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Natureza na janela: veja dicas de cultivo e espécies para usar em floreiras

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As floreiras podem trazer mais vivacidade a sua janela, monte o seu cantinho natural imagem: Getty Images

Simone Sayegh

Do UOL, em São Paulo

Montar uma floreira pode parecer fácil, afinal ela nada mais é do que um vaso retangular. No entanto, como cada planta envasada requer um tipo de cuidado, criar floreiras com mais de uma espécie exige atenção especial em relação à composição, à insolação do local escolhido e ao material do recipiente. Para facilitar tal projeto, o UOL Casa e Decoração reuniu algumas regras básicas que ajudam a garantir o crescimento saudável das plantas e a manutenção reduzida.

Atente-se em primeiro lugar ao material escolhido: plástico, cerâmica, concreto, etc.. A eleição deve levar em conta o local onde a jardineira será acomodada, além de quesitos como a manutenção e a insolação exigida pelos vegetais a serem plantados e, por fim, o volume a ser suportado. As de concreto são muito pesadas para instalação externa, as de plástico são mais leves, mas esquentam mais. Já as de cerâmica são permeáveis e permitem troca de calor, não aquecendo o solo e consequentemente as raízes. Independentemente do tipo de material, se a floreira for suspensa, a instalação deve ser feita levando em consideração o peso do recipiente e os acessórios e ferragens próprios para sustentar tal carga. Também é necessário averiguar a base onde o item será ancorado, portanto, a avaliação de um arquiteto e/ou engenheiro civil é recomendável.

Tipos de floreiras

  • Alvenaria

    As floreiras de alvenaria podem ser projetadas e construídas no tamanho, formato e textura desejados, possibilitando, inclusive, sua integração com a arquitetura do local. A drenagem e a impermeabilização desses equipamentos são essenciais para a vida do que for plantado, sendo este um item imprescindível a ser previsto durante a construção.

  • Barro, cerâmica ou terracota

    Embora os vasos de barro, cerâmica e terracota sejam bastante decorativos, são mais frágeis e pesam muito, além de secarem rápido em climas muito quentes devido às paredes muito porosas. Como há um maior escoamento, as regas precisam ser mais frequentes. Por outro lado, sua porosidade confere ótima ventilação e drenagem de água.

  • Concreto

    Tais variedades, com formas e tamanhos diversos são resistentes e duradouras, além de boas opções para apartamentos que não dispõem de espaços externos, possibilitando o cultivo de flores ou de uma pequena horta. No entanto, a instalação precisa ser avaliada e autorizada pelo condomínio e o suporte deve ser resistente. Esses recipientes têm fácil manutenção, mas são pesados, com difícil moção.

  • Madeira

    Floreiras de madeira dão um aspecto natural e rústico aos jardins e janelas e são fáceis de construir, podendo, inclusive, ser fixadas a painéis verticais feitos com o mesmo material. O principal inconveniente é a manutenção: cara e difícil. Uma dica é optar por versões protegidas por vernizes especiais, que evitam o apodrecimento e o ataque de insetos, como cupins.

  • Plástico

    As floreiras de plástico são encontradas em diversas cores, formatos e tamanhos e por se tratar de um material leve, têm sido difundidas para jardins suspensos e verticais. São fáceis de limpar, mas podem desbotar pela ação do sol. Outro fator negativo é que em espaços abertos, tendem a absorver muito calor. É possível também encontrar em PVC modelos que imitam outros materiais como a terracota.

O lugar influencia?

Quanto ao local, as jardineiras de alvenaria tendem a esquentar menos quando o sol incide sobre elas, se estiverem em ambientes internos. As de balcão, penduradas em pontos externos à construção, e as plástico poderão apresentar ressecamento do substrato mais rapidamente, principalmente, se receberem o sol da tarde. Para solucionar esse problema, aumente a frequência das regas.

O posicionamento também determina a escolha das espécies, que deve ser feita em relação à orientação cardeal dos recipientes em espaços externos: evite colocar plantas de meia sombra ou sombra em jardineiras com orientação norte e oeste, pois as folhas serão sensíveis ao sol mais forte. Já em floreiras com orientação sul, as variedades de sol pleno serão afetadas pelas sombras geradas pelas edificações e outros obstáculos e haverá menor quantidade de botões, que podem não abrir. Para leste é importante observar quanto de luz solar incide diretamente  até o meio-dia, porque mudas de folhagens sensíveis, como begônias, poderão apresentar queimaduras.

Tipos de floreiras

  • Alvenaria

    As floreiras de alvenaria podem ser projetadas e construídas no tamanho, formato e textura desejados, possibilitando, inclusive, sua integração com a arquitetura do local. A drenagem e a impermeabilização desses equipamentos são essenciais para a vida do que for plantado, sendo este um item imprescindível a ser previsto durante a construção.

  • Barro, cerâmica ou terracota

    Embora os vasos de barro, cerâmica e terracota sejam bastante decorativos, são mais frágeis e pesam muito, além de secarem rápido em climas muito quentes devido às paredes muito porosas. Como há um maior escoamento, as regas precisam ser mais frequentes. Por outro lado, sua porosidade confere ótima ventilação e drenagem de água.

  • Concreto

    Tais variedades, com formas e tamanhos diversos são resistentes e duradouras, além de boas opções para apartamentos que não dispõem de espaços externos, possibilitando o cultivo de flores ou de uma pequena horta. No entanto, a instalação precisa ser avaliada e autorizada pelo condomínio e o suporte deve ser resistente. Esses recipientes têm fácil manutenção, mas são pesados, com difícil moção.

  • Madeira

    Floreiras de madeira dão um aspecto natural e rústico aos jardins e janelas e são fáceis de construir, podendo, inclusive, ser fixadas a painéis verticais feitos com o mesmo material. O principal inconveniente é a manutenção: cara e difícil. Uma dica é optar por versões protegidas por vernizes especiais, que evitam o apodrecimento e o ataque de insetos, como cupins.

  • Plástico

    As floreiras de plástico são encontradas em diversas cores, formatos e tamanhos e por se tratar de um material leve, têm sido difundidas para jardins suspensos e verticais. São fáceis de limpar, mas podem desbotar pela ação do sol. Outro fator negativo é que em espaços abertos, tendem a absorver muito calor. É possível também encontrar em PVC modelos que imitam outros materiais como a terracota.

O que plantar?

Sobre os vegetais em si, procure não plantar espécies com folhas e flores delicadas - que se rasgam com facilidade - em locais com ventos fortes ou constantes, como em áreas litorâneas ou em maiores altitudes. Se sua jardineira for rasa escolha espécies com raízes não muito grandes, pois a falta de espaço prejudicaria seu desenvolvimento.

Pesquise antes de reunir em um mesmo recipiente duas ou mais espécies. No caso de hortaliças, por exemplo, a hortelã que deve estar preferencialmente em um vaso exclusivo, sem outros cultivares, porque sua raiz se espalha sem dificuldade e “sufoca” as das demais plantas. Por fim, limpe regularmente as folhas secas e flores murchas para garantir maior beleza a sua floreira.

Fontes: Gisele Fracari, paisagista, e Regina Castilho, paisagista e professora de Fitotecnia, Tecnologia de Alimentos e Sócio-economia da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho (Unesp - Campus Ilha Solteira).

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