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Vasinhos enfeitam a casa: cultive plantas em suportes pequenos sem medo

Karine Serezuella

Do UOL, em São Paulo

As plantas trazem frescor e beleza a qualquer ambiente da casa, mesmo quando cultivadas em suportes bem pequenos. Mas vegetais sobrevivem de forma saudável em um vaso com poucos centímetros de altura? Embora a área para as raízes crescerem seja modesta e a quantidade de substrato pouca, cultivar em um recipiente mínimo é possível. Para isso, você precisa optar pela espécie certa e tomar os cuidados adequados. A seguir, o UOL Casa e Decoração esclarece as dúvidas de plantio e indica as variedades que resistem melhor a espaços ínfimos.

Que espécie plantar?

As mini orquídeas, as violetas e as suculentas como a calanchoê e a rosa-de-pedra têm tamanho 'final' não muito grande e conseguem viver bem em vasos pequenos. Por outro lado, caso queira plantar uma folhagem em um suporte de pouco volume, o dinheiro-em-penca é uma boa opção, mas, nesse caso, você deve realizar podas para que ela não cresça demais. Clique no álbum no topo do texto e conheça um pouco mais sobre cada uma das espécies mencionadas.

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Plantas como a suculenta calanchoê conseguem viver bem em vasos pequenos imagem: Getty Images
Onde colocar o vasinho?

Um suporte pequeno (ou vários deles) pode ser colocado em qualquer lugar da casa, contudo a necessidade de luz de cada espécie deve sempre ser respeitada. Por exemplo, a violeta precisa ficar em local com bastante luminosidade, mas protegida do sol direto para que as folhas não queimem. Já o dinheiro-em-penca pode ser cultivado à meia sombra. 

Vale improvisar o suporte?

Potes, latas, canecas e fundos de garrafas PET se transformam em suportes eficazes para sua planta, mas o ideal é que esses vasinhos improvisados tenham um furo em suas bases. Assim o excesso de água da rega ou das chuvas (no caso do recipiente ficar numa área externa descoberta) sai pelo orifício e você não corre o risco de “afogar” a plantinha.

Dicas práticas de como plantar e como cuidar

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    Muda ou semente?

    Em vasos muito pequenos, prefira iniciar o cultivo com mudas, pois com a utilização das sementes, o crescimento é desigual e boa parte delas acaba por não germinar.

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    Que substrato usar?

    O tipo de substrato depende muito da espécie. Para as suculentas, misture duas medidas de areia para uma de terra adubada. No caso das violetas e do dinheiro-em-penca, use 50% de areia e 50% de terra. No cultivo das mini orquídeas, musgos, substratos em pó e 'chips' de coco são indicados. Dica: mesmo em vasinhos, coloque pedriscos no fundo do suporte para evitar o acúmulo de água nas raízes.

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    Como regar?

    Como a reserva de água é pequena em suportes com pouco volume, fique atento à umidade do solo. Por outro lado, para não acabar regando demais a planta, molhe-a com o auxílio de um borrifador. Desta forma, você espalha a água aos poucos sobre a base da espécie. Lembre-se: os horários ideais para a irrigação são o período da manhã ou ao anoitecer.

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    Como adubar?

    Faça a adubação natural. Para plantas com flores: misture farinha de ossos (três colheres de sopa), torta de algodão (uma colher de sopa) e húmus de minhoca (oito colheres de sopa). Para as folhagens, as medidas são três colheres de torta de algodão, uma colher de farinha de ossos e oito colheres de húmus. No vasinhos pequeninos, coloque uma colher de chá do adubo, no máximo, duas vezes no ano.

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    Devo podar?

    As plantas cultivadas em vasos bem pequenos, de modo geral, não precisam de podas. Basta realizar a limpeza, eliminando as folhas e flores secas. Porém, no caso do dinheiro-em-penca, faça uma pequena poda de contenção, sempre que houver necessidade.

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    Como tratar a planta doente?

    Para o combate de pulgões e cochonilhas, você pode borrifar uma solução de água morna com raspas de sabão de coco diluídas sobre as folhas atingidas. Uma alternativa é misturar óleo de nim (ou neem, vendido em lojas de jardinagem) com água, conforme instruções contidas na embalagem do produto. Aplique a mistura ao anoitecer para evitar que as folhas 'queimem'.

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Fontes consultadas: Carlos Alberto Marangon, técnico agrícola e gerente de produção da Ecoflora e Nô Figueiredo, paisagista

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