Construção e reforma

Veja seis itens para analisar antes de escolher o portão de casa

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Portões de madeira e ferro combinam com construções de clima rústico e campestre imagem: Getty Images

Juliana Nakamura

Do UOL, em São Paulo

Itens cruciais para garantir a privacidade e a segurança em uma casa, os portões também têm forte impacto na beleza das fachadas. Escolher o modelo mais adequado requer uma análise cuidadosa que considere o estilo da construção, o grau de manutenção desejável, o tipo de abertura e o espaço disponível, além da segurança.

Sistema de abertura
 
A primeira preocupação de quem vai comprar um portão deve ser com relação ao dimensionamento. Para uma garagem doméstica, leve em consideração a altura do veículo e a largura necessária para o trânsito, não se esquecendo de deixar uma folga para a circulação.

Os sistemas de abertura mais utilizados para os portões são o de dobradiça, o de correr e o basculante. O modelo com dobradiças, que se abre como uma porta comum, se adapta a qualquer projeto, pois não precisa de espaços laterais adicionais para seu deslocamento. Os portões de correr só podem ser usados quando há espaço lateral livre para o deslizamento da folha. Os basculantes costumam ser empregados quando existe restrição de área para abertura, pois ocupam pouco (ou nenhum) espaço nas laterais.
 
Ferro, alumínio e madeira
 
Há diferentes tipos de portões para a entrada de pessoas e veículos. No Brasil, normalmente utiliza-se em residências os portões metálicos e os de madeira. Há, também, os portões mistos, compostos por estrutura de aço galvanizado e revestidos com madeira tratada em estufa, por exemplo.
 
A preferência por produtos duradouros e de fácil manutenção é essencial para quem está escolhendo um portão. Materiais resistentes à corrosão, caso do alumínio, são boas opções porque demandam manutenção simples e resultam em um sistema mais leve. Por causa dessa característica, aliás, os modelos de alumínio são indicados quando se pretende automatizar o portão.
 
Mas há casos, que por imposição estética, a escolha recai sobre fechamentos que exigem maior manutenção. Isso ocorre, por exemplo, em construções com estilo neoclássico, que combinam muito mais com os portões de ferro de perfis curvados.
 
Manutenção
 
Adquirir um portão com base somente em uma comparação simples de preços pode induzir o comprador a uma falsa economia. A durabilidade e o custo com a manutenção devem ser sempre levados em conta. Os de ferro, por exemplo, precisam receber manutenções periódicas para evitar a ferrugem. Algo semelhante acontece com os exemplares de madeira, que exigem lixamento e aplicação de verniz. 
 
A periodicidade do tratamento vai depender da qualidade do portão, bem como do quanto ele foi exposto às intempéries. Mas, normalmente, sugere-se que a manutenção aconteça, ao menos, uma vez por ano. No caso de unidades automáticas, o intervalo entre as manutenções inclui cuidados extras ao curto prazo: a cada seis meses é recomendável aplicar lubrificante nos rolamentos.
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Detalhe de um portão de ferro, muito usado em projetos de tendência neoclássica, que demanda manutenção periódica contra ferrugem imagem: Getty Images
Quando o quesito de análise é o duo durabilidade e manutenção, os portões de alumínio saem na frente. Eles são indicados, inclusive, para áreas sujeitas à maresia, porque detêm alta resistência à corrosão. Por outro lado, são mais caros. Um modelo simples, deslizante, com 2,5 m de largura e 2,1 m de altura chega a custar entre R$ 1.500 e R$ 2 mil, sem instalação. Ou seja, em média, o dobro de um modelo semelhante em ferro.
 
Pronto ou sob medida?
 
Na hora de decidir entre fazer um portão sob medida ou adquirir um modelo pronto é necessário observar os prós e contras de cada solução. Geralmente, os modelos prontos têm um custo mais baixo, porém pouca variedade de material e formas. Em contrapartida, os feitos sob medida ganham pontos por se adaptarem a diferentes estilos e dimensões, ao gosto do cliente. 
 
Porém, independentemente do  tipo de serviço a ser contratado, tome os mesmos cuidados: trate em contrato os termos de produção, como materiais e prazos, bem como se a empresa se compromete a instala-lo, dá garantias e oferece o serviço de automação.
 
Tendências e estilos
 
Um produto bastante utilizado no passado nas cidades brasileiras, mas em desuso, é o portão composto por tubos. Esse modelo, formado por gradis ocos de aço, tende a proporcionar um visual mais leve e uma garagem mais arejada e iluminada. Contudo, perde no quesito privacidade.
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À esquerda, modelo de portão ripado em alumínio, em um projeto do escritório de arquitetura Pimenta e Franco. À direita, detalhe de um modelo em chapas de alumínio com pintura eletrostática branca imagem: Divulgação/ Getty Images/ Montagem UOL
Uma alternativa a esses primeiros são os de chapa. Seja em alumínio, seja em madeira, eles podem ser muito versáteis e adequados aos estilos de construção de linhas mais contemporâneas ou de formas mais clássicas. 
 
Uma solução bastante em voga é o portão de alumínio ripado com pintura eletrostática. Também são tendência os modelos com chapas em tramas, sem permeabilidade visual, e os de alumínio acrescidos de panos de vidro temperado e opaco ou translúcido.
 
Questão de segurança
 
Em comparação com o modelo vazado, o portão fechado e opaco tem a vantagem de impedir que pessoas mal intencionadas saibam se há gente em casa, o tipo do carro da família, ou se há alguém na garagem. Em contrapartida, esse tipo de portão impede o morador de observar quem está do lado de fora. A dica é associar um portão mais fechado a um sistema de monitoramento por CFTV (circuito fechado de televisão). Assim, o morador pode ver o que acontece na frente de casa.
 
Também em função da segurança, a automatização de portões é cada vez mais procurada por reduzir as chances de exposição do morador no momento de chegar ou sair de casa. A programação do tempo de abertura do portão irá depender do seu tamanho. Comumente adota-se como velocidade padrão 18 segundos, mas há como alternativa motores mais rápidos com abertura em apenas nove segundos.
 
* Fontes consultadas: Letícia Nobell, arquiteta e urbanista com escritório em São Paulo, Ivana Seabra, arquiteta e urbanista com escritório em Belo Horizonte, Claudia Pimenta, arquiteta e urbanista, sócia do escritório Pimenta e Franco, no Rio de Janeiro e Siderley Lima, consultor em segurança patrimonial, membro da ABSEG (Associação Brasileira dos Profissionais de Segurança).
 
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