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A luz que vem do teto não serve só para clarear; veja como aproveitá-la

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Associe os pendentes a outros tipos de luminárias, para melhorar a abrangência da luz imagem: Getty Images

Juliana Nakamura

Do UOL, em São Paulo

A iluminação instalada no teto ou no forro de uma casa pode ter muito mais funções do que apenas clarear. Com ela é possível obter efeitos decorativos interessantes, dar amplitude aos espaços e, até, destacar detalhes da arquitetura e da ambientação.

Na maior parte das residências, a claridade que vem de cima consiste na principal fonte de luz dos ambientes e é responsável por garantir conforto para a realização das atividades diárias. Pendentes, plafons e lustres estão entre os recursos utilizados, mas antes de definir em qual solução investir é necessário analisar as características do ambiente em questão.

O que observar?

"Itens como a altura do pé-direito, o tipo de forro (gesso, madeira, laje de concreto e se a superfície é plana ou inclinada), a infraestrutura elétrica, as cores e texturas dos acabamentos são alguns pontos a serem avaliados em conjunto", afirma o projetista de iluminação Jefferson Garcia.

Também é importante levar em conta o perfil de quem vai ocupar o espaço e seus hábitos. Assim como não esquecer que a luz necessária em um quarto é distinta da exigida em um home theater e diferente da empregada na cozinha, por exemplo.  

"Para salas indicamos uma iluminação principal que pode ser feita por lustre ou pendente e complementada por focos indiretos obtidos por colunas ou abajures. Já para dormitórios, sugerimos luminárias de embutir próximas às portas dos armários", exemplifica a arquiteta Juliana Abbud, sócia do escritório Formalis Arquitetura & Cenografia.

Tipos de luminárias

Há inúmeros modelos de luminárias que podem ser instaladas no teto e a escolha da melhor opção vai muito além da estética. Entre as tipologias mais utilizadas estão as embutidas. "Direcionáveis ou fixas, essas luminárias conferem um visual ‘clean’ e, desde que haja um forro para encaixá-las, podem ser usadas em todos os ambientes", explica a arquiteta Fernanda Bittencourt, sócia da Traço Final Arquitetura & Interiores.

Populares e instalados rentes ao teto, os plafons são alternativas versáteis. Usados especialmente em banheiros e corredores são ideais para áreas com pé-direito baixo. "Os plafons geram efeito indireto, ou seja, a luz é irradiada para o teto e por ele é refletida", esclarece Bittencourt. Todavia, seu uso em cômodos mais amplos requer luminárias auxiliares com focos direcionáveis para a leitura, por exemplo.

Empregados em salas de jantar, os pendentes muitas vezes têm mais função decorativa do que de iluminação, ao contrário dos lustres, com alcance mais amplo. Ambos, porém, são indicados para ambientes com pé-direito variável entre médio a alto e precisam ser proporcionais à área de abrangência. "Pendentes são sempre bem-vindos, mas devemos lembrar que eles servem para valorizar ou iluminar um plano, ou seja, uma mesa de jantar, de jogos, um balcão ou até mesmo dar destaque a um ponto do lavabo ou do quarto", salienta Garcia.

Também presos ao teto ou dispostos em trilhos junto ao forro, os spots são sugeridos para enfatizar peças decorativas, como quadros. "Seu foco de luz é centrado e direcionado, sendo pouco recomendado para iluminar ambientes como um todo", afirma Bittencourt.

Sancas e rasgos no forro

Para quem quer dar um ar mais sofisticado ao ambiente, a iluminação escondida em sancas (rasgos realizados no forro) é sugerida, mas evite a instalação de luzes em cores como azul e verde, atenha-se aos espectros claros como amarelo (mais aconchegante) e branco.

A sanca, geralmente de gesso, pode ser uma abertura posicionada no meio do ambiente, acompanhar linearmente duas paredes e até definir o espaço marcando todo o seu perímetro. Uma medida usual para tais estruturas é de 40 cm a 50 cm de largura e altura de 10 cm a 15 cm. "É importante que o dimensionamento do rasgo seja suficiente para que o eletricista consiga mexer e fazer qualquer tipo de vistoria", alerta Abbud.

Para iluminar esses nichos, o ideal é recorrer às lâmpadas "quentes", que criam um clima mais ameno. Garcia conta que, por muito tempo, as sancas foram equipadas com lâmpadas fluorescentes, mas atualmente há alternativas melhores, como a fita de LED que possibilita variações de tons e intensidades. 

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Claraboias são aberturas no teto que permitem a entrada de luz e/ou ventilação imagem: Getty Images
Luz zenital

Criar aberturas no teto para a entrada de luz natural é mais um recurso que pode ser explorado para incrementar a iluminação da casa, especialmente em ambientes profundos e espaçosos. A luz zenital pode ser empregada por razões estéticas, para diminuir a necessidade de iluminação artificial ou mesmo quando há poucas janelas.

Vários elementos propiciam o aproveitamento da luz do dia como claraboias, ‘sheds’ (telhados com ‘dentes’ criados por inclinações e com envidraçamento vertical) e átrios. Eles basicamente diferem entre si em relação ao seu formato e posicionamento na cobertura. Também podem ser utilizados os lanternins, que consistem em aberturas na parte superior do telhado e são indicados para ambientes quentes e com pé-direito alto, já que não apenas possibilitam a entrada da luz, como também favorecem a ventilação.

Quando se fala em luz zenital, um cuidado importante é nunca ter uma área de abertura superior a 10% da dimensão do piso, pois isso pode implicar em problemas térmicos. Também é necessário estudar bem o local onde essas aberturas serão colocadas. "A luz zenital deve ser evitada no plano de trabalho, pois não permite uma iluminação homogênea por muito tempo", ressalva Fernanda Bittencourt.

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