Casa e decoração

Conheça o refúgio de um ex-jogador de beisebol que ganhou dois Emmys

Clement Pascal/ The New York Times
O ex-jogador de baisebol, Ron Darling, posa no escritório de seu apê no 37º andar imagem: Clement Pascal/ The New York Times

Steven Kurutz

The New York Times,de Nova York (EUA)

Ron Darling tem 54 anos e é comentarista esportivo dos jogos do New York Mets para a SNY. Antes, ele era jogador de beisebol da liga principal nos EUA, a MLB (Major League Baseball). Darling divide um apartamento no Upper East Side, em Nova York, com sua esposa, Joanna, que é designer de interiores. Ele considera o apê seu “pedaço do céu”.

O cômodo preferido do ex-jogador é o escritório, que ele chama de “a versão nova-iorquina de um refúgio do guerreiro”. Escondido em um canto do imóvel, o "home-office" é pequeno e tranquilo, um espaço silencioso com cores suaves e mobiliário básico. O repórter Steven Kurutz , do NYT, fez uma entrevista com ele, acompanhe!

Steven Kurutz, NYT: Do que você mais gosta nesta sala?

Clement Pascal/ The New York Times
O apartamento do ex-jogador fica no 37º andar de um edifício em Manhattan imagem: Clement Pascal/ The New York Times
Ron: Conheço muitas pessoas que gostam de morar em sobrados, em condomínios de casas ou algo assim, mas eu gosto de viver no alto. Nós estamos 37 andares acima do solo: daqui você pode ver todo o caminho para Nova Jersey em um dia realmente claro. É maravilhosamente tranquilo aqui. Para uma pessoa que ganha a vida falando, eu sou uma pessoa muito quieta por natureza.

Steven: Percebo que você está assistindo a um jogo.

Ron: É Baltimore contra Boston, então, certamente não são os times que estou acompanhando. Contudo, se eu assisto, acabo captando parte do que os comentaristas estão dizendo. Não estou assistindo intencionalmente, somente agregando alguma coisa "por osmose".

S.: Onde estão todas as suas recordações de beisebol? Não é comum que ex-atletas tenham uma sala de troféus?

R.: Acredito que 99% dos caras com os quais joguei tenham uma sala cheia. Eu não tenho. A maior parte das minhas coisas está na casa dos meus pais. Lembro quando fui à casa de Tom Seaver, em Greenwich, quando tinha 22 anos. Eu estava no escritório dele e havia duas gavetas abertas cheias de bolas de beisebol. Então reuni coragem suficiente para perguntar a ele sobre elas, durante o jantar e ele disse “Aquelas são as ‘bolas fora’”. Eu pensei: “Oh, entendo. Nunca vou encher um escritório com bolas de beisebol”.

S.: Você delega à Joanna as decisões sobre o design como, digamos, mobiliar este escritório?

R.: Delego completamente. Uma das grandes coisas sobre envelhecer é que você não tem nenhum problema em delegar. Eu estava na estrada e, quando voltei, o escritório tinha esta aparência.

S.: Me leve de volta ao seu primeiro apartamento em Nova York, quando você era um novato para os Mets.

R.: O primeiro apartamento exclusivamente meu ficava em um prédio com cinco andares, sem elevador, na East 53rd Street. A rua é uma das saídas para a rodovia federal, então era uma das vias mais movimentadas da cidade, o que eu acreditava ser legal, até morar lá e descobrir que não.

O quarto tinha vista para o Metropolitan Café. Lembro que eles tinham mesas ao ar livre e que o cheiro adorável da comida permeava todo o apartamento. Eu sonhava acordado sobre o dia em que teria dinheiro suficiente para comer no Metropolitan Café. Ficava inspirado pelos aromas.

Os preferidos de Ron

Clement Pascal/ The New York Times
Logo acima da mesa de trabalho está uma TV, onde Ron assiste aos jogos imagem: Clement Pascal/ The New York Times
Estação de Trabalho

Darling abraçou seu papel na cabine, frequentemente estudando comentaristas de outros times em busca de dicas.

“Eu pego pequenos trechos dos comentaristas – coisas que eles fazem que eu realmente gosto ou não gosto”, conta o comentarista de beisebol.

 

Clement Pascal/ The New York Times
O ex-jogador Ron Darling ganhou dois Emmys como comentarista esportivo imagem: Clement Pascal/ The New York Times

Prêmios Emmy

“Esses são dois Emmys que eu ganhei por minhas transmissões. A parte que eu gosto é que, a menos que você esteja neste nesta sala, você não pode vê-los”, conta Darling.

Fotografia do Jogo 7

Um fã mandou uma foto para Darling que o mostra correndo para longe do banco, depois que os Mets conquistaram a série Mundial de 1986. “Eu nunca tinha visto esta imagem em lugar algum. Foi tirada da linha da terceira base, ao contrário da famosa fotografia que mostra Gary Carter pulando em Jesse Orosco. O puro brilho de felicidade que está estampado em meu rosto não se vê frequentemente”, explica o ex-jogador.

 

Clement pascal/ The New York Times
O umidificador Air-O-Swiss usado no escritório foi um presente imagem: Clement pascal/ The New York Times
Umidificador

A empregada doméstica do casal deu a eles um umidificador Air-O-Swiss, que o havaiano Darling aprecia muito: “Meu povo precisa de umidade”, justifica.

Cadeira de Couro

Darling, com seu 1,92 de altura deu apenas uma diretriz para sua esposa sobre mobiliário da sala: “Precisamos de cadeiras para pessoas grandes”.

Tradutor: Melissa Brandão (tradução) e Daiana Dalfito (edição)

Topo