Construção e reforma

Órfão das incandescentes? Veja que lâmpada usar para ter luz de destaque

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Karine Serezuella

Colaboração para o UOL, de Ribeirão Preto

Tá se sentindo órfão das lâmpadas incandescentes? Precisa decidir qual tipo usar para dar destaque em um determinado ponto da casa, mas não sabe nada de iluminação? Comece procurando as chamadas dicroicas: lâmpadas com foco dirigido, cuja intensidade de luz é aumentada pelo grande índice de reflexão de sua campânula, ou seja, do corpo em forma de sino e que, geralmente, são usadas embutidas.

Há não muito tempo, só existiam os modelos incandescentes (com filamento) halógenos com baixa tensão de rede (12 V) e bromo ou iodo na composição. Atualmente, porém, é possível encontrar LEDs com formato compatível. O UOL conversou com especialistas e elenca a seguir alguns quesitos de avaliação para você fazer a melhor escolha.

Dicroica: halógena ou LED? Uma dúvida cruel

Aspectos práticos

Economia de energia

  • As lâmpadas LED são bastante econômicas quando comparadas às halógenas. Um LED dicroico que consuma 7 W pode substituir uma halógena dicroica que demanda 50 W de potência quase sem apresentar perdas de fluxo luminoso, ou seja, sem comprometer o quanto o aparelho ilumina.

Preço

  • As halógenas dicroicas ainda são mais baratas do que os LEDs. "Mas devido ao aumento da escala de produção de lâmpadas LED, esta diferença de preços vem caindo ano a ano. Além disso, dependendo das horas de uso diário, o LED pode oferecer retorno muito rápido do investimento", opina o lighting designer Umberto Boggian.

Durabilidade

  • Não tem pra ninguém, LEDs são os bam-bam-bans da durabilidade. Com base nos dados técnicos fornecidos pelas empresas fabricantes, os especialistas consultados pelo UOL contam que a durabilidade média das hálogenas dicroicas fica entre 1.500 a 2.000 horas. Por sua vez, a LED do tipo dicroica pode chegar até 30.000 horas de vida útil. Traduzindo: se você deixar a lâmpada acesa ininterruptamente, a halógena vai se manter funcionando, em média, por dois meses e meio, enquanto o LED poderá chegar a quase três anos e meio.

Aspectos técnicos

Temperatura de cor e abertura do facho

  • Com relação à temperatura de cor (a "aparência" da luz, medida em Kelvin) e à abertura do facho de luz (medida em grau), os LEDs já são muito parecidos com as halógenas. Tá difícil entender o que é a temperatura de cor da luz? É fácil: pense em uma barra de ferro no fogo, no começo ela fica vermelha, mas - aos poucos - vai se tornando amarela e chega a um quase branco conforme o termômetro avança. Com a luz acontece o mesmo, quanto mais alta for a temperatura de cor, mais clara é a luz e vice-versa. Logo, você pode encontrar nas lojas uma dicroica hálogena e uma LED compatíveis, com 3.000 K e 2.700 K, respectivamente, e mesma abertura de facho (30 graus, por exemplo). No entanto, vale salientar que as dicroicas halógenas têm sempre a temperatura de cor amarelada (em torno de 3.000 K), enquanto a versão LED varia do amarelado (2.700 K) ao branco-azulado (6.500 K).

IRC

  • O IRC (índice de reprodução de cor) mede a capacidade de reprodução fiel das cores, numa escala de 0 a 100. E neste quesito, as halógenas ainda são imbatíveis. De acordo com o professor da área de iluminação, Paulo Sergio Scarazzato, as lâmpadas halógenas dicroicas têm IRC 100. "O LED ainda não chegou lá, mas há fontes com IRC 80 e algumas com IRC 90, que podem atender boa parte das necessidades de reprodução de cores".

Emissão de calor

  • Toda lâmpada de filamento, como a halógena, produz calor quando acesa e isso se intensifica em modelos com facho concentrado a exemplo das dicroicas. Esta radiação de calor, em algumas situações, é tão intensa que pode elevar o consumo de ar-condicionado. Já o LED não emite radiação infravermelha e, por isso, é considerado frio.

Fontes: Paulo Sergio Scarazzato, arquiteto, professor e pesquisador da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas); Umberto Boggian, ligthing designer; catálogos de empresas (GE; FLC; Osram; Phillips; Taschibra)

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