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Veja dicas gerais para ter uma horta de temperos em casa

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Ervas aromáticas frescas dão mais sabor à comida e perfumam e embelezam seu lar imagem: Getty Images

Giovanny Gerolla

Do UOL, em São Paulo

Ter uma horta em casa não requer muito espaço, algumas ervas como a salsinha podem ser cultivadas em vasinhos pequenos dispostos, por exemplo, no parapeito da janela. Porém, na hora de preparar o seu canteiro ou jardineira com chás e temperos para uso doméstico, vale atentar para certos cuidados que prolongam a vida das plantas, agrupando e alocando, por exemplo, os espécimes por suas necessidades de sol, água, nutrientes, potencial de crescimento e duração do ciclo médio de vida.

Luz

Ervas não são para áreas sombreadas, informa o engenheiro agrônomo e paisagista Fabricio Sbruzzi. Em geral, as aromáticas demandam de, pelo menos, quatro horas por dia de exposição ao sol pleno e esse período vai ditar também a frequência e intensidade da rega.

“Sombra não adianta”, reforça Sbruzzi: “As ervas tentam se desenvolver, mas sofrem demais com pragas e doenças. Algumas simplesmente não funcionam dentro de casa, como alecrim, manjericão e capim-limão, que precisam de ambientes muito ventilados e ensolarados”. Dessa forma, se quiser cultivar essas variedades pense no plantio em jardins, quintais e varandas ensolaradas.

Terra e adubo

De forma genérica, o volume de terra necessário ao crescimento de cada planta aponta se o plantio da erva vai ser em vaso (grande ou pequeno), jardineira ou canteiro no quintal. Ervas maiores como manjericão, hortelã, alecrim e capim-limão, que possuem muitos ramos e formam touceiras, precisam de recipientes com cerca de 20 litros e, se estiverem “sós” no vaso (ou canteiro), se desenvolverão mais e melhor. “Já salsa e cebolinhas podem estar em recipientes menores e compartilhados, de dois a cinco litros”, indica o engenheiro.

Assim, ao comprar ervas em vasinhos, saiba que essas plantas estão fadadas a durar menos se não forem transplantadas para canteiros ou suportes maiores, onde poderão ser adubadas regularmente. Uma vez por mês, vale misturar matéria orgânica à terra: revolva-a superficialmente com uma colher de jardim para oferecer ar fresco ao solo, o que facilita a reprodução de micro-organismos fixadores de nutrientes, e adicione húmus de minhoca ou compostos vegetais. 

Rega

Quanto maior o vaso, melhor, pois o recipiente tende a conservar por mais tempo a umidade da terra e a exigir assim uma menor frequência de regas. “Em tempos de escassez e economia de água, uma saída é misturar polímeros retentores de água (que encharcados, parecem uma gelatina) nas vasilhas menores. Isso não diminui a frequência da irrigação, mas ajuda a terra a ficar úmida por mais tempo, em dias muito secos”, recomenda Sbruzzi. Evite que o substrato fique encharcado e molhe os vasos pelo menos três vezes na semana para ter aromáticas vistosas. A dica para checar a umidade é inserir o dedo no solo.

Pragas

O que gera um ambiente propício ao desenvolvimento das pragas é a falta de sol direto. A luz solar é a melhor medida preventiva. Há, no entanto, inseticidas naturais: óleo de Nim (que deve ser borrifado após ser diluído em água e necessita de um resguardo de cerca de um mês e meio para que a erva possa ser consumida), calda de fumo ou chá de alho (deixe o alho mergulhado em água por um mês e borrife o preparado sobre a planta). Tais misturas servirão como combatentes caseiros contra pulgões, fungos e bactérias.

*Obra consultada: "Especiarias e ervas aromáticas: história, botânica e culinária", de Jean-Marie Pelt. Jorge Zahar Editor. 2003, 1ª edição.

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