pode ser uma solução. Porém, é preciso escolher bem antes de comprar. As melhores são as feitas de tecidos naturais, com tamanho adequado ao corpinho do animal para não limitar seus movimentos.

- Os gatos, de modo geral, não se sentem muito bem com roupas ou qualquer outro acessório. Em especial os gatos muito peludos, como os das raças persa ou himalaio, podem até usar roupa, mas o ideal é que não permaneçam com ela o dia todo. 

Banho e tosa

- Banhos semanais não são indicados em nenhuma época do ano, porque o processo de higienização pode remover a oleosidade natural da pele que protege os animais de doenças como infecções por bactérias e fungos. Para a maioria dos pets, os banhos a cada duas ou três semanas são suficientes.

- No frio, após o banho, é essencial secar bem os pelos dos animais e evitar que eles saiam úmidos ao vento.

- A tosa deve ser evitada durante todo o período de temperaturas baixas, especialmente no caso dos cães que ficam na área externa da casa. Se necessário, opte pela tosa higiênica (focada nas patas, barriga, região anal e íntima) ou apenas tire um pouco do comprimento em torno dos dedos e da face do cão.

- Animais precisam de mais calorias para manter o metabolismo ativo quando as temperaturas estão muito baixas. Por isso, pode ser interessante fornecer uma alimentação mais calórica. No entanto, antes de trocar a ração ou de escolher complementos alimentares, consulte o médico veterinário responsável por seu bichinho. 

- Por fim, para garantir o bem-estar do pet, a vacinação precisa ser mantida em dia. A imunização diminui os riscos relacionados a doenças respiratórias típicas dessa época, como a traqueobronquite infecciosa, também conhecida como tosse dos canis, e a rinotraqueíte, a gripe dos gatos.

Consultoria: Palloma Rose, médica veterinária da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e Rubens Antônio Carneiro, médico veterinário da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)

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