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Ilhas de cocção integram e dinamizam o espaço e cabem até em apês pequenos

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As ilhas de cocção podem ser amplas e acomodar lugares para refeições imagem: Getty Images

Juliana Nakamura

Do UOL, em São Paulo

As ilhas de cocção saíram dos restaurantes e das cozinhas profissionais para invadir casas e apartamentos onde incorporaram uma aura de sofisticação e de modernidade ao espaço de serviço. Nesse modelo de cozinha, a bancada central e fixa pode ser usada de diferentes maneiras: nas versões mais compactas, abriga basicamente fogão tipo “cooktop” e uma área de trabalho para o preparo das receitas. Mas, quando há mais espaço, o módulo pode comportar cubas, forno e armários. Há, ainda, as ilhas que fazem a integração com a área social. Nessa tipologia, um balcão para refeições é acoplado à zona de cocção.

Para a arquiteta Ana Bumachar, a principal vantagem das ilhas é a setorização do espaço para cozinhar e a valorização do cozinheiro. “Com as cozinhas em ilha integradas a outras áreas da casa, as pessoas que estão ao redor podem acompanhar toda a preparação e o 'chef' não fica isolado, olhando para a parede enquanto está no fogão”, acrescenta a arquiteta Denise Bernacki.
Espaço necessário
 
Ao contrário do que se imagina, não é preciso dispor de uma área muito grande para ter uma ilha de cocção. Apartamentos compactos com cozinhas estreitas possibilitam este formato, em especial, quando o espaço é aberto a outros ambientes, como o living ou a sala de jantar. De acordo com a arquiteta Aline Bernacki, uma cozinha com quatro metros quadrados já é suficiente para receber uma ilha, mas atente-se: o ideal é que ao redor do módulo haja uma área de circulação de, pelo menos, 70 cm.
 
A profundidade da ilha de cocção vai depender do que se quer implantar nela. Com 60 cm é possível incluir um “cooktop” de quatro bocas. Mas, se a intenção é ter um espaço para refeições, uma bancada anexa deve ser acoplada. Cerca de 1,5 m é uma largura confortável para acomodar duas pessoas. Uma alternativa recorrente é a ilha com superfícies para cozinhar e comer em alturas diferentes. A altura padrão para a área de preparo é 90 cm, confortável para quem trabalha em pé. Já o balcão para refeições pode ser mais baixo, com 75 cm, adequado para o uso de quem está sentado.
 
Infraestrutura básica
 
Uma cozinha com ilha deve ser bem projetada. Além do espaço para o móvel e a circulação, é preciso pensar na infraestrutura para os equipamentos. Um “cooktop” elétrico pede apenas uma tomada no piso. Outros modelos, contudo, exigem que se prolongue a instalação de gás.
 
É igualmente importante planejar o sistema de exaustão para a coifa, lembrando que esse equipamento requer uma tubulação embutida. Para a saída de ar, uma sugestão é prever dutos de oito polegadas ou 22 cm x 15 cm.  De modo geral, fogões ou “cooktops” de quatro bocas são atendidos por coifas com 60 cm de largura. Já os modelos de 90 cm são recomendáveis para eletrodomésticos com cinco, seis ou mais queimadores. Se a intenção for incluir uma pia no módulo, será necessário levar em contas os pontos de entrada e saída de água.
 
Também é essencial avaliar como o módulo de cocção interage com o restante da cozinha: visando a praticidade de quem irá cozinhar, recomenda-se uma disposição na qual fogão, pia e geladeira formem um triângulo imaginário, sem qualquer obstáculo entre os vértices (pontas).
 
Por fim, um detalhe muitas vezes ignorado e que compromete bastante o resultado final do ambiente é a iluminação. A ilha de cocção demanda de luz direta suficiente para que fique iluminada por inteiro, sem sombras ou ofuscamentos. Uma sugestão é embutir pontos de luz direcionada no forro de gesso, tomando o cuidado de posicioná-los junto às áreas de trabalho.
 
Fontes: Aline e Denise Benarcki, do escritório Benarcki Arquitetura; Ana Bumachar, arquiteta; e Eduardo Mourão, arquiteto.
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