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Primavera em casa: cultive a planta com o nome (e a cara) da estação

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Primaveras são arbustos resistentes e podem ser cultivadas em floreiras imagem: Getty Images

Simone Sayegh

Do UOL, em São Paulo

Como o próprio nome diz, as coloridas primaveras são arbustos que florescem, principalmente, nas duas estações mais quentes do ano: a primavera e o verão. As espécies mais comuns são a Bougainvillea spectabilis e a Bougainvillea glabra, ambas pertencentes à família Nyctaginaceae e nativas do Brasil. O nome da planta foi dado em homenagem a Louis Antoine Bougainville, navegador francês que descobriu a variedade por volta de 1790 e a levou para a Europa, de onde se espalhou por todo o mundo. As primaveras também são conhecidas pelos termos Buganvile, Buganvília ou Três-marias, de acordo com a região onde são cultivadas. 

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As flores da primavera são, na verdade, brácteas (folhas modificadas) que protegem as verdadeiras flores amarelas imagem: Getty Images
Características e cultivo
 
As primaveras são plantas rústicas de sol pleno, resistem bem à maresia, ao vento e às mudanças bruscas de temperatura, mas se desenvolvem melhor em locais com médias amenas, em torno de 23° C. Valores maiores que 24° C ou menores do que 7° C e épocas muito chuvosas causam, todavia, apenas perda de folhas e redução de florada. 
 
Estas arbustivas preferem solos bem drenados, férteis, ricos em matéria orgânica e com qualquer nível de acidez. Porém, suportam bem solos mais secos, sendo que as regas podem ser feitas a cada 15 dias. No entanto, nos primeiros meses depois do plantio e em épocas muito quentes, a frequência da irrigação precisa ser aumentada. 
 
As primaveras podem ser plantadas em qualquer época do ano, mas o torrão da muda, na hora do plantio, deve ser mantido intacto, pois sua divisão pode causar a morte do exemplar. Como em seu habitat natural tende a possuir grandes árvores que servem como suportes, o cultivo em canteiros ou vasos exige tutores resistentes, para que a planta seja conduzida adequadamente. Esses tutores podem ter diversas formas e ser estruturados em diferentes materiais. Assim, arcos de ferro, muros, pergolados de madeira ou outras plantas de grande porte dão conta do recado.
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As flores da primavera são, na verdade, brácteas (folhas modificadas) que protegem as verdadeiras flores amarelas imagem: Getty Images
Poda e adubação
 
Nunca faça a poda anual com a planta florida e, sim, sempre após a floração. Ela é importante porque reduz o comprimento dos ramos e mantém ou confere nova forma à planta, além de estimular futuros florescimentos e a renovação da folhagem. Como os galhos têm espinhos, mantenha-os longe da altura dos olhos das pessoas. Podas periódicas de limpeza são indicadas para remoção de ramos secos e doentes. 
 
Os adubos comumente usados são os orgânicos (esterco bem curtido, torta de mamona ou farinha de ossos), mas se forem aplicados insumos químicos, são recomendadas formulações ricas em fósforo como a NPK 04-14-08 ou a NPK 10-20-15, porém siga estritamente as instruções da fabricante ou de um engenheiro agrônomo. A adubação deve ser feita, idealmente, três vezes ao ano. 
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Primaveras podem ser plantadas em vaso, mas o recipiente precisa ser amplo imagem: Getty Images
 
É possível plantas primaveras em vaso?
 
Qualquer espécie da planta pode ser cultivada em vaso, mas existem variedades anãs, especificas para tal suporte. Contudo, como a primavera é muito vigorosa, os recipientes precisam ter grande capacidade: algo como 70 cm a 90 cm de diâmetro e altura semelhante. Tal espaço é necessário para que as raízes possam se desenvolver melhor. O substrato deve propiciar boa drenagem e aeração, sendo composto por uma mistura homogênea de terra vegetal e areia. 
 
A irrigação em vasos exige a certeza de que o substrato está seco. Para verificar a umidade, insira um pedaço de madeira (pode ser um palito de churrasquinho) ou o dedo no solo. Em média, a rega a cada dois dias, pela manhã, é indicada. Mas atente-se: a seca, embora não recomendável, é menos prejudicial do que a umidade em excesso. 
 
A adubação dos vasos é a mesma realizada em canteiros, porém em menor quantidade, para evitar a “queima" das raízes. Mais uma vez, basta seguir as indicações da fabricante, que variam de acordo com a formulação dos compostos.
 
Fontes: Dra. Elisabeth R. T. Stumpf, engenheira agrônoma e professora do Instituto Federal Sul-rio-grandense (Ifsul) na área de Floricultura e Paisagismo, e Marisa Lima, paisagista.
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