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Cadeira ideal: encontre o modelo certo para a cozinha, jantar ou escritório

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O primeiro passo para escolher uma cadeira é observar o ambiente onde ela será usada imagem: Getty Images

Juliana Nakamura

Do UOL, em São Paulo

Uma cadeira elegante e bonita, em harmonia com o ambiente no qual se insere, é um componente de peso na decoração. Mas outros quesitos como durabilidade, conforto e adequação ao uso merecem ser considerados na hora de optar por um ou outro modelo.

O tempo de permanência sobre o assento do escritório, por exemplo, costuma ser muito maior do que em uma cadeira usada na sala de jantar. Portanto, é natural que ergonomia seja um aspecto muito valorizado nas que compõem ambientes de trabalho e a beleza pode ganhar vulto para as peças que cercarão a mesa de refeições.

Todavia, espaços como cozinha e espaço gourmet requerem unidades de fácil limpeza e manutenção. Nesses casos, tecidos como chenille e camurça devem ser preteridos àqueles que têm tramas mais fechadas e foram previamente impermeabilizados.

A seguir, o UOL Casa e Decoração oferece um breve manual para auxiliá-lo na escolha da cadeira certa para o uso em salas de jantar, cozinhas e escritórios. Veja!

Escritórios

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Ergonomia: bom apoio para pernas, braços, costas e lombar imagem: Getty Images

Quesito n°1 - Ergonomia

A cadeira é uma das peças de mobiliário de maior importância em escritórios. Em função do tempo de permanência do usuário, a ergonomia e o conforto são aspectos críticos nesse tipo de móvel. É recomendável que a cadeira seja giratória, tenha encosto e assento independentes com regulagens de altura individuais, além de suportes de braço ajustáveis.

"Para as áreas de trabalho, as cadeiras ideais são as estruturadas em alumínio e equipadas com mecanismos eficientes para a regulagem de posicionamento. Também devem ser estofadas e recobertas por tecidos resistentes, macios e ventilados", afirma a arquiteta Simone Stolfa. Para ser considerada ergonômica, a cadeira deverá contar com encosto que dê suporte à região lombar do usuário, oferecer as regulagens citadas e a possibilidade de pequena inclinação para trás.

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A cadeira deve ser giratória, cômoda e regulável imagem: Freddy Van Camp / Divulgação

Quesito n° 2 - Dimensionamento

Segundo a NR-17 do Ministério do Trabalho e Emprego, norma regulamentadora que estabelece parâmetros ergonômicos, as cadeiras devem ter alturas ajustáveis (entre 37 e 50 cm em relação ao piso) para que as coxas fiquem paralelas ao chão e as panturrilhas a aproximadamente dois ou três centímetros do início da linha frontal do assento. As bordas devem ser arredondadas e o apoio da lombar precisa de, no mínimo, 40 cm de largura. A base estofada ideal detém densidade entre 40 e 50 kg/m³,  profundidade útil de 38 a 46 cm e largura mínima de 40 cm.

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Além de elegante, o couro é resistente e de fácil limpeza imagem: Getty Images

Quesito n° 3 - Matéria-prima

Há diversas opções de materiais para o revestimento das cadeiras para escritório. O tecido é o mais utilizado, mas sua manutenção nem sempre é a mais prática. De modo geral, a tela de náilon e o couro são as alternativas mais indicadas, por serem mais resistentes e facilmente higienizáveis com apenas um pano úmido, indica a arquiteta Erica Salguero.

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Além de elegante, o couro é resistente e de fácil limpeza imagem: Getty Images

Cozinhas

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    Quesito nº 1 - Praticidade

    Para a cozinha, as cadeiras devem ser de fácil manutenção e conservação. Em vez de tecidos claros, dê preferência a materiais laváveis como acrílico e polipropileno com estruturas de metal. Fuja de materiais como chenille e camurça que são fáceis de sujar e difíceis de limpar.

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    Quesito nº 2 - Dimensionamento

    Embora haja certa padronização, os modelos de mesas, cadeiras e banquetas disponíveis nas lojas podem apresentar uma variação de até dois centímetros de altura. Isso significa que se você tiver uma mesa de 80 cm, poderá ficar desconfortável ao usar uma cadeira com 46 cm de altura. Se possível, teste as duas peças juntas.

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    Quesito nº 3 - Design

    As cozinhas, até pela informalidade que propõem, exigem cadeiras leves, mais baixas e despojadas. Uma tendência é utilizar peças coloridas e/ou com design arrojado, de modo que sirvam como elemento de destaque nesses ambientes neutros, quase sempre brancos.

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Fonte: Norma: NR-17 do Ministério do Trabalho e Emprego e arquitetas Erica Salguero, Simone Stolfa e Walkiria Nossol Lobo da Rosa.

Salas de jantar

Quesito n° 1 - Beleza

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Você pode usar cadeiras do mesmo estilo, mas com acabamentos diferentes imagem: Getty Images

Ambientes com vocação social, as salas de jantar estão quase sempre integradas a outros cômodos ‘nobres’ da casa, como o estar. Por isso, merecem cadeiras bonitas e elegantes, com design impactante (qualquer que seja o estilo da decoração). Tais móveis podem ser altos ou baixos, ter ou não braços e revestimentos diversos.

Uma dica para quebrar a homogeneidade da decoração é usar modelos com braços nas cabeceiras e sem braços nos demais lugares ou ousar e combinar peças completamente diferentes. É isso mesmo! As cadeiras não precisam ser todas iguais ou ter estrutura do mesmo material que a mesa. "Se você tem uma mesa de madeira, tente compor com cadeiras com pés metálicos. Se a mesa é contemporânea, uma boa saída é recorrer a cadeiras mais clássicas", sugere a arquiteta Walkiria Nossol Lobo da Rosa.

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O usuário deve poder se posicionar com conforto imagem: Getty Images

Quesito n° 2 - Conforto

Para o jantar, a recomendação é que as cadeiras tenham assentos com altura que permita ao usuário se posicionar com conforto em relação à mesa. Leve em consideração, também, a altura máxima dos braços (se houver) e da base inferior do tampo ou da “saia” da mesa, para que as cadeiras possam ser encaixadas. Vale observar uma distância de cerca de um a dois centímetros de “folga” para a movimentação sem atrito.

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As de couro, náilon e de cores escuras são fáceis de manter imagem: Getty Images

Quesito n° 3 - Matéria-prima

Para quem tem crianças ou bichos de estimação em casa, vale recorrer a materiais mais práticos, duráveis e fáceis de limpar, como couro, e a cores mais escuras para o revestimento ou composição dos assentos.

"Em tempos de preocupação com o meio ambiente tudo aquilo que oferecer propostas ecologicamente corretas é tendência. Isso vale para cadeiras em materiais reciclados, em madeira reflorestada, bem como em fibras naturais", diz a arquiteta Simone Stolfa.

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