Casa e decoração

Piso aquecido é opção para esquentar a casa no inverno; veja como funciona

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Através do aquecimento do piso, o calor é dissipado pelo ambiente por radiação imagem: Getty Images

Karine Serezuella

Do UOL, em São Paulo

Nos meses mais frios do ano, não seria nada mal ter em casa um piso aquecido que mantém a temperatura do ambiente agradável. Mais comum em imóveis localizados nos estados do sul do país, tal sistema de calefação propaga o calor de baixo para cima, possibilitando conforto térmico.

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Mas como funciona o piso aquecido? Vale a pena investir? Para sanar essas e outras dúvidas, o UOL Casa e Decoração conversou com especialistas e aponta prós e contras do piso térmico. Leia, vote na nossa enquete e opine nos comentários ou conte sua experiência.

O que é?

O piso aquecido, térmico ou radiante é um sistema de aquecimento através do chão, onde o calor é dissipado pelo ambiente por radiação (difusão). De modo geral, o chão aquece durante a primeira hora até seis graus e, a partir da segunda hora, começa a esquentar o cômodo como um todo. Regulada por um termostato, a temperatura de conforto gira em torno de 22°C e 24°C.

Existem dois tipos de sistemas disponíveis no Brasil: o elétrico (imagem acima) e o hidráulico (desenho abaixo). A constituição dos pisos é bem semelhante, o elétrico é formado por cabos calefatores (resistências) instalados sob o piso e alimentados por energia elétrica e o hidráulico é "recheado" de serpentinas por onde circula a água quente. Neste último caso, o aquecimento da água é feito por uma caldeira movida a gás, a óleo ou mesmo à energia solar - entre outras possibilidades - e instalada em uma casa de máquinas ou na área de serviço.

É seguro?

O piso aquecido é um produto não regulamentado pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). Porém, de acordo com os arquitetos e fabricantes entrevistados pelo UOL, esses sistemas de calefação são seguros e não oferecem risco de choques (no caso do elétrico), mesmo quando instalados em áreas molhadas, como banheiros. Sob o piso, o cabeamento é blindado e impermeável, com sistema de aterramento conectado aos calefatores. Todavia, caso deseje instalar um dos sistemas em casa, consulte sempre um arquiteto e/ou engenheiro civil, contrate uma empresa especializada e nunca pule etapas ou suprima elementos de instalação.

Prós e contras

Segundo o engenheiro do Grupo Astra, Cleverson Callera e o arquiteto e diretor da empresa Ateliê do Clima, Rodrigo Lopes, o piso térmico consegue aquecer todo o cômodo e não provoca a perda de umidade do ar. Por outro lado, a arquiteta Daniela Barranco Omairi afirma que no caso do sistema elétrico, o gasto enérgético não é considerado ecoeficiente e pode pesar demais na conta do mês. “Em construções novas, sugiro pensar primeiro em soluções como o isolamento térmico de paredes e janelas, antes de instalar um piso aquecido”, pondera.

O consumo

O Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), a Eletrobrás e as companhias de energia dos estados de São Paulo (AES Eletropaulo), do Paraná (Copel), de Santa Catarina (Celesc) e do Rio Grande do Sul (CEEE) não têm dados ou estudos acerca do consumo de energia elétrica do piso aquecido.

No caso dos modelos elétricos, as fabricantes sugerem gasto diário variável de 600 a 1000 watts, por metro quadrado. Isso significa que em São Paulo, caso os moradores acionem o aquecimento todos os dias em um banheiro pequeno com três m² e o consumo por dia seja de 600 watts, no final do mês, o gasto extra será de 54 kWh, o que equivale a R$ 23,54 a mais na conta de luz (dados da Aneel/ julho 2015, considerando R$ 0,43611 por kWh). O consumo do sistema hidráulico, porém, é bastante variável e depende do tipo de alimentação escolhido: gás, óleo ou energia solar.

Fontes: Charles Orlandi, do departamento de compras da empresa Piso Térmico; Cleverson Callera, engenheiro do Grupo Astra; Daniela Barranco Omairi, arquiteta; Igor Kaufeld, proprietário da Tech House; Luciana Olesko, arquiteta do escritório Olesko e Lorusso; Rodrigo Lopes, arquiteto e diretor da empresa Ateliê do Clima. 

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