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Jardim barato: ponha a mão na terra e opte por plantas de baixa manutenção

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Cuide você mesmo do jardim e, além de relaxar e se divertir, economize imagem: Getty Images

Simone Sayegh

Do UOL, em São Paulo

Gostar de plantas é a prerrogativa básica para quem quer ter um jardim em casa, mas o cuidado envolve muito mais do que amor. Requer: paciência, observação, investimento financeiro e dedicação. E apesar do trabalho que demandam, os jardins oferecem vantagens reais: a vegetação ajuda a controlar a temperatura urbana (sua casa fica mais fresca se tiver um jardim, mesmo que não tenha árvores); as plantas retardam a chegada da água da chuva ao chão diminuindo inundações e melhoram o conforto acústico atenuando ruídos; praticar a jardinagem pode ser terapêutico; os vegetais ainda retêm uma parte da poeira e oferecem abrigo e alimento para uma grande diversidade de espécies. 

Bem, mas manter um jardim é caro, não? Pode ser, mas essa não é uma regra. É possível cultivar um belo espaço verde sem gastar muito. Para isso, basta escolher as espécies certas e se dedicar um pouco a “pôr a mão na terra”. E não há desculpas, pois o UOL Casa e Decoração elencou os passos para você começar o seu, além de organizar uma lista de cursos gratuitos de jardinagem. Divirta-se!

Escolha as espécies

Como o jardim é criado artificialmente, quanto mais semelhante ao ambiente natural ele for, menos custo e trabalho vai dar. O grande segredo é escolher a planta certa para o lugar certo. Isso quer dizer que para locais quentes, as espécies mais indicadas são as resistentes ao calor e, em regiões frias, devem ser cultivadas variedades “de frio”.

Se você tem luz e não tem sol, não insista em plantar um vegetal de sol pleno. Se o quintal é pequeno, o ideal é não cultivar uma árvore de grande porte que exija podas de contenção. E se a varanda tem muito vento, procure as flores e folhagens tolerantes a essa condição.

Resumindo, as plantas devem ser escolhidas seguindo alguns critérios (além do gosto pessoal e do preço), de preferência, nesta ordem: adaptação à luminosidade; hábito de crescimento da espécie; manutenção; longevidade e características intrínsecas do vegetal (se exala perfume, se é tóxica, se tem espinhos, etc.).

Investimento inicial

O custo inicial do seu jardim dependerá diretamente do tipo, tamanho e quantidade de plantas, grama, terra e substrato, além da utilização ou não de vasos e outros acessórios e do tempo envolvido no desenvolvimento do espaço. Mas se você fez a escolha correta das espécies e tiver paciência, pode ir preparando seu cantinho verde aos poucos, o que diminui muito o investimento. A escolha de mudas ainda pequenas, por exemplo, é uma estratégia para baixar custos, porque exemplares adultos ou de maior porte são mais caros.

Para quem tem quintal, o gramado normalmente tem um valor por metro quadrado bem menor do que o que seria gasto com vasos, plantas e outros itens. Porém, a grama requer manutenção mais constante devido às podas e regas, principalmente em comparação a variedades mais rústicas como cactos e agaves, por exemplo. Portanto, ao calcular o montante, pense em longo prazo.

Onde plantar

Em princípio é sempre melhor plantar no chão do que em vasos. Estes são mais indicados para plantas sensíveis que precisam ser protegidas ou movidas de lugar, eventualmente.

Plantar em canteiros pode ser mais fácil e barato, porém, os vasos, muitas vezes são a única opção. E como o espaço é limitado, o desenvolvimento das plantas é mais restrito. Assim, lembre-se que o preparo do substrato deverá ser mais cuidadoso, a irrigação mais atenta (evitando falta ou excessos) e a adubação mais regular, o que encarece a conta final. Para minimizar custos, aproveite vasos menores, que tiveram plantinhas transplantadas, para acomodar novas mudas em desenvolvimento e opte por unidades definitivas bonitas, que dispensam o uso de cachepôs.

Rotina diária

As rotinas variam em função da relação entre as plantas e o lugar escolhido. Na prática, é preciso molhar de acordo com a necessidade de cada vegetal (variedades de regiões úmidas precisarão de água com mais frequência e as de origem em lugares secos podem ter regas mais espaçadas) e adubar rotineiramente (cerca de quatro vezes ao ano é suficiente, para canteiros).

Além disso, dependendo da espécie e do lugar, será necessário fazer podas regulares (na grama, por exemplo), afofar a terra, e remover folhas e flores caídas. E, acima de tudo, observar a saúde dos exemplares para evitar surpresas como pragas e doenças, estresses com falta ou excesso de água e deficiências nutricionais.

