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Veja dez coisas podem deixar sua casa brega, segundo decoradores

Karine Serezuella

Do UOL, em São Paulo

É difícil definir o que é cafona na decoração. Diferentes gostos e estilos representam o modo de viver de cada um e o que hoje parece brega, pode em questão de poucos anos (ou até meses) ter sido ou voltar a ser estiloso. No entanto, é possível apontar algumas peças que tendem a comprometer a ambientação em caso de exagero, má qualidade ou uso, digamos, inapropriado. Consultados pelo UOL Casa e Decoração, 20 arquitetos e decoradores de São Paulo elencam as dez coisas que beiram a cafonice e dão dicas de como usá-las de uma maneira agradável ou substituí-las na decoração. Veja, vote e deixe seu comentário: você concorda com os profissionais?

1.    Flores artificiais (especialmente as de plástico)

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imagem: Getty Images
As plantas feitas de plástico, dependendo da sua qualidade, ao invés de enfeitar a casa, tendem a deixá-la com um ar desagradável, em especial se estiverem com aquela camadinha de poeira. Assim, prefira as naturais que levam beleza ao ambiente, além de perfumar e, muitas vezes, melhorar o ar.  Caso goste muito das versões artificiais, invista em produtos com bom acabamento (há exemplares que imitam as naturais quase à “perfeição”) e os mantenha sempre limpos.

2.    Tecidos que imitam pele de animal

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Os tecidos estampados com as padronagens que imitam pele de animal, conhecidos como “animal print”, são - quase sempre - vistos como de mau gosto na decoração. Portanto, é preciso muita cautela ao usar esse tipo de revestimento, porque o visual tende a ficar sobrecarregado e, até mesmo, cafona. As dicas são: substitua a imitação por couro bovino original e certificado e/ou apenas aplique os tecidos "animal print"  em uma única peça (um móvel ou um tapete, por exemplo).

3.    Pisos que imitam madeira, pedra e até grama

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Quando são feitas imitações grosseiras de outro material, sem os veios e texturas do acabamento natural, os revestimentos frios como porcelanatos parecem falsos e não caem bem na decoração. Existem “cópias” de boa qualidade, mas, entre elas, dê preferência para as que imitam cimento queimado, porque têm textura e cor muito próximas ao original. Se a intenção é usar madeira, o ideal é optar pelo material original. Caso o orçamento esteja apertado, os laminados que se assemelham à madeira são alternativas mais aconselháveis do que as cerâmicas. Quanto aos pisos frios que reproduzem as pedras, os produtos com veios e até buraquinhos, típicos das pedra natural, são os ideais. Agora, se a intenção for usar os “pisos-gramas”, esqueça! Ou empregue apenas se a ideia for criar um visual kitsch.

4.    Peças de Romero Britto

Wanezza Soares/UOL
imagem: Wanezza Soares/UOL
Embora Romero Britto seja um artista plástico reconhecido mundialmente por sua arte genuína, suas estampas acabaram sendo aplicadas em uma infinidade de objetos. Quadros, pôsteres, esculturas, almofadas, malas, acessórios para cozinha, estofados, sapatos, sombrinhas levam as cores e traços característicos a todos os cantos. Além disso, a reprodução da obra em peças falsificadas colaborou para que os itens, hoje comercializados de 'home centers' a lojas de bairro, fossem vistos como cafonas. Em todo caso, se você aprecia as obras do artista, invista em uma única peça original que combine com a decoração do ambiente. Outra saída, mais em conta, é adquirir o livro que trate do trabalho de Romero e deixá-lo à mostra sobre a mesa de centro.

5.    Esculturas no jardim

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As esculturas, em especial aquelas de pequenos gnomos e anjinhos, não são boas opções quando se quer valorizar a composição do jardim. O uso, porém, está liberado caso a intenção seja a de criar uma atmosfera caricata. Alternativas aos "anões de jardim" são as esculturas assinadas por artistas renomados, bem como vasos de cerâmica vitrificados, capazes de levar traços de cor à decoração da área ajardinada.

6.    Móveis que formam um conjuntinho

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Possivelmente, lá no passado, você viu uma sala decorada com conjuntinhos de estofados, mas a moda ficou para trás. Em vez de usar sofás e poltronas com (exatamente) o mesmo design ou aparador, mesa e cadeiras de jantar feitos do mesmo material, opte por peças diferentes, mas que conversem entre si. Por exemplo, combine a marcenaria com móveis espelhados ou objetos em aço com peças laqueadas para conseguir uma composição menos monótona e mais personalizada.

7.    Objetos de time de futebol

Divulgação/ Montagem UOL
imagem: Divulgação/ Montagem UOL
Futebol é paixão e isso ninguém discute, mas sobrecarregar a decoração da casa com objetos do seu time pode tornar o espaço cansativo. Uma saída para expressar a devoção ao clube é criar um cantinho exclusivo dedicado às partidas via TV. Caso você seja solteiro(a) e queira homenagear a equipe, utilize (sem exageros!) as cores do time na ambientação do seu quarto.

8.    Porta-retratos aleatórios

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Fica confuso e nada bonito espalhar de forma aleatória e por vários cantos da casa diversos porta-retratos. Essas molduras são objetos capazes de trazer a história da família ao lar e devem ser usados para dar personalidade e emoção ao ambiente. Portanto, componha um conjunto bem pensado, com belas peças que conversem entre si e as "recheie" com fotos bem tiradas e escolhidas com carinho. 

9.    Capas de sofá

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A capa de sofá, que foi pensada para proteger e/ou esconder imperfeições no acabamento do móvel, pode ser uma saída deselegante quando o produto é de baixa qualidade ou não se adapta perfeitamente ao estofado. Se você quer renovar o sofá, a melhor alternativa é contratar o serviço de uma empresa especializada em tapeçaria para fazer a troca de todo revestimento. Agora, se preferir mesmo usar a capa, adquira uma feita sob medida, que se encaixe com perfeição no seu móvel.

10.    Quadros díptico e tríptico

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Um díptico é um quadro dividido em duas placas ligadas entre si por uma peça ou simplesmente pelo conceito. Para os casos com três partes, se dá o nome de tríptico. Tais suportes foram largamente utilizados no correr da história da arte e há exemplos famosos e belíssimos de quadros sacros e pinturas que abrangem muitos elementos, como "O Jardim das Delícias Terrenas", do holandês Hieronymus Bosch (1450-1516 - datas estimadas). Porém, os modelos de quadros divididos passaram a ser vistos como cafonas pela utilização em larga escala, com temáticas de pouco valor artístico e por sempre combinarem com o sofá ou com a cor da parede. Todavia, se você não abre mão desses quadros bi ou tripartidos, dê preferência aos temas abstratos e aos tons diferentes dos usados no mobiliário ou nos acabamentos. Desta forma, eles se tornam menos cansativos e a decoração não fica monótona.

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