Decoração de ambientes

Após investimento de quase US$ 5 mi, família tem "casa perfeita" em NY

Bruce Buck/ The New York Times
A sala íntima tem como destaque a pintura feita pela irmã do proprietário da residência David Adler, Shelley imagem: Bruce Buck/ The New York Times

Sandy Keenan

The New York Times, de Nova York, EUA

Nova York – David Adler aceita os prós e contras de ser casado com uma designer de interiores. Pelo prazer de viver em uma casa lindamente decorada, ele cede o controle criativo quase totalmente a sua esposa, Amie Weitzman, diretora da firma de design Weitzman Halpern, em Manhattan.

Adler também aprendeu a não ver problemas em certas coisas como o espaço ínfimo no closet. No sobrado de tijolos pardo-avermelhados com cinco andares construído em 1905, que o casal reformou internamente no Upper West Side, o armário dele acabou ficando no banheiro da suíte principal. Desta maneira, explicou Weitzman, ele não a acordará quando sair ridiculamente cedo para ir ao escritório.

O armário da designer, por outro lado, fica no quarto e toma uma parede inteira, do chão ao teto, o que corresponde a três metros de altura. Weitzman, de 55 anos, sorri e dá de ombros, sem arrumar desculpas para esta questão.

Contudo, há uma coisa que Adler, de 51 anos, e os filhos do casal, Maya (16) e Jonah (18), se recusaram a aceitar: não importa quão boa pareça uma cadeira ou sofá, se não for confortável, não pode ser incorporado ou permanecer na decoração. O conselho triplo sobre a revisão do aconchego dos móveis, recentemente, "demitiu" duas cadeiras duras.

“Em nossa casa, minha mãe dá importância ao design,” diz Maya, aluna do segundo ano do Packer Collegiate Institute, no Brooklyn. “Meu pai, meu irmão e eu gostamos do que é confortável, mas minha mãe está sempre dizendo: ‘Pessoal, é o meu trabalho. Vocês têm que me deixar fazê-lo’”, completa.

O sacrifício da beleza

Mas deixar a designer fazer as coisas a seu modo não é um grande sacrifício, Maya admite. Não quando você leva em consideração os resultados, que no caso dela, em particular, corresponde ao quarto branco bastante adulto, que foi um presente recente de sua mãe pelo seu 16º aniversário. “Eu tenho que admitir, ela estava aberta ao que eu tinha a dizer”, pondera a menina.

Por sua vez, David Adler requer apenas o controle dos sistemas eletrônicos e elétricos e que ele participe das decisões realmente grandes. Assim, quando o casal estava pensando em instalar um pano de vidro em dois andares – o que abrangeria a área de alimentação, no piso térreo e a sala de estar no andar de cima – com vista para o quintal, Weitzman lhe disse: “Bom querido, você decide”. (Ele decidiu que sim).

O casamento com Weitzman, assim como os negócios, é uma negociação e, nestes 21 anos, Adler geralmente foi bem sucedido. O debate sobre a mudança de casa, por exemplo, acabou como ele queria.

Há dez anos, a família estava morando em um apartamento de dois dormitórios que Weitzman tinha redesenhado por duas vezes, mas ainda carecia de mais espaço, especificamente um terceiro quarto e um quintal de verdade. Ela estava especulando os subúrbios e começou a pesquisar informações em áreas como Montclair, em Nova Jersey, Old Greenwich, em Connecticut,  e Larchmont, em Nova York.

Entretanto Adler, que cresceu no oeste do Canadá, não tinha intenção de sair de sua cidade adotiva. Então ele procurou intensamente e achou uma casa por US$ 3,8 milhões, certificando-se, é claro, que ela precisava de muito trabalho. “Amie é mais feliz quando tem um grande projeto em andamento”, resume. “Ela é a única com todas as ideias, salpicando seu pó mágico de fada em todos os lugares”.

Pó de fada

Ou, como Weitzman explica: “Nós arrancamos quase tudo”. O trabalho, que está em curso (a maior parte dele levou um ano, mas Weitzman está constantemente fazendo modificações), já custou mais US$ 1 milhão.

Agora Weitzman, que adora cozinhar, passa a maior parte do tempo que está em casa, na cozinha que tem uma área ampla para almoços e descanso e um pequeno escritório. Quanto a Adler, ele tem dois locais favoritos: a biblioteca envidraçada fora da suíte principal, que parece uma varanda ensolarada, e o escritório que fica no segundo andar, com vista para o quintal da família e dos vizinhos. E em, ao menos uma coisa eles concordam: a nova casa é muito sedutora.

Tradutor: Erika Brandão e Melissa Brandão Gubel (tradução) e Daiana Dalfito (edição)

Topo