Jardinagem e paisagismo

Minha planta está doente e agora? Veja dicas de como cuidar do jardim

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Para ter um jardim sempre belo regue, adube e pode adequadamente suas plantas imagem: Getty Images

Simone Sayegh

Do UOL, em São Paulo

O jardim não vai bem e você não sabe o que fazer? Muitas vezes a forma de resolver o problema das plantas é mais fácil do que se imagina: primeiro, identifique se há alguma condição ambiental insatisfatória para a espécie atacada e os sintomas apresentados (se está murcha, apodrecida ou com estruturas "amolecidas", por exemplo). Há sol demais ou luz de menos? A irrigação e o solo são adequados? O clima da região é propício? Combater a doença sem corrigir o(s) fator(es) que favorece(m) seu surgimento dificilmente trará resultados permanentes e, com frequência, o simples reposicionamento do espécime e/ou a modificação no trato é suficiente para deixá-lo saudável. 

Porém, se o vegetal estiver sendo acometido por uma praga ou se realmente adoeceu, diminua a capacidade de propagação dos organismos que agridem o exemplar ou provocam a doença. Remova as partes comprometidas e os insetos visíveis. para isso, basta cortar os ramos que apresentam sintomas, remover as folhas doentes e lavar a plantinha. Esses organismos patogênicos se multiplicam exponencialmente e reduzir sua quantidade é sempre uma excelente estratégia.
Por fim, faça uso de soluções naturais, próprias para uso doméstico, como as caldas de Santa Maria ou de fumo. Lembre-se que o fato de terem origem orgânica ou de se degradarem naturalmente no ambiente não significa que essas substâncias não sejam tóxicas. Proteja o corpo e os olhos, não inale e, sempre, aplique a favor do vento. Também se atente a impedir o contato de crianças ou animais domésticos com as plantas em tratamento ou o próprio preparado.
 
Para evitar a recomposição da população a partir de poucos indivíduos que tenham sobrevivido, mantenha uma regularidade na aplicação das soluções. Porém, não é recomendável utilizar o mesmo produto (princípio ativo) por períodos muito longos, a fim de evitar a seleção de agentes mais tolerantes. E lembre-se: o defensivo (mesmo o natural) combate as pragas e, muitas vezes, seus predadores. Para não desequilibrar o ecossistema do local só use quando realmente necessário. 
 
Em casos muito críticos, em que pode ser necessária a utilização um produto mais forte, consulte um profissional especializado. Um engenheiro agrônomo poderá identificar com maior precisão o problema apresentado pela planta e especificar o defensivo mais adequado para o seu combate de forma segura para sua família e para o ambiente. 

Como ter um jardim saudável?

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    Escolha plantas de ambientes semelhantes ao do lugar onde está seu jardim

    Há menos chances de sucesso, por exemplo, na tentativa de cultivar plantas de climas mais amenos em lugares quentes e vice-versa

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    Preste atenção nas condições que você oferece à planta

    Se não temos condições de alterar as temperaturas ou a umidade relativa do ar com facilidade, podemos modificar o solo, controlar os regimes de rega e de adubação e fornecer a luminosidade adequada para cada espécie

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  • Katia Kuwabara/UOL

    Aposte na diversidade

    Como para os animais, doenças e pragas de vegetais são causadas por organismos adaptados e especializados. Espécies de famílias botânicas diferentes nem sempre compartilham as mesmas doenças, nem são atacadas por pragas idênticas. Isso significa que, em um jardim diversificado, as pragas e doenças não acometem todas as plantas de uma só vez, nem se propagam com tanta facilidade

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    Escolha plantas com necessidades semelhantes

    Crie vizinhanças saudáveis, pois é mais difícil cultivar espécies com exigências diferentes em um mesmo lugar. Em consequência, manter um jardim e garantir os cuidados adequados se os vegetais demandarem condições de cultivo semelhantes é muito mais simples

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    Ofereça abrigo e alimento a diversas espécies de animais

    Pássaros, sapos, morcegos e muitos insetos são predadores naturais e presença deles ajuda a manter o equilíbrio do seu jardim. A diversidade na flora favorece a multiplicidade de fauna e o contrário também é verdadeiro

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Fonte: Marcos Malamut, arquiteto e especialista em Plantas Ornamentais e Paisagismo e Heloiza Rodrigues, bióloga e paisagista
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