Casamento

Com ajuda geral, noivos fazem decoração e economizam na festa de casamento

Marcelo Testoni

Colaboração para o UOL, em São Paulo

Giselle Hirata e Allan Lobato resolveram se casar numa pequena cidade do interior de São Paulo. Por conta própria e com ajuda de familiares e amigos próximos, os dois tiveram um ano e meio para preparar o evento. A noiva, descendente de japoneses, queria uma decoração com ares orientais, no melhor estilo 'faça você mesmo', e o noivo, por ter experiência musical, se comprometeu a escolher a trilha da cerimônia.

O começo
Os noivos já eram amigos antes de engatar o namoro e haviam se conhecido em um grupo de jovens da igreja. Em 2008, formalizaram a relação, mas pouco tempo depois Giselle deixou o país para estudar na Espanha. "Fiquei fora por quase um ano, mas mantivemos o relacionamento. Depois que voltei ao Brasil, no nosso sexto aniversário juntos, o Allan me pediu em casamento”, lembra Giselle.

Os preparativos
O casal queria um "casório com a cara dos dois". Em comum acordo, os dois resolveram não contratar uma assessoria e fizeram tudo por conta própria: "Com a ajuda de uma amiga, montei um cronograma de tudo o que ia acontecer durante a cerimônia e a festa", conta Giselle. Resolvido o planejamento, os noivos precisavam driblar o dilema de conciliar as jornadas de trabalho com a parte prática do processo. A noiva usava as manhãs e a hora do almoço para confeccionar as lembrancinhas e garimpar materiais para a decoração na rua 25 de Março, na capital paulista. Nesse mesmo ritmo, o noivo fechava os contratos com os fornecedores, DJ e cinegrafista e ajudava Giselle. Desta maratona, tiraram uma lição que serve de conselho para outros casais: o ideal é evitar ser o responsável por tarefas muito complexas, especialmente na última hora.

Ajuda bem-vinda
A noiva teve a colaboração de amigas designers gráficas para desenvolver a arte do cardápio e a planta das mesas para os 200 convidados. Depois das primeiras compras 'na 25', quase um ano foi ocupado pelas dobraduras e estilizações feitas à mão. A irmã de Giselle, Glaucia, produziu mais de 1,5 mil tsurus (origamis que representam a ave japonesa símbolo da boa sorte, da longevidade e da felicidade). As dobraduras seriam aplicadas às cortinas do bufê e aos bancos da igreja. "Meus tios e primos foram comigo até o local da festa para costurar os origamis, um a um, em fios de náilon", recorda Giselle.

Criatividade à solta
O bolo não foi 'tradicional', imenso e cenográfico: para economizar, o casal teve a ideia de investir em um modelo de tamanho médio e em doces com formatos inusitados, como buquês feitos com 'marshmallow'. "Foi um sucesso entre a criançada, que detonou tudo antes de acabar a cerimônia", revela Giselle. A Internet também ajudou: a estrutura do topo do bolo, por exemplo, foi comprada em uma loja 'online' e pintada por um padrinho, que usou como referência as fotos dos noivos. A economia foi de R$ 200, preço médio de um par de noivinhos personalizado. Os móveis e objetos que acompanhavam o bufê foram cedidos pelo restaurante e tinham temática retrô. Entre as peças, destaque para as porcelanas, talheres de prata, castiçais trabalhados e vasos de barro coloniais.

Vestido, sem neura
Antes de ir às lojas ou buscar um estilista, (quase) toda noiva pesquisa vestidos em sites, blogs e revistas de moda. Giselle já tinha um modelo em mente: "Como eu subiria ao altar em junho, no auge do inverno, queria um longo de mangas compridas e caimento encorpado". O passo seguinte foi escolher o corte e os materiais. Para não cometer nenhum deslize, a noiva resolveu ir à feira Expo Noivas, em maio de 2014 (mais de um ano antes do casório). "Fui no último dia e quase todos os estandes estavam com promoções de final de feira. Lá consegui que um estilista desenhasse o que eu queria e ganhei um belo desconto", lembra.

Fontes: Evelyn Miguel, assessora de eventos da empresa Muda de Ideias; Camilla Person, estilista; Vera Simão, assessora de eventos. Os noivos: Giselle Hirata e Allan Lobato.

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