Em áreas maiores o trabalho se multiplica e pode ser mais confortável contar com a ajuda de um profissional, assim como em algumas situações específicas, como a poda de árvores, por exemplo. Portanto, leve em conta no cálculo a necessidade periódica de um jardineiro e, antes de começar a cultivar, considere seu tempo e disposição para o trabalho do dia a dia.

Cursos gratuitos de jardinagem

  • Escola Municipal de Jardinagem, no Parque Ibirapuera

    Há diversos cursos oferecidos pela prefeitura de São Paulo, por meio da Escola Municipal de Jardinagem, no Parque do Ibirapuera. Mais informações no site da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/servicos/escola_de_jardinagem) ou pelos telefones (11) 5574-0705 | 5539-5291.

  • iPED - Instituto Politécnico de Ensino a Distância

    O curso básico online prevê noções sobre jardinagem (www.iped.com.br/cotidiano/curso/jardinagem).

  • Jardim Botânico do Recife

    A prefeitura da capital pernambucana oferece cursos periódicos de jardinagem, através do Jardim Botânico. Fique de olho no site: www.recife.pe.gov.br ou informe-se pelos telefones: (81) 3355-0002 | 3355-000

  • Jardim Botânico Municipal de Santos “Chico Mendes”

    O Jardim Botânico Municipal de Santos oferece curso anual gratuito de jardinagem. Para participar fique de olho no site da prefeitura: www.santos.sp.gov.br

  • Sesc SP

    O Serviço Social do Comércio de São Paulo (Sesc SP) oferece cursos sobre jardinagem, paisagismo e meio ambiente. Os temas são diversos e mudam periodicamente. Para saber mais, acesse o site da instituição: www.sescsp.org.br

Ferramentas

O uso de ferramentas depende das plantas e do tamanho do jardim. Para começar, todavia, são necessários uma mangueira ou um regador, uma tesoura de poda (para remover folhas ou ramos secos ou doentes) ou tesourão para cortar grama e uma pá condizente com o porte das plantas.

Se o espaço for maior, um arrancador de inço (ou  despreguejador) ajuda a tirar os matinhos com a raiz. Além disso, um borrifador é sempre útil para aplicar fertilizantes líquidos ou pesticidas naturais para controlar pragas e doenças.

Ferramentas essenciais

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    Para adubar e curar: pulverizador

    Seja o modelo de mão ou costal é utilizado para aplicar defensivos e adubação foliar sobre os vegetais. O utensílio serve para atingir especificamente as folhas ou zonas restritas da plantação.

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    Para limpar jardins grandes: vassoura de jardim ou ancinho

    É utilizada para a limpeza de jardins e deve ser resistente para retirar, inclusive, os rastros de terra e folhas secas. Esta é uma ferramenta essencial em jardins com árvores próximas e após o corte da grama. Uma dica: o utensílio precisa ser de fácil lavagem.

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    Para limpar jardins pequenos: ancinho de três dentes

    Indicado para pequenas hortas é usado para descompactar, arar e limpar o solo ao redor das plantas.

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    Para plantar: pá (dimensione o item conforme a planta)

    É a colher do jardineiro. Faz transplante de torrão sem que se perca o substrato em redor, ajuda a montar vasos e a manipular produtos, como adubos. Muito utilizada também para fazer as covas para a semeadura.

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    Para podar: tesoura (dimensione o item conforme a planta)

    Muito utilizada para a poda de limpeza em pequenas árvores, arbustos ou flores e, em especial, para as podas periódicas das roseiras, que demandam cortes precisos.

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    Para proteger: luvas

    As luvas são essenciais para proteger as mãos de possíveis ferimentos ocasionados pelas ferramentas, por espinhos ou pedras do jardim. Mantenha-as em bom estado e limpas e opte pelas de material resistente e que ofereçam firmeza na pegada.

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    Para regar jardins grandes: mangueira

    É o equipamento apropriado para irrigar áreas mais extensas, mas atente-se: o jato de água deve ser suave e bem distribuído, pois os muito fortes podem machucar as plantas. Existem mangueiras perfuradas colocadas diretamente no chão que permitem uma rega suave da terra.

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    Para regar jardins pequenos: regador

    Regadores são muito versáteis, pois além de molharem plantas e terra com sementes são ótimas ferramentas para aplicação de fertilizantes. Existem vários tipos de bicos e crivos, indicados para irrigação correta de cada tipo de solo. Mas se tiver que optar por um, aposte nos regadores com ponta em peneira e bico comprido, que não machucam as plantas, pois derramam suavemente a água.

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Fonte: Fonte: Patricia Alvarenga, paisagista e professora de implantação de jardins do Instituto Brasileiro de Paisagismo (Ibrap), e Ricardo Portilho, paisagista.

Fontes: Guilherme Coelho, engenheiro agrônomo e paisagista; e Marcos Malamut, paisagista.

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