Decoração de ambientes

Boa forma em casa: monte um canto para malhar sem detonar a decoração

Giovanny Gerolla

Colaboração para o UOL, em São Paulo

Fazer exercício faz bem e adaptar um cantinho da casa para instalar equipamentos de ginástica pode ser uma ótima forma de manter uma rotina mais saudável. Para dar aos músculos um pouco de flexibilidade e força, não é preciso muita coisa: "bozu" (aquela "meia bola"), elásticos, "overball" (pequena bola de borracha), bola para pilates, uma torre de halteres (com pares de 1 kg até 10 kg) ou algumas unidades de "kettlebell" (um tipo de peso), colchonete (ou "mat", aquela esteira para a prática de yoga), caneleiras e um "step".

Se houver um pouquinho mais de espaço, uma bicicleta ergométrica é uma boa escolha para o treino cardiovascular e ocupa menos espaço que uma esteira.

Junior Lago/ UOL
O antigo home office do pai de Maria Fernanda Barros Silva, que também era educador físico, virou espaço de treino para a professora de pilates e ioga imagem: Junior Lago/ UOL
Em casa e em ordem

Mas como organizar tudo isso sem deixar o apê, muitas vezes pequeno, entulhado? Se o espaço é escasso, faça uma triagem e eleja os equipamentos imprescindíveis e, quando possível, acomode-os em armários. Mas se guarda-los em compartimentos fechados não é uma opção, seja criativo e deixe os objetos visíveis, como se fossem parte da decoração.

Bola, elásticos e "kettlebell", por exemplo, são coloridos e podem combinar com outros móveis do escritório, da varanda ou até do lavabo. Ao escolher o local para montar sua mini academia, leve em conta se a ventilação é abundante, caso contrário, instale um ventilador. A iluminação não deve ofuscar e nem esquentar e os espelhos são muito bem-vindos, pois auxiliam na correção da postura durante o exercício.

Também pense no piso: se não der para instalar um revestimento vinílico, como os usados em academias e, por isso, resistentes a danos, utilize um tapete de PVC, que evita escorregamentos e o desgaste do piso original por quedas de pesos e pelos respingos de suor.

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"No meu apartamento adaptei um antigo lavabo com 1,5 m x 2 m para acomodar bike de spinning, colchonete, overball e uma prancha de pilates", conta a arquiteta Ana Cristina Tavares imagem: Junior Lago/ UOL
Sem área mínima

Ao pensar seu cantinho do exercício, a área mínima não é tão relevante, basta que seja possível distribuir os equipamentos de forma a existir espaço suficiente para a circulação entre eles e para a execução dos movimentos com segurança e algum conforto.

A marcenaria é uma ótima ferramenta para integrar os equipamentos à decoração. Podem ser desenhados aparadores para encaixar as bolas de pilates, painéis para fixar halteres e elásticos, inclusive, sem escondê-los. Outra saída é aproveitar o mobiliário e a área de vários cômodos, já que alguns itens são mais volumosos que outros. Para qualquer alternativa, tenha disciplina: depois do exercício, cada coisa deve ir para seu lugar. 

Agora, se a ideia de ver o sofá ou a cama lado a lado com a ergométrica ou a prancha de pilates for um incômodo, o melhor é ter uma sala só para aparelhos de ginástica. Mas se o espaço não deixa, convém apelar para a academia mais próxima.

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Aparelhos como o Leg Press 45 (foto), não são indicados para o uso doméstico, a menos que haja uma sala exclusiva e espaçosa para a academia imagem: Getty Images
Pegando pesado

Se a intenção é pegar pesado na musculação, talvez uma academia caseira não supra as necessidades do atleta. O mais indicado é ter um cômodo grande e bem equipado e, claro, o acompanhamento de um educador físico. Mesmo assim, a variedade de exercício pode se tornar limitada.

Um treino de musculação de alto nível pressupõe o uso de anilhas de 10 Kg, 15 Kg e até 20 Kg e máquinas como o "crossover" (para trabalhar braços, peitoral e costas), que mede, em média, 3,5 m de largura por 2,2 m de altura. Um "leg press 45" (para as pernas) ocuparia, no mínimo, 3 m². Tais itens, por seu volume e tamanho, dificilmente se adaptariam a ambientes residenciais de uso comum, que precisam ser leves, confortáveis e aconchegantes. Nestes casos, o melhor é malhar fora de casa.

Fontes consultadas: Ana Cristina Tavares, arquiteta do escritório KTA - Krakowiak & Tavares Arquitetura; Débora Dalanezi e Marcello Sesso, arquitetos do escritório Sesso&Dalanezi; Eloy P. Telles, educador físico e personal trainer; e Maria Fernanda Barros Silva, educadora física especialista em pilates.

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