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Aprenda a cuidar das plantas durante longas ausências

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Em primeiro lugar é preciso conhecer as necessidades de regas de cada espécie imagem: Getty Images

Karine Serezuella

Do UOL, em São Paulo

Você já foi surpreendido pelo o mau estado de suas plantas após voltar de uma viagem de férias ou de um feriado prolongado? A falta de cuidados, em especial, a suspensão de regas durante longas ausências pode comprometer a saúde das espécies, provocando perda de flores, amarelamento e ressecamento de folhas e caules e, até mesmo, a morte dos exemplares. Por isso, quando permanecer fora de casa por um período extenso (dias ou semanas), o ideal é planejar a manutenção adequada de seus vasos, canteiros ou jardim. Veja a seguir sete dicas do UOL Casa e Decoração e viaje tranquilo!

1.    Conheça as necessidades de irrigação
Em primeiro lugar, observe as plantas para conhecer as necessidades de cada espécie, principalmente com relação à irrigação. Considere, também,  que a quantidade de água necessária depende das particularidades do lugar de cultivo (se o ambiente é interno ou externo, se a base é um vaso ou canteiro, se há sol ou a luminosidade é indireta, se o local é bem ventilado, entre outros). Por isso, é importante sempre pesquisar sobre a manutenção dada a cada tipo ou grupo de planta cultivado.

Exemplos de plantas: como regar?

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    Espécies frutíferas ou floríferas em vasos

    Durante os meses mais quentes do ano, de modo geral, as plantas que são cultivadas em vasos e produzem flores e/ou frutos (por exemplo, jabuticabeiras, pitangueiras, açucenas e columéias) precisam receber água diariamente. No caso de viagens longas, o melhor a fazer é acoplar um gotejador ao recipiente.

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    Suculentas e cactáceas

    Por acumularem certa quantidade de água em suas folhas e caules, os vegetais do grupo das suculentas ou cactáceas podem passar dias e até semanas sem irrigação. Logo, quando for se ausentar, se quiser adaptar um sistema de rega a essas espécies, a quantidade de água liberada pelo gotejador deve ser mínima, pois o excesso de umidade tende a causar a morte dessas plantas.

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    Ervas em jardineiras ou canteiros

    As herbáceas, tais como as ervas aromáticas plantadas em jardineiras ou canteiros, demandam irrigação frequente, sendo, por vezes, diária ou cada dois ou três dias, variando conforme o clima. Para essas plantas, o ideal é também adaptar um sistema de rega durante as longas viagens e em feriados prolongados.

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    Orquídeas em vasos

    As orquídeas plantadas em vasos suportam longos períodos sem que seja necessário irrigá-las, pois os substratos nos quais são cultivadas são adequados à maior retenção de água. Uma dica é regar bem antes de sair, mas sem encharcar demais, e mantenha-as em locais protegidos do sol direto. As orquídeas, de forma geral, toleram mais a seca do que o excesso de água.

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    Folhagens

    As folhagens como jiboias, samambaias, lírios da paz e bromélias podem ser molhadas a cada dois dias, porém a rega costuma variar de acordo com a espécie e o clima. Um exemplo é o das samambaias que, durante o verão, precisam de regas diárias (uma ou duas vezes no dia). Por isso, nesses casos, providencie um sistema de irrigação automático.

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    Jardins

    Em meses de intenso calor e chuvas escassas, o ideal é regar o gramado, as folhagens, herbáceas e arbustos do jardim a cada dois dias, dependendo das espécies plantadas. Uma dica para quem vai viajar e possui uma área ajardinada em casa é investir na irrigação automatizada, com horários programados para as regas.

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Fonte: Carmen Mouro, paisagista e arquiteta de exteriores, e Maria Solange Francos, professora do curso de jardinagem do Senac - unidade Lapa Tito (SP)

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Gotejador com torneira regulável para a irrigação imagem: Rogério Cassimiro/ Folhapress
2.    Monte um sistema de rega

Monte um sistema de rega por gotejamento ou adquirir um irrigador com "timer". Nas lojas de jardinagem é possível encontrar produtos nos quais o usuário acopla uma garrafa PET com água e regula o tempo de gotejamento. Outra opção é criar um modelo caseiro, utilizando a garrafa PET, virada para baixo:  antes de posicioná-la junto ao solo, faça um furo na tampa para que a água escorra de forma contínua, porém, lentamente. Dica: faça furos bem finos do lado oposto do reservatório para que a entrada de ar facilite o escoamento.

3.    Não coloque água nos pratinhos dos vasos
Não coloque água no prato que fica sob o vaso: isso pode atrair insetos e criar um ambiente propício para a reprodução de mosquitos, como o Aedes aegypti, transmissor da dengue. Além disso, dependendo da interrupção das regas, esse líquido vai apenas umidificar o fundo do recipiente, sem suprir a necessidade de irrigação do exemplar

4.    Não molhe demais a planta
Salvo algumas exceções, regar demais a planta antes de se ausentar é um erro: o excesso de água “afoga” o vegetal, promovendo o apodrecimento das raízes e causando, em muitos casos, a morte do espécime.

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Gotejador com torneira regulável para a irrigação imagem: Rogério Cassimiro/ Folhapress

5.    Evite podas e adube somente se necessário
Evite realizar podas nas plantas antes de viajar por um longo período, porque após o corte, é importante acompanhar o crescimento e o desenvolvimento do exemplar. Forneça nutrientes ao vegetal somente se ele estiver em período de adubação ou se houver algum sintoma de carência nutricional como, por exemplo, o aparecimento de folhas novas com tons amarelados ou com má formação.

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Nunca regue demais a planta antes de viajar imagem: Getty Images
6.    Mantenha a planta no ambiente ao qual ela está adaptada
As variedades devem ser deixadas nos locais onde estão bem adaptadas, por isso, não é aconselhável mudá-las de lugar em casos de férias ou viagens mais prolongadas, salvo em algumas circunstâncias, como a de orquídeas expostas ao sol direto. Por outro lado, preste atenção na ventilação do espaço: o ideal é que as plantas nunca fiquem em ambientes “sufocados”.

7.    Sinais de doenças ou pragas? Trate a planta antes de viajar
Se verificar algum sintoma estranho em sua planta ou identificar a presença de pragas como pulgões e cochonilhas ou o desenvolvimento de fungos, não a deixe sem tratamento. No caso de pulgões e cochonilhas, recomenda-se a remoção mecânica dos insetos (caso seja possível), acompanhada de pulverizações com emulsões de sabão de coco, detergente neutro ou extratos vegetais como calda de fumo de corda ou óleo de nim. Para a infestação por fungos, é importante avaliar se não há excesso de água no substrato e procurar nas lojas de jardinagem os fungicidas específicos para cada caso. Para não se enganar em relação aos químicos, busque a orientação de um engenheiro agrônomo.

Fontes: Carmen Mouro, paisagista e arquiteta de exteriores, e Maria Solange Francos, professora do curso de jardinagem do Senac - unidade Lapa Tito (SP).

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