Casa e decoração

Não sabe o que fazer com a árvore de Natal? Veja como inseri-la no jardim

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Tuias são muito usadas na decoração de Natal no Brasil. Replante-as após as festas imagem: Getty Images

Simone Sayegh

Do UOL, em São Paulo

O hábito de enfeitar árvores no Natal possivelmente se originou no norte da Europa a partir do século 16. Desde então, muitas famílias decoram suas casas no Natal com pinheiros ou espécies de formatos semelhantes. No Brasil, tal tradição também é seguida e, a cada ano, novos exemplares são comercializados. Mas, quando as festas acabam, os pinheirinhos comumente são descartados. Todavia, é possível até mesmo nos trópicos, incorporar as árvores natalinas ao paisagismo e torna-las permanentes no jardim.

Espécies coníferas como ciprestes, pinheiros e tuias - as árvores mais empregadas no Natal brasileiro - são ornamentais e garantem o verde perene por não perderem as folhas nos meses de inverno. Além disso, quando plantadas em grupos, oferecem um verdadeiro bosque aromático pelo perfume característico de suas folhagens.

Do vaso ao jardim

As coníferas possuem folhas em formato de escama, estreitas, pontiagudas e duras, mas as espécies podem apresentar diferentes adaptações ao ambiente: algumas se dão bem à meia-sombra, outras exigem sol pleno. De modo geral, as tuias devem ser plantadas sob a luz direta do sol e em solo fértil, preferencialmente em temperaturas mais amenas. São bastante cultivadas como plantas isoladas ou em conjunto, de forma simétrica e podada, em jardins de estilo francês, italiano e até japonês.

As tuias também podem ser transplantadas dos vasos para o jardim, mas o local de destino deve ter espaço suficiente para que a árvore se desenvolva e atinja sua altura máxima. Por isso, ao plantar, deixe um espaço livre mínimo e circundante de dois metros, além de observar certa distância de janelas - para evitar sombras - redes elétricas e calhas, a fim de minimizar danos e acidentes.

A cova no canteiro deve ser cerca de dez centímetros mais larga e profunda do que a do vaso e, ao fazer o transplante, busque incorporar húmus e terra vegetal ao solo. O mais importante, porém, é que o caule fique na mesma altura em que estava quando no recipiente, para não apodrecer. As regas deverão ser mais intensas nos primeiros dias após o plantio; depois é suficiente regar duas a três vezes por semana, no verão, e até duas vezes, no inverno.

Tuias, pinheiros e ciprestes não devem ser plantados em jardins sobre lajes (em prédios, por exemplo) por possuírem raízes pivotantes (com um ramo principal mais pronunciado), que crescem para baixo o equivalente ao que a planta se projeta para cima, o que danificaria a impermeabilização e/ou a própria estrutura.

Fontes: Gisele Fracari, Nô Figueiredo e Patricia Zambon, paisagistas.

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